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Os mercados entram em uma semana que pode ser marcada por maior volatilidade no Brasil. O segundo turno das eleições está previsto para o próximo domingo, 25 de outubro, e o resultado poderá funcionar como gatilho para a saída do Ibovespa da atual lateralização. A direção desse movimento, contudo, dependerá da composição das urnas e da reação dos investidores.
Esse ambiente de espera ajuda a explicar a perda de impulso recente da bolsa brasileira. O Ibovespa recuou 1,74% na semana, após dois períodos de forte valorização, mas continua acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. A estrutura principal, portanto, ainda é de alta, embora o índice possa permanecer lateralizado até que o cenário eleitoral fique mais claro.
O dólar futuro avançou 1,35% na semana, recuperando parte da queda anterior, mas ainda opera abaixo das principais médias móveis. No exterior, o movimento foi predominantemente negativo: a Nasdaq caiu 2,14% na última sessão, enquanto o S&P 500 acumulou baixa semanal de 2,02%.
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O Bitcoin também perdeu força e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A região dos US$ 80.000 tornou-se uma referência importante para definir se o ativo retomará a alta ou aprofundará o movimento corretivo.
Análise técnica do Ibovespa
No gráfico diário, observo que o Ibovespa preserva uma tendência de alta no curto prazo, apesar da consolidação registrada nas últimas sessões. Esse movimento lateral pode refletir uma postura de espera dos investidores antes do segundo turno das eleições.
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O índice encerrou a última sessão com alta de 0,54%, aos 205.430 pontos. Na semana, contudo, recuou 1,74%, interrompendo uma sequência de duas fortes valorizações. Recentemente, o Ibovespa renovou sua máxima histórica em 209.713 pontos.
Mesmo com a correção, o índice continua acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, todas inclinadas para cima. Essa configuração mantém o domínio comprador, embora a lateralização recente recomende cautela. O IFR (14), em 69,86 pontos, está próximo da região de sobrecompra.
Para retomar a alta com maior consistência, considero necessário superar a máxima histórica de 209.713 pontos. Acima desse nível, os próximos objetivos aparecem em 215.130 pontos e 221.450 pontos, com alvo mais longo na região dos 230.000 pontos.
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Do lado vendedor, acompanho inicialmente o suporte em 203.980 pontos, seguido pela antiga máxima histórica de 199.354 pontos. A perda dessas referências poderá ampliar a correção até 189.487 pontos, 181.560 pontos, 178.000 pontos e 171.560 pontos. Em um movimento mais extenso, o índice poderá buscar os 164.835 pontos.

Análise técnica do Dólar
No gráfico diário, observo que o dólar futuro tenta se recuperar após a forte queda recente. O contrato avançou 1,35% na semana, aos 5.080,5 pontos, mas ainda permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos.
Na última sessão, o dólar futuro recuou 0,70%, também aos 5.080,5 pontos. Apesar da perda, continua acima da referência psicológica dos 5.000 pontos. O IFR (14), em 45,67 pontos, permanece na zona neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
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Para retomar o movimento de baixa, o contrato precisa perder os suportes em 5.046/5.000/4.968,5 pontos. Abaixo dessa faixa, os próximos objetivos aparecem em 4.910/4.842 pontos, com alvos mais longos em 4.798,5/4.697 pontos.
Para prolongar a recuperação, considero necessário superar inicialmente as resistências em 5.116,5/5.166 pontos. Acima dessa região, projeto objetivos em 5.268,5/5.383,5 pontos e, posteriormente, nos 5.446 pontos.

Análise técnica da Nasdaq
Na Nasdaq, observo uma intensificação da pressão vendedora. O índice rompeu para baixo as médias móveis de 9 e 21 períodos e encerrou a última sessão com queda de 2,14%, aos 26.140 pontos.
Em outubro, a Nasdaq acumula desvalorização de 2,68%. A negociação abaixo das médias reforça o viés negativo no curto prazo e mantém os suportes inferiores no radar.
Para recuperar força compradora, considero necessário superar inicialmente as resistências em 26.725/27.070 pontos e, posteriormente, a máxima histórica de 27.722 pontos. Acima desse recorde, os próximos objetivos aparecem em 27.895 pontos e na faixa de 28.330/29.000 pontos.
Do lado vendedor, acompanho os suportes em 25.910/25.260 pontos. A perda dessa região poderá levar o índice até 24.424/24.200 pontos. Caso essa segunda faixa também seja rompida, vejo espaço para uma correção até os 23.320 pontos.

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Análise técnica do S&P 500
O S&P 500 recuou 2,02% na última semana e retomou o movimento de correção. No gráfico diário, observo que o índice passou a negociar abaixo das médias móveis, configuração que reforça a pressão vendedora no curto prazo.
Em outubro, o índice acumula leve queda de 0,08% e está cotado a 7.659 pontos. Para recuperar o fluxo comprador, precisa superar inicialmente os 7.740 pontos, recuperar a antiga referência dos 7.815 pontos e, posteriormente, romper a máxima histórica de 7.843 pontos.
Acima desse recorde, projeto objetivos em 7.955/8.110 pontos e, na sequência, em 8.325/8.605 pontos.
Do lado vendedor, considero decisivo o suporte em 7.645 pontos. A perda desse nível poderá ampliar a correção até 7.500/7.285 pontos. Abaixo dessa faixa, o índice poderá buscar os 7.222/7.045 pontos.

Análise do Bitcoin
No gráfico diário, observo que o Bitcoin perdeu força após testar a resistência em US$ 87.395. A criptomoeda passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, atualmente próximas de US$ 83.347 e US$ 82.080, respectivamente.
Essa configuração aumenta o sinal de cautela no curtíssimo prazo. A perda da região dos US$ 80.000/US$ 79.800 poderá acelerar o movimento vendedor e aprofundar a correção.
Para recuperar força compradora, considero necessário retomar inicialmente as médias móveis e superar a resistência em US$ 87.395. Acima desse nível, os próximos objetivos aparecem em US$ 91.225, US$ 97.925, US$ 106.011 e US$ 110.540, com alvo mais longo nos US$ 116.400.
Em sentido contrário, abaixo de US$ 80.000/US$ 79.800, acompanho os suportes em US$ 74.965, US$ 67.280 e US$ 62.275. Se a pressão vendedora persistir, o Bitcoin poderá voltar a testar a mínima anual de US$ 57.800.

IFR (14) – Ibovespa
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.
Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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