Entre construtoras, Citi diz preferir papéis de propriedades comerciais

Enquanto o ciclo de aperto monetário continua, crédito imobiliário segue ritmo agressivo e estoques continuam baixos

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SÃO PAULO – Ao analisar o setor de construção civil na América Latina, o Citi ressaltou o desempenho positivo para os papéis das construtoras brasileiras no último mês, que superaram o Ibovespa.

O valor de mercado do grupo das cinco maiores construtoras brasileiras – Cyrela (CYRE3), Gafisa (GFSA3), MRV (MRVE3), PDG Realty (PDGR3) e Rossi Residencial (RSID3) – em maio cresceu 1%, ante a queda de 2% do Ibovespa no período. E as perspectivas de crescimento da economia brasileira continuam positivas.

No entanto, a preferência é para o investimento em construtoras focadas em propriedades comerciais, uma vez que estas são negociadas com um valuation descontado e se antecipam ao fim do ciclo de aperto monetário. Entre as ações que compõem este setor na BM&F Bovespa encontram-se as da BR Malls (BRML3), Iguatemi (IGTA3) e Multiplan (MULT3).

Perspectivas positivas
A expectativa para o setor continua positiva mesmo com o ciclo de aperto monetário em curso no Brasil para conter as pressões inflacionárias e com uma desaceleração em vendas de unidades especialmente em São Paulo, um mercado central para o setor.

Por outro lado, os estoques continuam baixos e a velocidade de vendas está em um patamar saudável de 11,4%, além de que o crédito imobiliário “continua a um ritmo agressivo”, afirma.