Destaques da Bolsa

Efeito impeachment: Itaú, BB e Petrobras disparam mais de 6% e apenas 7 ações caem

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira

SÃO PAULO – O dia foi de euforia na bolsa brasileira após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ter decidido abrir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Os bancos ficaram como as maiores altas do Ibovespa: Banco do Brasil (BBAS3, R$ 17,80, +8,40%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 28,82, +6,35%), Bradesco (BBDC3, R$ 25,08, +3,68%; BBDC4, R$ 21,89, +4,39%) e Santander (SANB11, R$ 15,50, +4,24%).

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 9,80 +3,48%; PETR4, R$ 7,98, +6,12%) amenizaram um pouco os ganhos depois de chegarem a subir quase 9% na máxima do dia. Lá fora, a alta dos preços do petróleo ajudaram a dar sustentação à alta da estatal hoje.  

Por outro lado, as ações da Vale (VALE3, R$ 12,87, -0,54%; VALE5, R$ 10,27, -1,15%) perderam força durante o dia e fecharam com leves perdas, dando sequência à derrocada que vêm acompanhando os papéis desde a tragédia em Mariana, dia 5 de novembro. Além disso, os papéis acompanharam a queda do minério de ferro no porto de Tianjin, na China, que caiu 0,7%, a US$ 40,30 a tonelada.

Já as siderúrgicas seguiram em alta, embora menos expressivas: CSN (CSNA3, R$ 5,03, +1,00%), Usiminas (USIM5, R$ 2,07, +0,98%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 1,90, +2,15%) e Gerdau (GGBR4, R$ 6,02, +1,69%). 

Confira abaixo outros destaques de ações da Bolsa hoje:

Cielo (CIEL3, R$ 36,50, +5,46%)
A Cielo, que também subiu em meio à euforia do mercado, teve também no radar a elevação de sua recomendação pelo Itaú BBA, de market perform (desempenho em linha com a média) para outperform (desempenho acima da média). Os papéis interrompem uma sequência de 4 quedas, tendo alcançado no intraday de ontem o menor patamar em Bolsa desde 6 de fevereiro de 2015. 

Rumo (RUMO3, R$ 6,11, -0,65%)
O
 Conselho de Administração da Rumo Logística aprovou o aumento de capital de R$ 650 milhões, por meio de emissão de novas ações. O preço e a quantidade de ações a serem emitidas levarão em conta o preço médio dos papéis entre os pregões de hoje até o próximo dia 22. A operação será proposta aos acionistas em assembleia geral extraordinária (AGE) marcada para o próximo dia 23. 

Segundo a ata da reunião, a cada ação ON adquirida na operação, os acionistas terão um bônus de subscrição correspondente a mais uma nova ação. Esse direito de compra poderá ser exercido entre o 12º e o 24º mês após a homologação do aumento de capital. Nesse caso, o preço de subscrição terá um acréscimo de 35% ao valor determinado no aumento de capital. O conselho da Rumo também deliberou que o aumento de capital poderá ser homologado parcialmente, caso seja assegurada a captação de, pelo menos, R$ 350 milhões . A Cosan Logística (RLOG3, R$ 0,97, +3,19%), maior acionista da Rumo, se comprometeu a fazer um aporte de até R$ 250 milhões para o aumento de capital.

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Para cada ação subscrita, o acionista ganhará um bônus de subscrição de emitir mais uma ação exercível entre 12 e 24 meses, após a emissão no preço da emissão mais 35%.   

O Credit Suisse comentou que, apesar do aumento de capital ser bem vindo para aliviar as incertezas de liquidez de curto prazo da empresa, a magnitude ainda não parece suficiente para a necessidade de investimento do plano de negócios. O banco estima que a operação deve levar a alavancagem da empresa de 4,85 vezes para 4,42 vezes.

Lojas Renner (LREN3, R$ 17,97, +5,83%
Já a Lojas Renner viu suas ações subirem forte. Além do noticiário político agitado, a varejista teve sua recomendação elevada para outperform pelo Bradesco BBI. 

BTG Pactual (BBTG11, R$ 20,20, +1,00%)
O BTG Pactual registrou leves ganhos em decorrência do dia de euforia da Bolsa, marcando o primeiro dia de alta desde a prisão do ex-presidente do banco, André Esteves, em 25 de novembro.

Apesar da leve alta, a turbulência do banco segue no radar dos mercados. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu uma investigação sobre a instituição. Tudo indica que a autarquia vai apurar a estrutura da operação anunciada para alterar o controle societário da companhia: uma permuta de ações entre Esteves e a Top Seven Partners. Operações de troca de controle em companhias abertas costumam cair no radar do xerife do mercado.

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