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SÃO PAULO – Quando a empresa já fez de tudo para tentar reduzir os custos, mas não consegue, ainda existem medidas pouco visadas e usadas pelos empreendedores, que podem fazer a diferença no orçamento da companhia.
Depois de cortar custos e realizar campanhas contra o desperdício, o planejamento trabalhista pode ser a alternativa para que a empresa não entre no vermelho e os colaboradores também.
Banco de horas
De acordo com o Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, uma medida do planejamento trabalhista que pode parecer complicada, mas é a mais justa, é a criação de um banco de horas. Com ele, é possível compensar períodos de baixa e alta produtividade.
No comércio, por exemplo, há épocas de grande movimento nas quais se trabalha mais. No entanto, ao longo do ano, existem períodos em que não há necessidade de muitos funcionários. Com o banco de horas, ao invés de receber hora-extra, o funcionário compensa as horas trabalhadas a mais com as horas trabalhadas a menos no período de baixa. Ganha o funcionário, que passa a ter uma remuneração justa; ganha a empresa, que corta as despesas com hora-extra ou com funcionário ocioso.
Poucas empresas utilizam esta metodologia, que pode evitar gastos com os colaboradores que costumam faltar demais. Isso porque eles vão buscar não diminuir o salário nem verem descontados dos rendimentos os dias em que não trabalhou.
Participação nos lucros
Alguns empresários têm medo quando se fala da participação dos empregados nos lucros e resultados na empresa. No entanto, é preciso ressaltar que essa medida estimula o crescimento da companhia, porque os colaboradores trabalharão para realmente atingirem os resultados, a fim de poderem ganhar mais.
O lucro da empresa não será somente o objetivo do empresário, mas de toda a equipe de trabalho. Vale ressaltar também que, se a empresa perde, os funcionários também perdem, o que significa que é proporcional o que o empresário ganha com o que ele terá de gastar com os funcionários.
Redução dos custos
De acordo com o advogado Rodrigo Giostri da Cunha, é possível reduzir entre 20% e 40% os gastos da empresa com mão-de-obra. “Em muitos casos, isso pode significar a salvação de um negócio”.
Ainda de acordo com ele, a maioria das despesas com o empregado diz respeito aos impostos, que chegam a ser da ordem de 70%, de modo que, para cada R$ 1 pago pela empresa ao colaborador, ela deve pagar mais R$ 0,70 de impostos.
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Para diminuição dos impostos, Cunha aconselha aos empresários que, se pagarem um salário menor, compensem com benefícios como assistência médica, bolsa de estudos ou previdência privada.