Educação pressiona e custo de vida dos paulistanos sobe 1,32% em janeiro

Este avanço fez com que custo de vida de SP em novembro fosse maior do que o em dezembro, quando o ICV ficou em 0,50%

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SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo subiu 1,32% em janeiro, segundo revelam dados divulgados nesta terça-feira (7) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Este avanço fez com que o custo de vida dos paulistanos no primeiro mês de 2012 fosse maior do que o verificado no último mês de 2011, quando o ICV ficou em 0,50%. No acumulado dos últimos 12 meses – entre fevereiro de 2011 e janeiro de 2012 -, o índice teve variação de 6,12%.

Em janeiro, de acordo com o levantamento, o grupo educação e leitura teve aumento de 7,17% e foi o principal responsável pela elevação do custo de vida na capital paulista, sendo que o reajuste de 8,35% nos cursos formais foi o que mais contribuiu para a variação apurada no grupo. Vale lembrar que os aumentos ocorridos nos livros didáticos (8,98%) também influenciaram o resultado do grupo no mês.

Educação e Leitura
Considerando os cursos formais, o de educação infantil foi o que encareceu (10,17%). Em seguida, aparecem o Ensino Fundamental (9,90%), Ensino Médio (9,88%) e Ensino Superior (6,80%).

Outros itens que também subiram de forma acentuada foram os jornais (8,45%) e cursos de língua (7,45%).

Segmentos
Além de Educação e Leitura, outros grupos influenciaram a alta do custo de vida no município de São Paulo em janeiro.

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O grupo Habitação aumentou 1,99%, refletindo, sobretudo, a variação nos preços dos serviços domésticos (7,96%). Em seguida, o grupo Saúde apresentou acréscimo de 0,94%, com alta de 1,09% na assistência médica. Despesas Pessoais aparecem em seguida, com acréscimo de 0,88%, impulsionado pelos produtos de higiene e beleza (1,63%).

Alimentação (0,61%) apresentou o menor acréscimo do período. Neste caso, a maior influência foi do preço da alimentação fora do domicílio (1,22%).

Já os grupos equipamentos domésticos (-0,49%) e transporte (-0,16%) tiveram decréscimo no período, influenciados por eletrodomésticos (-1,05%) e transporte individual (-0,43%), respectivamente.