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SÃO PAULO – A corretora Ativa considera positiva para a Eletrobrás (ELET3, ELET6) a MP (Medida Provisória) 466, referente à integração dos sistemas isolados de energia elétrica.
Para os analistas, a estatal “se encarregava de boa parte dos custos de geração ineficiente que atualmente ocorre em uma parcela da região Norte”. Segundo José Antônio Muniz, presidente da companhia, o valor chega a R$ 70 milhões.
Tal custo deverá ser repassado ao consumidor final do denominado sistema integrado, que subsidiará a energia consumida na região Norte. E a Ativa ressalta que “a conta de luz já incorpora parcialmente o custo da CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), que tende a se elevar a partir da entrada em vigor da MP”.
Medida Provisória
A medida determina que durante a transição dos sistemas isolados ao SIN (Sistema Interligado Nacional), a CCC passará a subsidiar a energia comprada pelas distribuidoras de tais sistemas.
A CCC reembolsará a diferença entre o custo da energia para atender os sistemas isolados e o preço médio da energia comercializada nos leilões do sistema interligado.
Assim, a corretora destaca que a Eletrobrás controla a maior parte das distribuidoras da região Norte, principal local dos sistemas isolados. Ademais, a medida deverá reduzir as perdas da companhia brasileira, ao repassar os custos para os consumidores finais.