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Embraer faz previsão de demanda de aeronaves para o mercado chinês; Vale, Petrobras, recomendações e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta terça-feira (28)

SÃO PAULO – O noticiário desta terça-feira (28) para as empresas tem como destaque as perspectivas da Embraer para a entrega de aviões para a China, novidades sobre o resgate de trabalhadores da Vale presos em mina no Canadá, além do início de recomendação da Natura&Co pela XP e da Boa Safra pelo Itaú BBA. Confira mais destaques:

Embraer (EMBR3)

A Embraer destacou em comunicado que apresenta nesta terça-feira durante o Zhuhai Airshow, a 13ª Exposição Internacional de Aviação Aeroespacial da China, seu mais recente estudo de perspectivas para esse mercado no país. O relatório prevê novas entregas de aeronaves nos próximos 20 anos com base na demanda de passageiros por viagens aéreas na era pós-pandemia. A Embraer tem uma previsão de que quase 1,5 mil novas aeronaves, na categoria de até 150 assentos, serão necessárias na região até 2040. Entre essas entregas, 77% devem atender à expansão do mercado e 23% substituirão aeronaves.

“Durante a pandemia, aeronaves de pequeno e médio porte, assim como voos regionais, foram fundamentais na rápida recuperação da conectividade na China. Nossos E-Jets foram um dos primeiros modelos de aeronaves a restaurar frequências nas malhas aéreas das empresas. Na era pós-pandemia, construir um sistema de transporte aéreo mais eficiente é de vital importância. O mercado exige um perfil de frota mais equilibrado e uma estrutura de rotas para atender mais mercados secundários. Por isso, acreditamos que, nos próximos 20 anos, aeronaves com até 150 assentos irão liberar todo o seu potencial”, disse Guo Qing, Diretor-Executivo e Vice-Presidente de Aviação Comercial da Embraer China.

O governo chinês anunciou recentemente uma série de ações para o desenvolvimento de infraestrutura que inclui cerca de 200 novos aeroportos para incentivar e promover a realocação industrial. A importância das aeronaves regionais continua aumentando após a Covid-19, desempenhando um papel fundamental no lançamento de novos serviços para esses aeroportos e no crescimento da demanda.

Atualmente, há 91 E-Jets em operação na China, voando por 550 rotas, conectando 150 cidades domésticas e no exterior. Essas aeronaves transportam cerca de 20 milhões de passageiros por ano, interligando rotas regionais e principais em todas a diferentes regiões da China.

“A receita medida em número de passageiros por quilômetros (RPK) na aviação civil chinesa deverá crescer a uma taxa média de 4,7% ao longo da próxima década, sinalizando a liderança do país na recuperação da aviação. Acreditamos que futuramente o mercado chinês de aviação será o maior do mundo. A Embraer construiu uma forte e positiva presença nessa região, fornecendo uma base sólida para o nosso jato mais avançado, o E2”, afirmou Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

Braskem (BRKM5)

A petroquímica brasileira Braskem informou nesta terça que sua subsidiária Idesa assinou aditivo contratual com a mexicana Pemex para quitação de pendências contratuais.

O aditivo também prevê apoio para projeto de construção de terminal de importação de etano no México e altera o compromisso de fornecimento para o volume mínimo de 30 mil barris por dia.

“O projeto do terminal visa a complementar o abastecimento de etano no México e viabilizar a operação da Braskem Idesa a plena capacidade, com acesso a novas fontes de matérias-primas”, afirmou a Braskem.

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O volume acertado valerá até a entrada em operação de terminal de importação de etano, prevista para o segundo semestre de 2024 ou a data limite de fevereiro de 2025 (passível de extensões se houver atrasos com licenças), o que ocorrer primeiro, explicou a brasileira. O aditivo define um direito de preferência para a Braskem Idesa comprar todo o etano que a Pemex tiver disponível e não consuma no seu próprio processo produtivo até 2045, a preços conforme referências internacionais.

Natura (NTCO3)

A XP iniciou a cobertura para as ações da Natura&Co, com recomendação de Compra e um preço de alvo R$ 65 por ação.

“Nossa visão positiva é baseada em (i) um sólido posicionamento de mercado, através de quatro marcas globais com preços e portfólios complementares; (ii) uma estrutura robusta de P&D [pesquisa e desenvolvimento], que leva a produtos inovadores e diferenciados; (iii) nossa visão positiva da aquisição da Avon; (iv) interessantes riscos positivos, como os planos de internacionalização da NTCO ​​(China e EUA), M&A e o desenvolvimento de um ecossistema de beleza; (v) seu forte foco em ESG; e (vi) um valuation atrativo”, avaliam os analistas.

Boa Safra (SOJA3)

O Itaú BBA iniciou a cobertura para as ações da Boa Safra com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) com preço-alvo de R$ 19 para 2022.

O BBA afirma que a colheita de soja vem aumentando exponencialmente nas últimas décadas, e há expectativa de que continue nos próximos anos. O banco ressalta que o Ministério da Agricultura projeta uma taxa de crescimento anual composta de 3% para a colheita de soja no Brasil até 2030. Para tanto, produtores devem precisar de sementes mais sofisticadas, o que traz uma oportunidade para o Boa Safra.

Vale (VALE3)

A Vale emitiu comunicado ao mercado com detalhes sobre o incidente que deixou 39 funcionários presos no subsolo da Mina Totten em Sudbury, Ontário (Canadá).

“Na tarde de domingo, na mina de Totten, uma pá escavadeira que estava sendo transportada no acesso à mina subterrânea se desprendeu, bloqueando o shaft (aberturas para a passagem de tubulações) e, com isso, indisponibilizando o meio de transporte dos empregados”, aponta a companhia.

Segundo a mineradora, os empregados estavam na mina no momento do incidente e imediatamente dirigiram-se às estações de refúgio como parte do procedimento padrão.

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A mineradora informou ainda que 19 trabalhadores que estavam presos em mina subterrânea no Canadá voltaram à superfície nesta manhã de terça-feira, e o restante está a caminho, segundo um comunicado.

Os trabalhadores resgatados estão em boas condições de saúde e “estão ansiosos para voltar para casa”, disse a mineradora.

Petrobras (PETR3;PETR4)

Na reta final do pregão da véspera, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, defendeu a política de preços da companhia durante coletiva de imprensa “surpresa”, o que agradou o mercado. Questionados sobre a defasagem atual entre os preços internacionais e aqueles praticados pela companhia, tanto Luna quanto dirigentes não descartaram novos reajustes nos combustíveis.

Diretor-executivo de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella pontuou que, nos últimos meses, houve mudanças significativas no mercado internacional, mas que grande parte delas foi compensada por flutuações do câmbio no sentido contrário. No entanto, uma redução de oferta de petróleo, especialmente nos Estados Unidos, e uma perspectiva de elevação da demanda internacional de energéticos tem puxado os valores para cima.

Segundo a Reuters, que cita fontes, Silva e Luna esteve em Brasília no domingo e nesta segunda-feira para buscar alternativas para “amortecer” o preço dos combustíveis no bolso do brasileiros, e uma das alternativas é o uso de um fundo com recursos do pré-sal para um programa de subsídios.

As conversas, antes de ele retornar ao Rio nesta segunda-feira, também visaram buscar alternativas dentro do governo que aliviem as pressões à Petrobras, uma vez que a solução para o problema da alta de preços, sem desrespeitar as regras do mercado de combustíveis, não está na empresa, acrescentaram a fontes, na condição de anonimato.

Camil (CAML3)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição da companhia de massas Santa Amália pela Camil, informou a empresa compradora na segunda-feira.

A operação, que marcou a entrada da Camil no setor de massas, foi anunciada ao mercado no mês passado, em um negócio de R$ 260 milhões. Com a compra, a Camil também assumirá o endividamento da Santa Amália da ordem de R$ 150 milhões.

Enauta (ENAT3)

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A Enauta comunicou que a produção do Campo de Manati foi interrompida de forma preventiva em 27 de setembro,
em função de um pequeno vazamento de gás na parte terrestre do duto entre a estação de compressão e a estação de tratamento de gás. “O operador está avaliando as causas do incidente e ainda não há previsão de retorno”, destacou.

A Enauta Energia, subsidiária integral da empresa, possui 45% de participação no Campo de Manati, localizado na Bacia de Camamu, litoral da Bahia. Em 16 de agosto de 2020, a companhia anunciou um acordo de venda para a Gas Bridge de sua participação total no Campo com data efetiva em 31 de dezembro de 2020. A transação está sujeita a uma série de condições precedentes e os atos necessários para a conclusão do contrato devem ser realizados até 31 de dezembro de 2021.

Eneva (ENEV3)

A Eneva inaugurou na segunda-feira a Unidade de Tratamento de Gás (UTG) Azulão, no campo de mesmo nome em Silves (AM), que enviará o produto por carretas para a geração da usina térmica Jaguatirica II, em Roraima, informou a companhia.
O projeto integrado Azulão-Jaguatirica, cujo investimento total soma 1,8 bilhão de reais, torna possível a comercialização do gás do campo de Azulão, na Bacia do Amazonas, comprado há três anos pela Eneva da Petrobras, que o descobriu na década de 90 e o declarou comercial em 2004.

JSL (JSLG3)

A JSL aprovou a incorporação da totalidade das ações emitidas pela Fadel, comprada pela companhia em 2020.

Irani (RANI3)

A Irani Papel e Embalagem anunciou ter aprovado programa de recompra de até 8,2 milhões de ações ordinárias, o equivalente a 7,76% do total de papéis do tipo emitidos pela companhia em circulação. A operação tem início em 1 de outubro.

Bemobi (BMOB3)

A Bemobi anunciou um programa de recompra de até 3 milhões de ações, com a vigência de doze meses e o início tendo sido ontem.

TIM (TIMS3)

A operadora de telecomunicações TIM informou nesta terça que seu conselho de administração aprovou pagar R$ 137,5 milhões em juros sobre capital próprio em 27 de outubro.

Santander Brasil (SANB11)

O Bradesco BBI comentou as principais conclusões da reunião sobre o spin-off (desmembramento) da Getnet.  A Getnet deve pagar uma taxa ao Santander Brasil sobre os clientes gerados. E o banco deverá pagar uma taxa pelo crédito gerado pela empresa adquirida. O banco também ressalta que essas taxas deverão ser acertadas sob um acordo.

O BBI diz que reconhece os esforços de Santander e Getnet para estabelecer uma relação justa e preservar os interesses dos acionistas minoritários. Mas diz que vê conflitos de interesse em potencial, em torno da monetização de clientes, apesar de potencialmente expandir canais de originação de créditos para o Santander Brasil.

(com Reuters, Bloomberg e Estadão Conteúdo)

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