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SÃO PAULO – Em carta mensal dirigida a cotistas, a Votorantim Asset aconselha a exposição à renda fixa para investidores que possam manter a posição a longo prazo.
A equipe de gestores ressalta que a recomendação é para aqueles que podem montar uma carteira própria com posições pré-fixadas, de maneira gradual. “As carteiras próprias não precisam adotar a marcação a mercado diária como fazem os fundos, o que ajuda a carregar posições em momentos de incerteza”, justifica.
O relatório argumenta que tal recomendação, neste momento, pode parecer paradoxal, uma vez que aumentou a projeção de inflação em 2009 de 4,7% para 5%, mas que leva em conta a força com que o mercado revisou para cima também as taxas futuras de juro.
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Taxas com vencimentos longos
A taxa média da curva com vencimento, por exemplo, em janeiro de 2010, embute expectativa de elevação da Selic em aproximadamente 600 pontos-base, num ritmo de 50 pontos-base por reunião, calcula a análise.
Ou seja, a taxa de juro teria de subir do ponto inicial de 11,25% ao ano, que vigorava até abril, para mais de 17% ao ano, para que a inflação fosse finalmente controlada, explica o relatório.
“Por conta da característica preventiva deste ajuste na taxa Selic delineia-se um cenário de elevação limitada nos juros básicos e as taxas pré-fixadas de prazos mais longos começam a exibir patamares atrativos”, avaliam os gestores.
Riscos
Os gestores da Votorantim consideram a existência de fatores de influência para a atual conjuntura de alta de preços – e conseqüente aperto monetário – que podem trazer riscos ao investidor, como a disparada dos preços internacionais das commodities e a expansão acelerada do crédito no Brasil.
Porém, a análise conclui que “por mais que dúvidas sejam justificáveis, nos parece que o prêmio atual dos contratos futuros de taxas de juros justifica tal investimento. Um Banco Central vigilante e uma política monetária restritiva continuam sendo uma combinação que funciona”.
Estratégia para julho
Apesar da oportunidade detectada na renda fixa para os investimentos a longo prazo, para o mês de julho a Votorantim diz ter aumentado sua exposição em bolsa nos fundos que administra, pois enxergou “uma queda demasiada”.
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“Acreditamos que os principais fundamentos econômicos brasileiros permanecerão positivos, porém é importante ter cautela devido à alta volatilidade nos mercados em geral”, avaliam os gestores.
Além disso, a gestora admite que nos últimos dez meses tem preferido posições compradas em ações ligadas a commodities e em títulos ligados à inflação, vendidas em dólares contra o real ou, mais recentemente, vendidas em títulos americanos de renda fixa de longo prazo.
Por fim, a equipe da Votorantim reforça a idéia de que a diversificação do investimento em várias classes de ativos possibilita ao investidor aproveitar as oportunidades que o mercado oferece, e, ao mesmo, tempo se proteger de possíveis momentos de estresse.
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Confira a recomendação da Votorantim Asset de alocação em fundos de investimentos:
Sugestão de alocação em fundos de investimento
Tipo de investimento
Perfil conservador
Perfil moderado I
Perfil moderado II
Perfil agressivo
Multimercado
50%
48%
45%
40%
Renda fixa pré-fixada
11%
15%
18%
22%
Ibovespa
4%
12%
17%
27%
Inflação
1%
2%
3%
4%
DI
34%
22%
15%
2%
Dólar
—
1%
2%
5%