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SÃO PAULO – A decisão do governo de aumentar o valor das indenizações pagas as elétricas em R$ 10 bilhões caso renovadas as concessões nos termos da Medida Provisória 579, deve ser positivo para a Eletrobras (ELET3, ELET6), Cemig (CMIG4) e Cesp (CESP6), na visão da equipe de análise do Barclays.
A proposta de incentivos às empresas que renovarem as suas concessões no dia 4 de dezembro – data final para as manifestações de concessões -, buscam reverter a decisão da Cemig, que deixou de fora três usinas importantes usinas quando fez a primeira manifestação sobre as renovações.
A medida também pretende, para a equipe de análise do banco, mudar a possível decisão pela não renovação por parte da Transmissão Paulista (TRPL4) e Cesp, já que apenas a Eletrobras considerou renovar as concessões mesmo que não houvessem alterações nos termos.
A medida do governo por antecipar a renovação das concessões tem como principal, objetivo garantir que o governo consiga reduzir a conta de energia em 20% em 2013. No entanto, os analistas do banco afirmam que se apenas a Eletrobras aceitasse os termos, a redução seria apenas chegar a 11%.
Contudo, embora os comentários são de que o reembolso total seria de até R$ 10 bilhões, as empresas não vão ter acesso aos novos valores antes do prazo de 4 de dezembro, “o que implica um risco significativo para se inscrever para a prorrogação da concessão”, pondera a equipe de análise do banco.
Mudanças
Para as empresas de geração, houve uma melhora total de R$ 870 milhões, dos quais R$ 752 milhões serão destinados à Cesp.
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Já para a Eletrobras, o nível de reembolso adicional é incerto porque, ao contrário de Cteep e Cemig, não há documentos técnicos da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) apoiando o valor potencial de “antigos” ativos de transmissão.
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