Estrangeiros querem mudar conselho da Petrobras; Ex-MPX, Oi e mais 12 no radar

Atenção para assembleia da HRT, aquisição de frigorífico uruguaio pela Minerva e resultado de quatro empresas, que agitam o noticiário desta quarta-feira

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SÃO PAULO – O noticiário desta quarta-feira (19) começa bastante agitado no campo corporativo. Em destaque, a gestora britânica Aberdeen e outros acionistas minoritários da Petrobras (PETR3;PETR4) lançaram campanha para a eleição de José Monforte como novo membro independente do Conselho de Administração da companhia.

A assembleia para a eleição dos membros do Conselho está marcada para 2 de abril. O novo conselheiro acompanharia Mauro Cunha, atual conselheiro independente. A campanha pela eleição de Monforte é apoiada, além da Aberdeen, pelos fundos de pensão The California State Teachers’ Retirement System e Universities Superannuation Scheme, pela gestora F&C Management e pela consultoria Hermes Equity Ownership Services.

“Embora tenha havido progresso na composição do Conselho no ano passado com a nomeação de um conselheiro independente e a inclusão de integrantes independentes na formação do Conselho Fiscal, a governança continua sendo um tema crítico na empresa”, afirmou comunicado enviado pelos acionistas.

Segundo os investidores, a política de definição de preços de gasolina e diesel da Petrobras tem sido prejudicial para acionistas da empresa nos últimos anos e “ainda requer transparência”. “Olhando mais adiante, acreditamos que isso comprometerá a capacidade de investimento e de expansão da Petrobras no longo prazo”, declararam.

Monforte foi membro de Conselhos de grandes empresas brasileiras, sem vínculos com controladores, disseram os investidores em nota. Outro candidato, indicado pela Bradesco Asset Management, como membro do Conselho pelos preferencialistas é o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, também ao lado de Mauro Cunha.

Vale ressaltar que, na véspera, o Senado aprovou o pedido do líder do PSDB, Aloysio Nunes, para que o TCU (Tribunal de Contas da União) realize auditorias nas operações de exportações de plataformas da Petrobras. Além disso, o Senado também terá acesso às prestações de contas da petrolífera que estão no TCU desde 2009.

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Eneva: atrasos prejudicam operação; E.ON está de olho
Conforme destaca matéria do jornal O Estado de S. Paulo desta data, a E.ON, que compartilha com Eike Batista o controle da Eneva (ENEV3), antiga MPX Energia, está preocupa com a operação da companhia brasileira. 

Antes tida como a empresa mais sólida do grupo EBX, a Eneva passa agora por um movimento difícil, devido ao atraso nas obras da última térmica do Complexo Parnaíba, no Maranhão. O empreendimento deveria ter entrado em operação no início do mês, mas só uma das três turbinas está em fase de testes, o que a deixa exposta ao mercado à vista num momento de alta dos preços de energia.

E esse movimento não passa despercebido pelo mercado, com as ações acumulando baixa de 45% só em 2014. Neste cenário, a geradora está sendo fiscalizada de perto pelo comitê fiscal da E.ON, na Alemanha. 

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Minoritário quer barrar assembleia da Oi
A Tempo Capital, um dos principais acionistas minoritários da Oi (OIBR4), entrou com pedido para interromper a AGE (Assembleia Geral Extraordinária) da companhia do dia 27. Este encontro será crucial para viabilizar a fusão da Oi com a Portugal Telecom.

A solicitação, apresentada pelo advogado Luiz Leonardo Cantidiano, que já foi presidente da CVM, foi realizada com base na Instrução Normativa 372, que dispõe sobre o adiamento de assembleia geral e a interrupção do prazo de sua convocação. A Tempo Capital quer que a CVM se posicione antes da assembleia sobre demandas dos acionistas pedindo, entre outras coisas, esclarecimentos sobre se os critérios utilizados para elaborar o laudo provocam ou não a diluição dos acionistas.

Governo diz que risco de racionamento está dentro do padrão
O Ministério de Minas e Energia apresentou a grandes consumidores e empresas de energia vários cenários para o fornecimento de eletricidade em 2014, que mostram que o risco de racionamento está dentro do padrão do setor de energia.

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Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, em todos os cenários apresentados pelo governo o risco de racionamento ficou abaixo do índice padrão de 5 por cento com o qual o setor trabalha normalmente, e em vários casos o risco ficou abaixo de 2 a 3 por cento.

“As hipóteses que nos foram apresentadas, que suportaram as análises do governo, mostram cenário bastante mais positivo do que outros que vêm sendo veiculados nos últimos dias”, disse Pedrosa. A reunião desta terça-feira com representantes de todo o setor reunidos no Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase) “distensionou o ambiente das associações das empresas no geral”, disse Pedrosa.

Além do risco dentro do padrão, os cenários apresentados indicando necessidade de reduzir o consumo apontavam para cortes pequenos, menores do que 5%, que, segundo Pedrosa, poderiam ser absorvidos sem impacto para a economia.

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“O risco é uma premissa da lógica de funcionamento do setor, e o atual não é diferente daquele que é considerado pelo setor”, disse.

“Nas avaliações que nos foram apresentadas, apenas uma situação de extremo estresse continuado nos levaria a uma situação mais crítica”, disse Pedrosa.

Minerva adquire frigorífico Carrasco por US$ 37 milhões
A Minerva Foods (BEEF3), terceira maior processadora de carne bovina do país, informou na noite de terça-feira a aquisição do frigorífico uruguaio Carrasco por US$ 37 milhões, numa transação ainda sujeita a condições e autorizações.

Com receita de cerca de US$ 140 milhões em 2013, o frigorífico possui uma planta de processamento e abate de bovinos em Montevidéu, com capacidade para abate e desossa de 900 cabeças de gado por dia, disse a Minerva.

Santander aprova mudanças na composição de suas units
O Santander (SANB11) aprovou uma mudança na composição de suas units, a partir de um programa de bonificação de ações. A companhia emitirá 19,002 bilhões de ações preferenciais, na razão de 0,047619048 para cada ação ordinária – representando uma bonificação de 5 preferenciais para cada ordinária -, proporção que também será seguida pelos seus ADRs – American Depositary Receipts.

Após a bonificação, a companhia realizará um programa de grupamento de ações – ainda à espera do aval do Banco Central -, que fará com que cada 55 papéis ordinários correspondam a 1 ação ordinária, com a mesma relação válida para os papéis preferenciais. O que fará com que as units da companhia passem a ser formadas por 1 ação preferencial e 1 ordinária.

O Santander ainda informará ao mercado as respectivas datas de referência para a realização de cada um dos procedimentos. Ainda nesta terça-feira, a assembleia aprovou a inclusão de um parágrafo único no Estatuto Social da companhia, que determina que a mesma pessoa não possa ocupar os cargos de Presidente do Conselho de Administração e Diretor Presidente do banco.

Ecorodovias tem queda de 32,5% do lucro
A Ecorodovias (ECOR3) divulgou seu resultado do quarto trimestre de 2013 com queda de 32,5% em seu lucro líquido, que fechou os últimos três meses do ano em R$ 88,2 milhões, ante R$ 130,6 milhões um ano antes. No acumulado anual, a queda foi menor, 5,8%, com a companhia fechando 2013 com lucro líquido de R$ 397,8 milhões.

Enquanto isso, a receita líquida da empresa avançou 13,1%, passando de R$ 634,2 milhões um ano atrás, para R$ 717,5 milhões entre outubro e dezembro de 2013. No anual, a evolução foi de 26,4%, atingindo R$ 2,64 bilhões. A melhora da receita foi atribuída pela empresa ao aumento do tráfego de veículos em suas rodovias.

Já os custos operacionais da companhia cresceram 33,2% e 40,6% no quarto trimestre e no acumulado de 2013, respectivamente, atingindo R$ 530,7 milhões e R$ 1,71 bilhão. Segundo comunicado, entre os fatores que afetaram o resultado estão o início das atividades da ECO101 no quarto trimestre, enquanto no ano, o principal destaque ficou para a consolidação de 12 meses do Ecoporto Santos.

Brasil Brokers vê lucro líquido subir 16,7% no trimestre
A Brasil Brokers (BBRK3) encerrou o quarto trimestre com um lucro líquido de R$ 31,24 milhões, alta de 16,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano, contudo, o lucro líquido registrou queda de 2,3%, para R$ 80,6 milhões. A receita líquida, por sua vez, teve baixa de 2,95% no trimestre, para R$ 98,26 milhões, e de 2,43% no ano, totalizando R$ 373,8 milhões. 

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) registrou baixa de 15,3% no trimestre, para R$ 28,72 milhões. No ano, o Ebitda somou R$ 113,7 milhões, uma queda de 5% na base de comparação com 2012. 

Helbor: lucro sobe 35,9% no trimestre
Já a Helbor (HBOR3) viu seu lucro líquido subir 35,9% no quarto trimestre, totalizando R$ 92,34 milhões. No ano, o lucro somou R$ 304,11 milhões, uma alta de 11,8% frente a 2012. 

Enquanto isso, a receita operacional líquida teve alta de 41,9% entre outubro e dezembro, somando R$ 636,3 milhões. O ROAE (rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio) atingiu 27%, uma queda de 1,9 ponto percentual frente o registrado no ano anterior. 

Arezzo: lucro líquido sobe 3,4%
A Arezzo (ARZZ3) também divulgou os seus números, com um lucro líquido de R$ 32,7 milhões nos últimos três meses de 2013, com alta de 3,4% frente o mesmo período do ano anterior, enquanto  alcançou R$ 110,6 milhões no ano, crescimento de 14,1%.

Em 2013, a receita líquida atingiu R$ 963,0 milhões, um aumento de 11,9%. No trimestre, a receita somou R$ 257,6 milhões, crescimento de 1,9% sobre o mesmo período de 2012.

Já o Ebitda atingiu R$ 159,5 milhões em 2013, crescimento de 17,5% no ano. Excluindo o efeito não recorrente do primeiro trimestre de 2012, o Ebitda teria crescido 10,9%, informou a companhia. O Ebitda do quarto trimestre somou R$ 43,6 milhões, redução de 0,5% em relação ao mesmo período de 2012, com margem de 16,9%.

HRT Participações: de olho na assembleia
Nesta quarta-feira (19) ocorre a assembleia da HRT Participações (HRTP3) que irá decidir os novos conselheiros fiscais da companhia. Segundo fontes afirmaram para o Broadcast da Agência Estado, o fundo estrangeiro Discovery não deve participar do encontro de acionistas. O fundo é um dos maiores acionistas da petrolífera, com 17,7% de participação, junto com a JG Petrochem, de Nelson Tanure, que possui 19,25% das ações da companhia.

Em relação aos candidatos para o conselho, na semana passada, a petrolífera já havia anunciado Renzo Bernardi, tendo como suplente Edson Lopes Correa. Em entrevista ao InfoMoney, Bernardi falou que lutará para unir os minoritários em prol da companhia. Nesta manhã, a HRT anunciou que Celso Tanus Atem também será candidato.

Lojas Renner anuncia distribuição de JCP
Após anunciar em janeiro que iria distribuir apenas 40% do lucro líquido em dividendos, a Lojas Renner (LREN3) aprovou nesta terça-feira (18) o pagamento de R$ 17.360.901,88 em juros sobre capital próprio, o que corresponde a R$ 0,1379 por ação. Segundo comunicado, o pagamento será feito 10 dias após a assembleia geral ordinária de 2015 e as ações passam a ser negociadas na forma “ex” já nesta quarta-feira (19).

No último dia 24 de janeiro, a companhia informou que iria distribuir 40% do lucro líquido obtido em 2013 em dividendos e juros sobre capital próprio, percentual menor que a remuneração de 75% entre os anos de 2009 a 2012. Embora o lucro da Renner tenha sido maior em 2013 do que no anterior e o preço das ações da empresa estejam hoje bem abaixo do começo do ano passado, o dividendo será menor do que aquele distribuído 12 meses atrás.

Além disso, o conselho da empresa aprovou na última semana a proposta de destinar outros 55% do lucro, ou R$ 224,1 milhões, para reserva para investimento e expansão. Os últimos 5% do lucro devem ser destinados para reserva legal. “Tal proposta levou em conta a política de crescimento sustentado da companhia e os investimentos em novas lojas, em estrutura e processo logístico e no centro de serviços compartilhados”, afirmou a companhia.

BRF: Tarpon atinge participação de 10,17% na companhia
Já a BRF (BRFS3) informou que a Tarpon Gestora de Recursos e os fundos geridos por ela atingiram uma participação de 10,17% na companhia, o que representa 88.732.385 ações. Segundo o site da BM&FBovespa, em 6 de março, a participação da gestora da empresa era de 8,02%. Em comunicado, a Tarpon informou que não é titular de bônus de subscrição ou qualquer outro direito de subscrição ou opção de compra de ações de emissão da companhia.

Cia. Hering: UBS aliena 1,1 milhão de ações ON 
A Cia Hering (HGTX3) recebeu correspondência do fundo Aberdeen Asset Management, comunicando que o UBS Global Asset Management alienou, em 26 de fevereiro de 2014, 1.100.100 ações ordinárias da companhia.

Com isso, em 27 de fevereiro, a gestora passou a deter 7.752.487 ações ordinárias, o que correspondem a 4,71% do total dos ativos HGTX3.

Anhanguera: aprovado termos e condições da incorporação da Aesa
A Anhanguera (AEDU3) informou que foram aprovados os termos e condições do protocolo de incorporação e instrumento de justificação da Aesa Publicações (Anhanguera Publicações e Comércio de Material Didático Ltda) celebrado em 26 de fevereiro de 2014. A Ernst & Young Auditores Independentes foi escolhida para a elaboração do laudo de avaliação da Aesa Publicações. Também foi aprovado o laudo de avaliação do patrimônio líquido da Aesa Publicações a ser vertido à Anhanguera, e a incorporação em si, que não incluirá a emissão de novas ações.

Conselho aprova reeleição de diretor-presidente da Aliansce
Conforme comunicado da véspera, o conselho de administração da Aliansce (ALSC3) aprovou a reeleição com mandato de um ano, de Renato Feitosa Rique para o cargo de diretor-presidente Renato Feitosa Rique. Também foram reeleitos outros diretores, como o diretor executivo e de Relações com Investidores Henrique Christino Cordeiro Guerra Neto, e o diretor financeiro Renato Ribeiro de Andrade Botelho.

(Com Reuters) 

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.