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Confira abaixo os principais destaques da bolsa nesta sessão:
Eletrobras (ELET3, R$ 18,86, -11,04%; ELET6, R$ 21,40, -9,13%)
Após subirem 50% ontem com a proposta de desestatização, as ações da Eletrobras passaram por correção nesta quarta-feira. No radar, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, a definição da modelagem para a privatização da Eletrobras já está avançada e governo deve optar pela chamada “descotização” das usinas. Sob um processo de descotização, para a Eletrobras manter a concessão das usinas, a empresa poderia fazer uma emissão de ações com o objetivo de captar recursos para pagar o direito à União. A oferta de ações seria primária, para diluir a fatia do governo para abaixo de 50%. Caso a oferta primária não seja suficiente para a diluição, ocorreria também uma oferta secundária. A decisão da Eletrobras pela descotização, a ser incluída na reforma do setor elétrico, depende da aprovação do Congresso, segundo a fonte. No caso da desestatização da empresa ser acompanhada por descotização, o governo tem resultado primário, influenciando a meta fiscal, disse Eduardo Guardia, secretário Executivo do Ministério da Fazenda, a jornalistas em Brasília Num eventual pagamento da descotização, os recursos seriam distribuídos entre o governo, a empresa e o consumidor, segundo Guardia. O valor da receita que o governo teria ainda não é conhecido, disse ele. A Bloomberg ainda informa sobre os bastidores da decisão do governo sobre a privatização, afirmando que o presidente Michel Temer bateu o martelo sobre a privatização da Eletrobras na semana passada, quando pediu ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e ao presidente da estatal, Wilson Ferreira Júnior, que finalizassem a proposta. A definição foi feita em menos de 10 dias. Já o jornal Valor Econômico informa que há quase unanimidade na base aliada do governo favorável à privatização da Eletrobras, desde que Furnas e Chesf fiquem fora do negócio. “Furnas é um símbolo de Minas Gerais”, disse o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG). “Fui contra em 1997 e sou contra, outra vez, à privatização da Chesf”, disse o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), que foi presidente da companhia. Enquanto isso, a Folha de S. Paulo ressalta que o governo quer estabelecer limite para sócios na Eletrobras, numa tentativa de incentivar a pulverização do capital da companhia em vez da simples transferência do controle para um novo dono. Por fim, destaque para a entrevista do presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, ao jornal O Globo. Ele afirmou que o processo de reestruturação continua e avalia que a decisão de privatizar a companhia deve ajudar o Plano de Demissão Voluntária, que tem meta de adesão de 2.500 empregados. Ao ser questionado sobre quando ocorrerá a privatização, Ferreira afirmou que há um procedimento longo para virar realidade, idealmente até o fim do primeiro semestre de 2018. “Não vamos parar a Eletrobras. As iniciativas continuam porque isso vai valorizar a companhia. A empresa não será vendida a preço de banana”, afirmou. Veja mais: “Eletrobras não será vendida a preço de banana”, diz presidente da companhia (link) Entenda por que a desestatização da Eletrobras pode trazer uma revolução no setor elétrico (link) “Efeito Eletrobras”: quem mais ganha na bolsa com a privatização da elétrica? (link) Nova Vale e trunfo com ‘golden share’: as perspectivas do governo com a privatização da Eletrobras (link) Petrobras (PETR3, R$ 14,32, +0,07%;PETR4, R$ 13,76, -0,22%)
As ações da Petrobras voltaram a subir após dados de estoques de petróleo dos Estados Unidos. Os contratos do Brent, negociados em Londres, subiram 1,33%, a US$ 52,56 o barril, enquanto os contratos do WTI, cotados em Nova York, registraram alta de 1,15%, a US$ 48,38 o barril. Segundo o Departamento de Energia, os estques de petróleo dos EUA caíram em 3,3 milhões de barris na semana encerrrada em 18 de agosto, para 463,2 milhões de barris. A expectativa era queda de 3,4 milhões no período. Enquanto isso, os estoques de gasolina recuaram em 1,2 milhões de barris. Ontem, o American Petroleum Institute reportou crescimento de 1,4 milhões de barris de gasolina na semana, contra média das expectativas compiladas pela Reuters de queda de 643 mil barris. A companhia também decidiu reduzir o preço da gasolina em 0,3% e subir do diesel em 1,7% nas refinarias a partir da próxima quinta-feira (24). A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Ainda sobre a Petrobras, na esteira da notícia da privatização da Eletrobras, a ex-presidente do Conselho da companhia de energia e ex-diretora de privatização do BNDES na era FHC, Elena Landau, saudou a decisão de desestatizar a elétrica e sugeriu que se fizesse o mesmo com a Petrobras. “Começou nova onda de privatizações que, sinceramente, espero que chegue perto da Petrobras”, torce a economista, disse ela à colunista Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo. É politicamente possível aprovar a venda? “Ninguém, 15 dias atrás, imaginaria que a Eletrobrás seria desestatizada”, afirmou. Vale (VALE3, R$ 32,54, +2,13%; VALE5, R$ 30,10, +1,59%) O movimento ocorre após canais oficiais apontarem que a Suprema Procuradoria do Povo (SPP, na sigla em inglês) da China pediu investigações sobre atividades criminosas nos mercados financeiros – especialmente envolvendo futuros -, desencadeando uma forte correção nos futuros ferrosos, que também pressionou os preços spot da commodity. Cemig (CMIG4, R$ 8,68, +0,81%)
As ações da Cemig amenizaram os ganhos após chegarem a subir 4,88% na máxima do dia. A empresa segue na esteira da proposta de privatização da Eletrobras (entenda aqui) e em meio às notícias de que a empresa segue tentando manter suas usinas. Segundo informações do jornal O Globo, na tentativa de levantar recursos para renovar os contratos de três usinas hidrelétricas que o governo federal quer leiloar, a diretoria da Cemig se reuniu ontem com representantes do BNDES em busca de um empréstimo de R$ 6,2 bilhões. Segundo interlocutores que participaram da reunião ouvidos pelo jornal, o BNDES estaria disposto a buscar uma solução para financiar a empresa diretamente ou via BNDESPar. A estatal pressiona a União a dar-lhe preferência para ficar com esses ativos, mas a equipe econômica insiste em fazer uma concorrência com vários agentes privados, na qual espera obter pelo menos R$ 11 bilhões para conseguir fechar as contas de 2017. Aviação De acordo com o projeto, as alíquotas de ICMS aplicadas para o QAV no País variam entre 3% e 25%, sendo que existe diferenciação na carga tributária até mesmo entre aeroportos de uma mesma unidade da federação. Na bolsa, as ações da Gol (GOLL4, R$ 10,05, -1,47%) e Azul (AZUL4, R$ 26,00, -2,62%) recuaram. Construtoras
O texto final da Medida Provisória que regulamentará os distratos – nome dado à rescisão dos contratos de compra e venda de imóveis negociados na planta – já foi aprovado pelos ministérios do Planejamento, Fazenda e Justiça e chegou à Casa Civil, onde terá a validação final antes de seguir para a Presidência da República e o Congresso. O tema distratos, diz a equipe de análise da XP Investimentos, está bem encaminhado e a notícia é positiva para o setor. Contudo, as ações têm reação apática na bolsa hoje. Segundo informou ao Broadcast o Ministério da Justiça, o texto está sujeito a mudanças nas próximas etapas de sua tramitação, mas já conta com uma série de diretrizes estabelecidas. Entre elas, a nova regra prevê que o consumidor terá direito de arrependimento pela compra de imóveis realizada em estandes no prazo de sete dias, com a devolução de 100% do valor pago. Também está prevista a possibilidade de distrato por iniciativa das construtoras para os casos em que o consumidor acumula pelo menos 3 prestações em atraso. Nessas situações, a empresa pode dissolver o negócio e reter 30% do valor pago pelo consumidor, desde que não ultrapasse o limite de 10% do valor do imóvel, além da comissão de corretagem. CSN (CSNA3, R$ 8,26, +2,35%)
A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixou hoje o rating em escala global da Companhia Siderurgica Nacional (CSN) de CCC+ para CCC. O rating em escala nacional também foi rebaixado de brB para brCCC. Os ratings ainda foram colocados na observação com implicações negativas. Em relatório, a S&P afirma que “consideráveis vencimentos da dívida ao longo dos próximos dois anos vão continuar a pressionar a liquidez da CSN, enquanto as incertezas oriundas dos atrasos na divulgação das declarações financeiras auditadas de 2016 e 2017 aumentam a aceleração da dívida e os riscos de refinanciamento da dívida”. A S&P ainda afirma que a inclusão do rating na observação negativa reflete o aumento da probabilidade de um rebaixamento da CSN nos próximos 90 dias, caso a empresa não seja capaz de reduzir as pressões na liquidez. Gerdau (GGBR4, R$ 11,64, +2,46%)
A holding Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,79, +7,42%) adquiriu 80,35% das ações ordinárias da Gerdau, no âmbito de uma oferta pública por meio da permuta por ações preferenciais da siderúrgica. No leilão, a Metalúrgica Gerdau comprou 70.714.542 ações ordinárias da Gerdau, que foram trocadas na proporção de uma para uma por ações preferenciais da mesma companhia. “Tendo em vista que o número de ações adquiridas pela ofertante no leilão supera o montante mínimo de dois terços das ações em circulação, a liquidação da OPA ocorrerá em 25 de agosto”, disseram as companhias. JBS (JBSS3, R$ 8,19, +1,99%)
Segundo a coluna do Broad, do jornal O Estado de S. Paulo, investidores da JBS receberam recomendação de votarem favoravelmente pelas propostas apresentadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que incluem o afastamento de Joesley e Wesley Batista da companhia, após a explosiva delação dos executivos, em maio. A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da JBS ocorrerá na semana que vem. O ISS (Institutional Shareholder Services), uma empresa especializada em orientar votos de acionistas de companhias abertas, recomendou também que os minoritários decidam processar os executivos e, ainda, que se posicionem contra o aumento da remuneração da administração. Ainda sobre a JBS, a sua controladora, a J&F, quer acertar as contas com o governo federal, diz o Valor. De acordo com o jornal, representantes do grupo procuraram recentemente o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) dispostos a negociar um acordo de leniência. As conversas, segundo O JORNAL, já estão em andamento e prometem inaugurar uma nova etapa das discussões sobre os acordos previstos na Lei Anticorrupção. Diferentemente das outras empresas que tentaram a leniência até hoje, a J&F não fornece produtos ou serviços ao governo, ou seja, não poderia ser enquadrada por fraude à licitação. O grupo dos irmãos Wesley e Joesley Batista irá responder à CGU por supostas vantagens auferidas por meio de empréstimos de instituições financeiras federais, sobretudo o BNDES. BTG Pactual (BBTG12, R$ 0,51, +2,00%)
O BTG Pactual fechou acordo com a Evli Fund Management para fornecer as ofertas da empresa nórdica a clientes institucionais em toda a América Latina. O BTG venderá os produtos no Brasil, no Chile, no Peru, na Colômbia, no México e no Uruguai, de acordo com Ignacio Pedrosa, chefe de distribuição a terceiros no BTG. As principais estratégias e conhecimentos da Evli estão em títulos corporativos europeus, ações globais e nórdicas e fundos de fronteira e fatores. “Eles só gerenciam estratégias em classes de ativos onde eles acreditam que podem vencer o benchmark”, disse Pedrosa em uma entrevista na terça-feira. O acordo com a Evli, que supervisiona US$ 13,6 bilhões, segue um negócio com BTG anunciado em 19 de julho com a Gávea Investimentos, fundada pelo ex-presidente do BC Arminio Fraga, para oferecer seus investimentos a clientes institucionais na América Latina. O banco fechou acordo semelhante com a Reliance Asset Management Singapore em 5 de julho. Unipar (UNIP6, R$ 11,04, +7,81%) A condição previa que dois terços das ações em circulação aderissem à transação, o que não aconteceu. Alguns minoritários da companhia não concordavam com o preço oferecido pelo controlador, disse o Valor, sem citar a fonte da informação. Eternit (ETER3, R$ 1,14, -1,72%)
A Eternit informou que foi condenada pela 1ª Vara Federal de Vitória da Conquista (BA) nesta terça-feira (22) ao pagamento de R$ 500 milhões por danos morais coletivos contra sua subsidiária Sama. O processo foi feito pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Estado da Bahia contra a controlada, os municípios de Bom Jesus da Serra, Caetanos e Poções, o Estado da Bahia e a União Federal. A ação se refere à mina de São Felix, onde a Sama encerrou formalmente as suas atividades em 1967, segundo a Eternit. A condenação, em primeira instância, envolve indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 500 milhões e por danos individuais que teriam sido sofridos por 11 pessoas identificadas em perícia, incluindo pagamento de R$ 150 mil a títulos de danos morais individuais. Além disso, foi decidido, como indenizações às famílias, a inclusão em plano de saúde, fornecimento de medicamentos e equipamentos necessários ao tratamento da doença, pagamento de danos materiais que vierem a ser oportunamente comprovados e pagamento de pensão no valor de um salário mínimo e meio, mensal e vitaliciamente. A sentença também decretou indisponibilidade dos bens do ativo não circulante e bloqueio dos valores auferidos a título de lucro da Sama. A Eternit afirma que a chance de êxito da ACP foi mantida como possível por seus assessores jurídicos e a avaliação quanto à chance de perda na magnitude expressa na sentença é considerada remota. “A esse respeito, aliás, a Eternit entende importante o registro feito pelos seus assessores jurídicos, no sentido de que: o valor fixado a título de dano moral coletivo pela sentença é incompatível com os parâmetros estabelecidos por nossos tribunais e, ademais, com a prova dos autos; de todo modo o pagamento relativo ao dano moral coletivo não será realizado pela Sama neste momento, na medida em que a decisão está sujeita à interposição de recurso dotado de efeito suspensivo; e as verbas arbitradas na sentença para as indenizações individuais deixaram de levar em consideração transações realizadas e judicialmente homologadas com a maior parte das pessoas identificadas em perícia como elegíveis ao seu recebimento”, disse a empresa. A Eternit informou ainda que tomará todas as medidas legais que estiverem ao seu alcance para reverter a decisão nas instâncias superiores.
As ações da Vale e Bradespar (BRAP4, R$ 24,72, +1,98%) – holding que detém participação na mineradora – subiram, apesar da forte queda do minério de ferro nesta quarta-feira. Os contratos futuros da commodity negociados na bolsa chinesa de Dalian caíram 3,82%, a 579 iuanes, enquanto o minério cotado no porto de Qindao, na China, afundou 5,1% no overnight, voltando para os US$ 75,30 a tonelada.
A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado discutiu, em audiência pública, o Projeto de Resolução 55/2015, que fixa a alíquota máxima de 12% para a cobrança de ICMS sobre o querosene de aviação (QAV). Caso seja aprovada, a nova alíquota do ICMS sobre o combustível permitirá a criação de 74 novos voos diários no País, diz a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
A OPA (oferta pública de aquisição) para fechamento de capital da Unipar Carbocloro não teve sucesso após não ser atingida as condições estabelecidas no edital, disse a B3 em comunicado.