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A rejeição pelo Senado Federal do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga do Supremo Tribunal Federal (STF) deve ter um efeito positivo para os ativos domésticos na sessão desta quinta, 30, avalia Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.
Esta foi a primeira vez desde 1894 em que um indicado pelo presidente da República é vetado pela Casa. Messias foi rejeitado por 42 a 34 votos no plenário do Senado.

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“Devemos ter um efeito positivo porque, para o mercado financeiro, a leitura é de que os especialistas em política, que são os senadores, sentiram que existe uma probabilidade maior de uma possível alternância de poder em breve”, disse Cruz à Broadcast.
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“Essa derrota para o governo Lula tem nome e sobrenome. Os parlamentares só fazem isso se acham que o governo está com menos poder e com chance de não ir para um quarto mandato”, apontou.
Como o Executivo destina recursos para partidos e aliados, os senadores não teriam rechaçado a indicação do petista se não tivessem a sensação de que pode vir uma mudança no pleito presidencial, argumenta o estrategista.
“E o mercado financeiro vai interpretar que os especialistas em política estão dispostos a comprar essa briga. Sabemos que o mercado vai reagir bem a esse aumento de probabilidade de a oposição vencer”, comentou.