Em março, compras virtuais ficaram 1,24% mais baratas

A maior deflação foi registrada nas categorias Livros e Eletroeletrônicos, com queda de 10,61% e 5,83% nos preços, na ordem

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SÃO PAULO – Apesar da alta apurada em três das onze categorias pesquisadas pelo e-flation, os produtos vendidos pela internet ficaram mais baratos este mês. Segundo dados divulgados pelo Provar (Programa de Administração de Varejo), instituição ligada à FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), houve queda de 1,24% nos preços em março.

A deflação apurada no período foi influenciada, principalmente, pelas grandes ofertas promovidas por magazines brasileiros, o que acabou contendo os preços, especialmente de produtos Eletroeletrônicos e Livros, que apresentaram as maiores quedas do mês, de 5,83% e 10,61%, nesta ordem.

Por outro lado, o índice que mede a inflação do comércio eletrônico revelou que medicamentos (1,63%), eletroportáteis (0,36%) e Telefonia e Celulares (2,46%) apresentaram alta no terceiro mês do ano.

Destaques

Além dos Eletroeletrônicos e Livros, houve queda nos preços de Brinquedos (-5,67%), Informática (-4,71%) e Perfumes e Cosméticos (-2,82%). Além disso, o levantamento apontou deflação em outros itens do e-commerce, como CDs, DVDs e VHS (-2,43%), Linha Branca (-1,10%) e Cine e Fotos (-0,19%).

No acumulado do ano, a inflação na internet está em -3,22%, o que reflete o comportamento de sucessivas quedas em praticamente todas as categorias pesquisadas nos três primeiros meses do ano, as exceções são as categorias de eletroportáteis, com alta de 3,22%, e telefonia e celulares, com alta de 0,66%. Já a categoria livros, se destaca com queda de 8,63% no ano.

Composição do índice

Os itens que formam a cesta de cada uma das categorias são aqueles que, sendo os mais anunciados entre os sites mais procurados, compõem o que se chama de “campeões de vendas”.

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Os pesos das categorias sofreram mudanças para 2009, e estão divididos da seguinte maneira: eletroeletrônicos (8,55%), Informática (14,79%), CDs/DVDs (6,65%), Livros (22,93%), Telefonia (6,92%), Perfumes e cosméticos (7,60%), Eletroportáteis (5,43%), Cine e fotos (3,53%), Linha Branca (7,87%) e Brinquedos (2,17%).

No ano passado, itens como Livros (16,01%), informática (11,68%) e linha branca (5,34%) tinham pesos menores, enquanto eletroeletrônicos (9,87%), CDs/DVDs (8,41%) e Telefonia e celulares (6,94%) tinham pesos maiores.

Já a aferição da inflação para automóveis nas vendas on-line é elaborada à parte, servindo como fonte de dados os sites das montadoras brasileiras. A cesta é composta pelos modelos populares de cada uma destas empresas, uma vez que estes são considerados os mais vendidos.