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SÃO PAULO – Não é só o IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) que pressiona os valores dos aluguéis. A baixa oferta de imóveis também têm sua parcela de responsabilidade nos altos valores de locações praticados pelo mercado.
Segundo o presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), José Augusto Viana Neto, o fenômeno ocorre por conta de uma combinação de fatores. Entre os mais importantes, estão o baixo investimento das incorporadoras, nos últimos anos, nos segmentos mais populares e o aumento de renda da população.
“Por quase dez anos, as incorporadoras não investiram em imóveis para aluguel porque não havia financiamento como há agora. Entretanto, com o aumento da estabilidade, do emprego e da renda do trabalhador, hoje, mais pessoas estão saindo da periferia e vindo para bairros melhores, e muitos que não eram absorvidos pelo mercado, que moravam em cortiços, favelas, agora procuram casas na periferia. Conclusão: aumentou a demanda, mas temos um número muito pequeno de imóveis, o que inflaciona os preços”, diz.
Situação crítica
Viana diz ainda que a população mais atingida pela crise é aquela cuja renda varia entre dois e cinco salários mínimos, que, geralmente, procura por imóveis de um, dois ou três dormitórios, com valores entre R$ 200 e R$ 600.
Ele alerta ainda que a situação não é um fenômeno isolado, restrito ao estado de São Paulo, podendo ser sentida em todo o País. Entretanto, segundo ele, cidades com grande fluxo de universitários podem ser mais prejudicadas pela atual relação entre oferta de imóveis e demanda de inquilino, pois, nestes locais, a procura por imóveis de aluguel é muito maior. Como exemplo, ele cita as regiões de Marília, metropolitana da Baixada Santista, Bauru, Ribeirão Preto e São Carlos.
Aluguéis
De acordo com pesquisa do próprio Creci-SP, em julho, os preços dos aluguéis na cidade de São Paulo, variaram entre R$ 323,33 e R$ 3.550 (apartamentos) e entre R$ 333,27 e R$ 2.177,78 (casas).