Em abril, inflação subiu mais para paulistano de maior renda

Famílias pertencentes ao estrato 3 tiveram perda de 0,43% no poder de compra, contra variação geral de 0,41% para o mês

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,41% em abril, sendo que as famílias pertencentes ao estrato 3, que têm o maior nível de renda, foram as mais atingidas. E o ritmo de perda do poder de compra continuou nessa linha nas faixas de renda seguintes: quem ganhou menos, perdeu menos.

As informações, divulgadas nesta quarta-feira (09), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida) apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).

Por renda

Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou variação de 0,31% no quarto mês do ano. Em março, o índice havia sido de 0,37%, o que representa queda de 0,06 ponto percentual.

Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), os preços subiram 0,39% em abril, frente ao 0,27% do mês anterior, o que mostra um acréscimo de 0,12 pp.

Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida registrou variação positiva de 0,43% no mês passado. No terceiro mês do ano, a inflação havia sido de 0,21%, o que significa uma aceleração de 0,22 pp.

Principais variações

No quarto mês do ano, as maiores variações ocorreram nos grupos de Transporte (0,84%), Alimentação (0,42%) e Saúde (0,41%), sendo que as maiores contribuições ficaram para o estrato de renda 3.

A alta nos preços do grupo Transporte resultou em um impacto de 0,18 ponto percentual para os paulistanos de maior renda. Já para os estratos 2 e 1, a contribuição da inflação foi de 0,12 pp e 0,05 pp, respectivamente.

A variação verificada no grupo Alimentação foi mais acentuada nas vendas de restaurantes e lanchonetes – espaços visitados mais por famílias de alta renda. Dessa maneira, o impacto foi de 0,09 pp para o estrato 1; 0,10 pp para o estrato 2 e 0,11 para o 3.

Acumulado

Nos últimos 12 meses – entre maio de 2006 e abril último – o ICV acumula alta de 3,09%. Nos quatro primeiros meses deste ano – de janeiro a abril – sua taxa é de 1,83%.

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As taxas anuais, de maio de 2006 a abril de 2007, apontam uma correlação inversa com a renda familiar, sendo maior para o 1º estrato (3,81%), seguido do 2º estrato (3,02%) e menor taxa para o 3º (2,99%).

Comportamento contrário se observa nas taxas deste ano, com menor variação para o das famílias de menor poder aquisitivo (1,46%), seguido pelas com renda intermediária (1,61%) e maior para aquelas que ganham mais (2,04%).

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