Engie (EGIE3) pagará R$ 1,65 bi em dividendos e JCP; Vale (VALE3) vende fatia de produtora de bauxita, Cielo (CIEL3) divulgará balanço

Confira os principais destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (27)

Felipe Moreira

(Shutterstock)
(Shutterstock)

Publicidade

O radar corporativo desta quinta-feira (27) traz a Engie Brasil (EGIE3), que anunciou a distribuição de R$ 1,655 bilhão em dividendos complementares e juros sobre capital próprio (JCP). Além disso, os acionistas da Trisul (TRIS3) aprovaram o pagamento de proventos no valor de R$ 25 milhões.

A Caixa Seguridade (CXSE3), por sua vez, pagará R$ 1,5 bilhão em dividendos.

Já a PetroRecôncavo (RECV3) aprovou dividendos no valor de R$ 130 milhões.

Continua depois da publicidade

Ibovespa hoje: acompanhe o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros Ao Vivo

A Vale (VALE3) lucrou US$ 1,837 bilhão no 1º trimestre, queda anual de 58,8% e abaixo do esperado. Além dos resultados, a mineradora acertou a venda de sua fatia em produtora de bauxita para Ananke Alumina.

A 3R Petroleum (RRRP3) reverteu prejuízo e teve lucro de R$ 16,1 milhões no primeiro trimestre.

Continua depois da publicidade

Depois do fechamento dos mercados, Cielo (CIEL3), Multiplan (MULT3), Hypera (HYPE3), JSL (JSLG3) e Suzano (SUZB3) divulgarão seus números do primeiro trimestre de 2023.

Confira mais destaques:

Engie (EGIE3)

A Engie Brasil (EGIE3) anunciou a distribuição de R$ 1,655 bilhão em dividendos complementares e juros sobre capital próprio (JCP).

Continua depois da publicidade

A Diretoria Executiva da companhia definiu que os juros sobre capital próprio, referentes ao período de 1° de janeiro a 31 de dezembro de 2022, no valor de R$ 200 milhões (R$ 0,24511974553 por ação), serão pagos em 26 de julho de 2023, com base nos dados cadastrais existentes no Banco Itaú Unibanco S.A. em 22 de dezembro de 2022.

Além disso, conforme aprovado na Assembleia Geral Ordinária da Engie, realizada na última quarta-feira (26), serão creditados dividendos complementares no valor de R$ 1,455 bilhão, correspondentes a R$ 1,78344073619 por ação, proventos complementares aos dividendos intercalares e juros sobre o capital próprio referentes ao exercício 2022.

Os dividendos complementares serão pagos em data a ser definida pela Diretoria Executiva da Companhia, e comunicada por meio de Aviso aos Acionistas, com base nos dados cadastrais existentes em 08 de maio de 2023. As ações da Companhia, portanto, serão negociadas ex-dividendos complementares a partir de 09 de maio de 2023.

Continua depois da publicidade

Assim, o total de proventos do exercício de 2022 atingiu R$ 2.705.857.438,99 (R$ 3,3162954344 por ação), equivalente a 100% do lucro líquido distribuível em 2022.

Trisul (TRIS3)

Os acionistas da Trisul (TRIS3) aprovaram o pagamento de dividendos mínimos obrigatórios e dividendos complementares no valor de R$ 25 milhões, equivalente a 0,137277752946368 por ação ordinária.

Terão direito ao dividendo declarado as pessoas inscritas como acionistas na data-base de 26 de abril de 2023.

Continua depois da publicidade

As ações serão negociadas “ex-dividendos” a partir de 27 de abril de 2023.

O pagamento será realizado integralmente em duas parcelas de igual valor, sendo a primeira parcela paga até 30 de junho de 2023, e a segunda parcela paga em 30 de setembro de 2023.

Petrobras (PETR3;PETR4)

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou na última quarta-feira (26) acordo entre a ANP e a companhia para encerramento de processo judicial e de todas as pendências envolvendo a atualização das características físico-químicas da Corrente Jubarte e seu impacto no recálculo das participações governamentais (royalties e participação especial) relativas à produção de petróleo no campo de Jubarte, nos períodos de agosto de 2009 a fevereiro de 2011 e dezembro de 2012 a fevereiro de 2015.

O acordo ainda será analisado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Advocacia Geral da União (AGU).

Ajuste organizacional

O Conselho da estatal também aprovou a proposta de ajuste organizacional da companhia, que passa a valer a partir de 1º de maio.

A proposta aprovada cria a Diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade, que será ocupada por Mauricio Tolmasquim e terá, neste momento, as gerências executivas de Gás e Energia e de Mudança Climática e Descarbonização.

A atual Diretoria de Desenvolvimento da Produção, ocupada por Carlos José do Nascimento Travassos, passa a ser denominada Diretoria de Engenharia, Tecnologia e Inovação, e incorporará o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo A. Miguez de Mello (Cenpes).

A atual Diretoria de Refino, Gás e Energia, ocupada por William França da Silva, passa a ser denominada Diretoria de Processos Industriais e Produtos.

Saiba mais: Petrobras (PETR4) anuncia alteração em estrutura organizacional e deve eleger Conselho nesta 5ª; confira no que ficar de olho

A atual Diretoria de Comercialização e Logística, ocupada por Claudio Romeo Schlosser, passa a ser denominada Diretoria de Logística, Comercialização e Mercados.

A Diretoria de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade será extinta, com a sua Diretora, Clarice Coppetti passando a ser Diretora de Assuntos Corporativos, que administrará os processos internos de gestão de pessoas, saúde, meio ambiente e segurança (SMS) e serviços compartilhados, e incorporará a estrutura de transformação digital, segurança da informação e tecnologia de informação.

As gerências executivas de Comunicação, Responsabilidade Social e Relacionamento Externo ficarão diretamente ligadas à Presidência.

A Diretoria Financeira e de Relacionamento com Investidores, ocupada por Sergio Caetano Leite passa a ser responsável pela área de Gestão de Portfólio.

Estão mantidas as Diretorias de Exploração e Produção e de Governança e Conformidade.

Já a partir das 13h (horário de Brasília) desta quinta-feira (27), a Petrobras realiza Assembleia Geral Ordinária (AGO) de acionistas para eleger oito novos membros do colegiado, que tem 11 assentos.

Além da renovação dos conselheiros, obrigatória em função da troca de um deles, outros sete itens estão na pauta.

São Carlos (SCAR3)

A São Carlos (SCAR3) comunicou que celebrou Escritura Pública de Compra e Venda, através da qual alienou a totalidade do Edifício João Brícola (Imóvel), por R$ 71,5 milhões, integralmente recebidos nesta quarta-feira (26).

O valor da transação foi 11,9% inferior ao NAV (Net Asset Value).

Estapar (ALPK3)

A Estapar (ALPK3) obteve receita líquida de R$ 305 milhões no primeiro trimestre de 2023 (1TRI23), alta de 25% frente a igual período de 2022.

De acordo com a empresa, trata-se de um novo recorde histórico para a companhia, advindo do crescimento orgânico da maturação de negócios recém investidos.

Vale (VALE3)

A Vale (VALE3) lucrou US$ 1,837 bilhão de forma líquida no primeiro trimestre de 2023 (1T23), queda de 58,8% na base de comparação com o 1T22. O consenso Refinitiv projetava um lucro de US$ 2,4 bilhões.

No lado do faturamento, a Vale teve uma receita líquida de US$ 8,434 bilhões, queda anual de 22% e abaixo dos US$ 9,2 bilhões projetados. No lado operacional, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado das operações continuadas foi de US$ 3,576 bilhões, baixa de 42,5% na base anual e também abaixo dos US$ 4,3 bilhões projetados.

Além do balanço, a Vale anunciou nesta quinta-feira um acordo vinculante com Ananke Alumina, uma afiliada da Norsk Hydro, para a venda de sua participação de 40% na Mineração Rio do Norte (MRN).

A MRN é a maior produtora e exportadora de bauxita do Brasil, localizada no distrito do Porto de Trombetas, no oeste do Pará. A empresa é uma joint venture entre a Vale (40%), South32 (33%), Rio Tinto (12%), CBA CBAV3.SA (10%), e Hydro (5%). O valor do negócio não foi informado.

Segundo a Vale, a transação com a Ananke Alumina, ainda sujeita a aprovações regulatórias, marca a conclusão de seu principal programa de desinvestimento, que envolveu a venda de mais de 10 ativos “non-core” em vários continentes desde 2019.

“Através desse programa, a Vale conseguiu simplificar e reduzir a exposição ao risco dos seus negócios, resultando na eliminação de despesas de até 2 bilhões de dólares por ano”, disse, em comunicado.

3R Petroleum (RRRP3)

A 3R Petroleum (RRRP3) reportou lucro líquido de R$ 16,1 milhões no primeiro trimestre de 2023 (1T23), revertendo prejuízo líquido de R$ 335,2 milhões de um ano antes. O consenso Refinitiv apontava para um lucro líquido de R$ 52,2 milhões.

O resultado foi beneficiado principalmente pela redução das perdas financeiras na comparação anual.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado totalizou R$ 155,6 milhões no 1T23, uma redução de 21,6% em relação ao 1T22 e abaixo dos R$ 263,1 previstos pelo consenso Refinitiv.

Mudança acionária relevante

A SPX informou que, em função do vencimento de 4.123.600 posições compradas de opção de compra e 4.123.600 posições vendidas de opção de compra de ações ordinárias da companhia, sua participação, em conjunto, passou a ser de 7.338.142 ações ordinárias de emissão da companhia, o que equivale a aproximadamente 3,61% do capital social da 3R, tendo a seguinte composição:

(i) 3.838.142 ações ordinárias de emissão da Companhia, que representam aproximadamente 1,89% das ações ordinárias de emissão da Companhia;

(ii) 3.500.000 instrumentos financeiros com previsão de liquidação física, referenciados em ações ordinárias da companhia, que representam aproximadamente 1,72% das ações ordinárias de emissão da companhia.

Vamos (VAMO3)

A Vamos (VAMO3), empresa de venda e locação de máquinas e equipamentos da Simpar (SIMH3), teve lucro líquido consolidado de R$ 169,1 milhões no primeiro trimestre de 2023, com alta de 38,8% frente igual período do ano passado, indicando mais um trimestre de alta.

Log Commercial Properties (LOGG3)

A Log Commercial Properties (LOGG3), que atua no segmento de construção, venda e locação de galpões logísticos, reportou lucro líquido de R$ 29,1 milhões no primeiro trimestre de 2023, ante R$ 132,3 milhões em igual período de 2022, representando uma queda de 78%.

Kepler Weber (KEPL3)

A Kepler Weber (KEPL3) reportou lucro líquido de R$ 51,2 milhões no primeiro trimestre de 2023 (1T23), montante 45,3% inferior ao reportado no mesmo intervalo de 2022.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) totalizou R$ 77,4 milhões no 1T23, um recuo de 47,3% em relação ao 1T22.

PetroRecôncavo (RECV3)

Os acionistas da PetroRecôncavo aprovaram a distribuição de dividendos no valor de R$ 130 milhões, o que corresponde a R$ 0,4441383944 por ação ordinária em circulação de emissão da companhia.

Caixa Seguridade (CXSE3) pagará R$ 1,5 bilhão em dividendos; PetroRecôncavo (RECV3) aprova proventos de R$ 130 milhões

O pagamento será integralmente pago até 5 de maio de 2023, para os detentores de ações de emissão da PetroRecôncavo negociadas na B3.

Caixa Seguridade (CXSE3)

A Caixa Seguridade (CXSE3) informou que seus acionistas aprovaram a distribuição de dividendos mínimos obrigatórios no valor de R$ 696,955 milhões, e dividendos adicionais propostos no valor de R$ 803,044 milhões. O valor dos dividendos mínimos obrigatórios somados aos dividendos adicionais propostos, totalizam o montante de R$ 1,5 bilhão. A cifra é equivalente a R$ 0,50 por papel de emissão da seguradora.

(com Reuters)