Em dez anos, preço do imóvel com três quartos quase triplicou

Esse tipo de construção foi o que ficou mais caro entre 1997 e 2006, na análise da Região Metropolitana de São Paulo

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SÃO PAULO – Nos últimos dez anos, os consumidores que mais sentiram o aumento no preço dos imóveis na Região Metropolitana de São Paulo foram os interessados em comprar casas e apartamentos com três quartos, pagando quase o triplo a mais, nesse intervalo de tempo.

De acordo com a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), de 1997 a 2006, o valor médio fechado desses empreendimentos passou de quase R$ 85 mil para algo em torno de R$ 244 mil – uma diferença de 187,44%.

Inflação

“É preciso levar em conta que nesses dez anos houve inflação. Trata-se de valores nominais apenas”, explicou o presidente da entidade, Luiz Paulo Pompéia. Além disso, o especialista citou que modificações nos tipos de lançamentos e outros detalhes acabam influenciando no preço final.

De qualquer maneira, em segundo lugar no ranking de maiores encarecimentos, estão casas e apartamentos com dois dormitórios, cujos preços, na média, dobraram nesse intervalo de tempo: de R$ 54.258 para R$ 109.981.

Construções com um e quatro dormitórios não tiveram aumento tão forte nos valores médios: a proporção foi de 40,52% e 55,97%, nessa ordem. Na média de 2006, esses empreendimentos saíam por R$ 118,5 mil e R$ 660,8 mil.

Lançamentos

Ainda, conforme a Embraesp, praticamente não se alterou o total de lançamentos na Região Metropolitana de São Paulo: de 451 para 462 empreendimentos.

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Por outro lado, em número de unidades residenciais, houve uma queda de quase 50%: de 63,4 mil para 34,7 mil. “Em 1997 os benefícios do Plano Real estavam se consolidando, então é normal que houvesse maior oferta”, finalizou.