Enauta (ENAT3): as duas boas notícias que fizeram a ação saltar 11,60% na sessão

Aquisição de campos em acordo com Petrobras e elevação de recomendação animam mercado

Camille Bocanegra

Enauta _ divulgação

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A elevação de recomendação das ações pelo Santander e a compra de ativos em acordo com a Petrobras (PETR4) impulsionaram as ações da petroleira Enauta (ENAT3) na sessão desta sexta-feira (22).

Os ativos ENAT3 saltaram 11,60%, a R$ 18,38, entre os destaques do mercado na sessão em meio a essas duas boas notícias.

Em relatório geral de revisão de petroleiras da América Latina, o Santander elevou a recomendação para ENEV3 de neutra para outperform (desempenho acima da média, equivalente à compra). O preço-alvo também foi elevado, de R$ 19 para R$ 23, ou um potencial de valorização de 40% frente o fechamento da véspera.

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Segundo os analistas, a elevação se dá devido à avaliação atrativa (0,5 vez o múltiplo de valor da empresa sobre o Ebitda, ou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações esperado para 2025) e em antecipação ao início das operações do FPSO Atlanta até o terceiro trimestre de 2024 (3T24), o que deve contribuir para uma forte geração de fluxo de caixa livre (FCF) no curto prazo (87% de rendimento de FCF para 2024- 25).

Também contribuindo para o ânimo do mercado, na noite da véspera a companhia anunciou a aquisição dos campos de Uruguá e Tambaú da Petrobras (PETR4) por até US$ 35 milhões.

A notícia foi recebida com positivamente pelo mercado e por analistas e marca a estratégia de diversificação de portfólio e melhora da presença geográfica da companhia perto de seu principal campo, em Atlanta.

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Os campos não estão produzindo, no momento, mas a expectativa de analistas é que haja a retomada da produção no primeiro semestre de 2024. A operação depende também da aprovação da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), do CADE e do Ibama.

O Citi considera que o acordo poderá ajudar a diversificar a produção futura da companhia e vê que a companhia possui sólido caixa para a operação. O banco mantém a recomendação de compra, com ressalva de alto risco, para o nome e estabelece preço-alvo em R$ 18,50 para 2024.

Para o Itaú BBA, o anúncio é marcado pela aposta que a Enauta faz nos campos, considerando que ainda não oferecem a produção que pode ser alcançada com a companhia agora.

” A produção de Uruguá-Tambaú vem diminuindo desde que atingiu o pico de 15 mil barris por dia em 2015, deixando potencialmente boas oportunidades para a Enauta aumentar a produção. Olhando para o futuro, entendemos que a integridade da FPSO pode ser um ponto a ser monitorado entre os investidores”, considera o Itaú BBA.

O BBA estima o preço-alvo em R$ 21,00 e recomenda o nome como outperform (performance acima da média, similar a compra), assim como o Santander.

Para o Santander, a aquisição torna o “caso de investimento da Enauta ainda mais atrativo”, considerando que a restauração da FPSO será realizada pela Modec antes da transferência para a Enauta e deverá ser concluída no segundo semestre de 2024.

O Morgan Stanley está mais cauteloso e vê mais oportunidades claras de crescimento para nomes como PRIO (PRIO3) e 3 Petroleum (RRRP3), mantendo assim a recomendação de equalweight (equivalente à neutro) para a Enauta. Mesmo com o fortalecimento da operação em Atlanta, com aprovação de sistema completo de desenvolvimento, o Morgan não vê como possível já precificar o projeto.

“Acreditamos que é improvável o mercado precificar o projeto antecipadamente devido aos desafios operacionais passados. Aquisições potenciais ou notícias positivas sobre a campanha exploratória podem ser catalisadores de curto prazo para a narrativa”, analisa.