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Estácio dispara 7% entre balanço e “Fies 2.0”; Petrobras e bancos sobem forte

Confira aqui a atualização dos principais destaques da Bovespa nesta sexta-feira

10h32: Bancos
Os papéis dos grandes bancos acompanham o bom humor do mercado e sobem forte hoje. Nos destaques da Bolsa, Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 36,20, +1,60%), Bradesco (BBDC3, R$ 37,70, +2,70%; BBDC4, R$ 37,03, +2,07%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,49, +2,26%).  

10h23: Exportadoras 
As ações das empresas com perfil exportador respiram depois de fortes arrancadas em dia de queda do dólar frente ao real. Elas figuram entre as poucas quedas do dia. No Ibovespa, apenas 7 das 68 ações caíam. Destaque para os papéis do setor de papel e celulose Suzano (SUZB5, R$ 14,07, -2,29%) e Fibria (FIBR3, R$ 41,60, -0,98%), além de Klabin (KLBN11, R$ 17,28, -1,26%), apesar de ter menos exposição de suas receitas ao dólar. 

10h21: Sabesp (SBSP3, R$ 18,76, +5,04%)
As ações da Sabesp sobem forte hoje e alcançam o maior patamar desde dezembro do ano passado. De fevereiro até agora, os papéis já sobem 40%. Hoje, saiu uma reportagem no jornal O Estado de S. Paulo apontando que a companhia iniciou uma nova ofensiva para tentar receber R$ 3 bilhões em precatórios (pagamentos da dívida pública determinados pela Justiça) de três cidades de São Paulo – Guarulhos, Mauá e Santo André. A empresa obriga que as cidades paguem integralmente a conta de água comprada no atacado. Todas são administradas pelo PT. 

10h19: Saraiva (SLED4, R$ 5,09, +4,73%)
A livraria teve um lucro líquido de R$ 22,9 milhões no quarto trimestre de 2014. Isso representa uma alta de 91% sobre o mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2014, o lucro líquido somou R$ 5,754 milhões, recuo de 56% na comparação com 2013. Embora os resultados consolidados tenham sido abaixo das nossas expectativas, acreditamos que os preços das ações já incorporam um cenário negativo”, comentou o Santander. 

10h17: Copasa (CSMG3, R$ 18,23, +2,07%)
A empresa teve um lucro líquido de R$ 21,5 milhões no quarto trimestre, uma queda de 24,2% na comparação anual, em reflexo da queda dos volumes faturados com a necessidade de redução do consumo de água. A receita de venda de bens e serviços cresceu 10,6% no ano, para R$ 4,1 bilhões, enquanto a receita líquida avançou 4,1%, para R$ 3,1 bilhões. Para o Santander, os números trazem cautela devido aos níveis dos reservatórios da companhia. “Mesmo que a empresa tenha um reajuste de tarifas no segundo trimestre, continuamos a aguardar a revisão da metodologia de revisão tarifária como o principal gatilho para a empresa”, disseram os analistas. 

10h15: Cyrela (CYRE3, R$ 13,11, +4,71%)
A Cyrela apresentou seus resultados para o quarto trimestre nesta quinta, reportando lucro líquido de R$ 150 milhões, uma queda de 17,8% na comparação com igual período do ano passado. Os lançamentos da empresa no quarto trimestre somaram R$ 2,3 bilhões, volume 16,1% abaixo do apresentado em 2013. A receita líquida nos últimos três meses de 2014 foi de R$ 1,531 bilhão, uma alta de 10,1% ano a ano. O Itaú BBA viu os números como positivos, destacando a marcante geração de caixa livre, forte desempenho de vendas de unidades em estoque e margens brutas resilientes. 

10h13: Petrobras (PETR3, R$ 9,16, +2,92%; PETR4, R$ 8,95, +2,99%)
As ações da Petrobras acompanham o bom humor do mercado e sobem forte hoje. Uma reportagem do Valor diz que a estatal prepara captação no mercado com fundo de recebíveis de R$ 8,6 bilhões. Há também no radar a notícia do jornal O Estado de S. Paulo de que o balanço do terceiro trimestre da estatal deve sair no início de abril.

Por sua vez, o Santander cortou o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras para US$ 7,20, ante US$ 8,20. O banco prevê que a produção da petrolífera em 2016 será menor que a de 2015, em razão do risco de atraso das novas plataformas.  

10h10: Educacionais
Passada a forte derrocada da véspera, as ações das educacionais sobem hoje em meio à notícia de que as empresas estariam preparando um novo modelo de financiamento apelidado de “Fies 2.0”. Segundo reportagem do Valor, representantes da Abraes – entidade que reúne Anima, Estácio, Devry, Kroton, Laureate e Ser Educacional – estão criando um modelo de financiamento privado em meio aos ajustes do programa de financiamento do governo federal. Na Bolsa, as ações da Kroton (KROT3, R$ 10,73, +4,17%), Estácio (ESTC3, R$ 16,80, +6,58%), Ser Educacional (SEER3, R$ 11,34, +1,25%) e Anima (ANIM3, R$ 16,00, +1,07%) disparavam.

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No radar ainda, a Estácio divulgou seu resultado após fechamento do pregão da véspera. A empresa reportou um lucro líquido de R$ 80,9 milhões no quarto trimestre de 2014, um aumento de 79,4% na comparação com igual período de 2013, quando apresentou lucro de R$ 45,1 milhões; no acumulado de 2014, a companhia reportou lucro de R$ 425,6 milhões. A estimativa média dos analistas consultados pela Bloomberg era de R$ 91,2 milhões no quarto trimestre. Após balanço, a companhia disse que espera novo ciclo de captação de alunos recorde no primeiro semestre de 2015 apesar das mudanças do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Caso confirmado, o novo recorde seria o décimo consecutivo na captação de alunos.  O Bradesco BBI ressaltou o bom resultado, com sólido crescimento de receitas e margens, superando as estimativas. “Além disso, a empresa forneceu guidance surpreendentemente positivo para ciclo de recrutamento e base de alunos no 1° trimestre, ainda que em um ambiente de elevada incerteza e limitações que cercam Fies”, comentou.