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Entre 2003 e 2006, convênio médico subiu 41%, mais do que o índice de utilização

Dados da ANS mostram que, no período, preço médio passou de R$ 73,96 para R$ 104,68. Uso foi de 79,8% para 81,3%

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SÃO PAULO – De 2003 a 2006, o preço médio dos convênios médicos aumentou em 41,54%, passando de R$ 73,96 para R$ 104,68. Por outro lado, a utilização dos serviços hospitalares não cresceu na mesma proporção, com o índice passando de 79,8% para 81,3% – uma diferença de 1,5 ponto percentual.

O dado consta no “Caderno de Informação da Saúde Suplementar – junho de 2007”, divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O mesmo documento mostrou que, durante esse período, os planos odontológicos ficaram, na média, 30,38% mais caros, de R$ 9,94 para R$ 12,96, com o índice de utilização passando de 46,8% para 53,9% (alta de 7,1 pontos percentuais).

Custos e utilização

Apesar de procurada, a agência não explicou o motivo dessa diferença de ritmo. De qualquer maneira, no documento de divulgação do estudo, seus técnicos afirmaram que as despesas assistenciais das operadoras acompanharam o crescimento da receita, motivada pelas seguintes situações:

Acima da inflação

Apenas a título comparativo, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou, recentemente, estudo mostrando que existe um histórico de encarecimento dos convênios médicos acima da inflação: enquanto de 2000 a 2006 a variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 70,7%, os contratos novos de planos de saúde ficaram 86,17% mais caros.

Já neste ano, o reajuste aos planos novos foi de 5,76%, contra um IPCA em torno de 2% a 3%.