Publicidade
As ações da Embraer (EMBJ3), que acumulam ganhos de cerca de 50% no acumulado de 2025, estrearam o novo ticker EMBJ3 nesta segunda-feira (3) com alta. Às 11h (horário de Brasília), os ativos subiam 0,36%, a R$ 87,30.
A fabricante de jatos ainda divulgará seus resultados do 3º trimestre de 2025 na próxima terça-feira, antes da abertura do mercado.
O JPMorgan acredita que a empresa revisará para cima sua projeção de EBIT (lucro antes dos juros e impostos). O consenso atual para o EBIT da Embraer em 2025 é de aproximadamente US$ 634 milhões, 2% acima da projeção mais otimista da empresa (receita bruta de US$ 7,5 bilhões e margem EBIT de 8,3%).
Continua depois da publicidade
Isso se compara à projeção da JPMorgan de US$ 677 milhões (margem EBIT de 9,1%), 9% acima do limite superior da projeção.
Leia também:
- Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2025 da Bolsa brasileira
- Temporada de balanços do 3T25 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olho
“Com base nos sólidos dados do primeiro semestre (margem EBIT de 8,7%), esperamos que a Embraer revise sua projeção para cima, para pelo menos 8,0-9,0%, aproximando-se da nossa estimativa e acima do consenso atual, corroborando o recente desempenho positivo da empresa”, avalia o banco, que tem recomendação equivalente à compra (overweight, exposição acima da média) para os ativos.
A XP projeta resultados sólidos esperados para a Embraer, potencialmente trazendo alguma luz sobre as margens estruturais.
Com base na surpresa da margem do 2º trimestre e com entregas em linha com suas estimativas, a casa de análise espera que o 3T25 forneça insights sobre os níveis de rentabilidade estrutural da companhia daqui para frente, especialmente considerando os esforços contínuos de redução de custos e nivelamento de produção da Embraer (mitigando parcialmente os efeitos totais do impacto tarifário de 10% dos EUA na divisão Executiva).
Além disso, espera que as discussões na teleconferência de resultados sejam potencialmente focadas em: (i) campanhas de vendas em andamento (especialmente o E2 e o KC-390); (ii) potenciais iniciativas de mitigação de tarifas dos EUA; e (iii) potencial entrada de longo prazo em narrowbodies (aeronave de fuselagem estreita).
Continua depois da publicidade
O Itaú BBA, por sua vez, espera que os resultados fiquem ligeiramente abaixo das estimativas de consenso, principalmente devido aos efeitos das tarifas que impactam as margens de executivos e serviços.
As estimativas são de receitas líquidas de US$ 1,9 bilhão, com EBIT totalizando US$ 155 milhões para o trimestre, o que representa 10% abaixo do consenso dos analistas.
“Analisando a margem EBIT por segmento, esperamos que o segmento comercial apresente 2,5%, o executivo 10,8% (uma queda de 3,7 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior), o de defesa 8% (aumentando em relação ao ano anterior devido a uma melhoria na composição) e o de serviços alcance 14,5% (uma redução de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior). Por fim, esperamos que o lucro líquido seja de US$ 114 milhões”, aponta o BBA.
Continua depois da publicidade

