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SÃO PAULO – Com a lista do material escolar em mãos, os pais devem se preparar para “bater perna” na pesquisa pelos melhores preços. Algunas escolas, porém, determinam que certos itens ou os livros didáticos sejam comprados no próprio estabelecimento ou em lojas determinadas.
A prática, segundo o Procon-SP, é abusiva, pois impede que o consumidor pesquisa preços e compare marcas e estabelecimentos em busca da melhor oferta e custo/benefício.
Outra dica para economizar é comprar o material escolar ainda em janeiro. Isso contribui para evitar o estresse das longas filas, lojas cheias e, principalmente, os preços mais altos. A recomendação é do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que aponta a antecipação da compra dos materiais como principal lição para os pais que desejam economizar.
O Simpa-SP (Sindicado do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo e Região) acredita que os preços do material escolar devam ficar até 6,5% mais caros neste ano, se os varejistas repassarem o valor estimado da inflação para o período.
O governo analisa anunciar um pacote de redução da alíquota dos impostos incidentes sobre alguns dos produtos utilizados na escola. Caso haja desoneração via Medida Provisória, pode haver uma significativa redução de preços para o consumidor.
Antes de sair de casa
Antes de sair às compras, verifique os itens que seu filho usou no ano passado. Os que estiverem em bom estado podem ser reutilizados, aconselha o Idec. Estojo, tesoura e dicionário, por exemplo, normalmente duram bastante.
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Para gastar menos com o item que mais pesa no orçamento, os livros didáticos, a recomendação do Idec é tentar comprar diretamente da editora.
O Procon também lembra que algumas lojas oferecem descontos para compras em grandes quantidades. “Portanto, sempre que possível, reúna um grupo de pais e discuta sobre essa possibilidade com os estabelecimentos”, afirma o órgão. A compra em lojas de atacado também costumam sair mais baratas.
Na papelaria
A entidade recomenda que se evite artigos sofisticados e com características de brinquedo. Além de mais caros, eles podem distrair a atenção da criança na aula. “Os artigos com personagens da moda são sempre mais caros, pois a indústria precisa pagar para utilizar determinada imagem nos cadernos, fichários etc”, alerta a advogada do Idec, Mariana Ferraz.
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Na hora de pagar, lembre-se de que o preço praticado no cartão de crédito deve ser igual ao cobrado com o pagamento em dinheiro, aponta o Idec. O Procon completa: caso a escolha seja pelo pagamento à vista, não deixe de pechinchar. Caso opte pela compra a prazo, é preciso checar e comparar as taxas de juros.
A exigência da nota fiscal com a devida descrição dos produtos, direito do consumidor, é importante no caso de problemas com a mercadoria. “Caso haja problemas, mesmo que o produto seja importado, os prazos para reclamar são 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para os duráveis”, completa o Procon.