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Embraer (EMBJ3) sobe forte em 2026 e mantém viés altista; até onde pode ir?

Alta em 2026 segue sustentada por fundamentos sólidos e estrutura técnica favorável

Rodrigo Paz

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A Embraer (EMBJ3) entra em 2026 com um pano de fundo amplamente favorável, combinando fundamentos sólidos e uma estrutura técnica robusta. Bancos e investidores seguem otimistas mesmo após a forte valorização recente das ações: o JPMorgan reiterou recomendação overweight e manteve preço-alvo de R$ 108, destacando expectativas operacionais acima do previsto, com EBITDA ajustado próximo de US$ 1,1 bilhão, margens EBIT entre 8,6% e 10% e geração de caixa livre recorrente potencialmente acima de US$ 200 milhões.

O Itaú BBA também reforçou recomendação de compra, citando boa visibilidade de resultados, crescimento projetado de 15% a 20% do EBIT em 2026 e catalisadores relevantes, como avanços na Índia, na divisão de Defesa e no processo de certificação da Eve.

Do ponto de vista técnico, a Embraer mantém uma das estruturas mais consistentes do mercado. Apesar de um ajuste pontual na última sessão, com queda de 1,50% e fechamento aos R$ 102,40, o movimento ocorre em um contexto de preço mais esticado, sem comprometer a tendência principal. O papel segue acima das médias móveis, com topos e fundos ascendentes, e acumula alta de 15,58% em 2026, após ganhos expressivos em 2025 e 2024, reforçando a leitura construtiva mesmo diante de correções técnicas de curto prazo.

Para entender até onde o preço das ações da Embraer (EMBJ3) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Embraer (EMBJ3)

No curto prazo, sigo observando a Embraer em forte tendência de alta, sustentada pela formação de topos e fundos ascendentes e pela negociação acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas com inclinação positiva. Esse conjunto técnico confirma que o fluxo comprador permanece predominante, mesmo após o ajuste recente.

A queda de 1,50%, com fechamento aos R$ 102,40, representa, até aqui, uma correção técnica após as altas recentes, sem sinal claro de reversão. O IFR (14) em 71,74 indica condição de sobrecompra, o que eleva a probabilidade de novos movimentos de acomodação no curtíssimo prazo, exigindo atenção redobrada, mas sem comprometer a tendência principal.

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Para que o papel retome a aceleração altista no curto prazo, será essencial a superação da máxima em R$ 105,04. Um rompimento consistente desse nível tende a destravar novos alvos técnicos em R$ 106,25, R$ 108,95, R$ 110,25, R$ 113,25 e R$ 115,90.

No cenário de continuidade da correção, o primeiro ponto de atenção está na região de suporte em R$ 100,00 / R$ 97,65. A perda dessa faixa pode ampliar o movimento corretivo, abrindo espaço para testes em R$ 95,85, R$ 89,90, R$ 85,35 e R$ 80,60.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

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Análise de médio prazo

No médio prazo, a leitura técnica da Embraer permanece altista. O papel segue renovando máximas e sustentando o fluxo comprador, apoiado por uma estrutura técnica sólida e consistente. O desempenho acumulado reforça essa leitura, com alta de 15,58% em 2026, após ganhos de 58,21% em 2025 e 150,96% em 2024.

Pelo gráfico, EMBR3 negocia acima das médias móveis, que seguem inclinadas para cima, confirmando a tendência principal. Por outro lado, o preço encontra-se mais afastado dessas médias, caracterizando um movimento esticado. O IFR (14) em 73,59 aponta sobrecompra, o que aumenta a probabilidade de correções técnicas ou períodos de lateralização, movimentos naturais dentro de tendências fortes. Nesta semana, inclusive, o papel iniciou com viés levemente negativo, após três semanas consecutivas de alta, reforçando a necessidade de monitorar ajustes de curto prazo.

Para que o ativo volte a acelerar no médio prazo, será decisiva a superação consistente da região de R$ 105,04. Acima desse nível, o mercado passa a trabalhar com projeções em R$ 112,40, R$ 116,10, R$ 125,00 e R$ 132,00, com um alvo mais longo projetado em R$ 144,10.

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No cenário de correção mais estruturada, o primeiro sinal de enfraquecimento virá com a perda da região das médias móveis, especialmente dos suportes em R$ 94,90 e R$ 87,69. Abaixo desses níveis, entram no radar R$ 80,61, R$ 74,23, R$ 64,91 e R$ 57,90.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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