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SÃO PAULO – A prévia da inflação oficial do País, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), teve variação de 0,25% em março. Frente a fevereiro, o indicador recuou 0,28 ponto percentual, visto que, na medição daquele mês, a inflação ficou em 0,53%, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (22).
A desaceleração da inflação no período reflete o movimento dos preços dos itens relacionados com educação, que apresentou inflação de 0,51%, contra 5,66% do mês anterior.
Além do grupo Educação, na passagem de fevereiro para março, outros grupos contribuíram para o avanço menor da inflação, são eles: Artigos de Residência (de 0,22% para -0,31%), Comunicação (de 0,03% para -0,49%), Despesas Pessoais (de1,07% para 0,60%), Alimentação e Bebidas (de0,29% para 0,22%) e Habitação (de 0,48% para 0,44%).
Alimentação
No caso do grupo Alimentação, cuja desaceleração foi de 0,07 ponto percentual, o item carnes apresentou queda de 1,57% no período e, apesar de menos intensa do que no mês anterior, quando a queda foi de 2,10%, exerceu o principal impacto para baixo no IPCA-15 de março, de 0,04 ponto percentual.
Tomate (-16,33%), açúcar cristal (-2,57%), açúcar refinado (-2,35%) e queijo (-0,85%) também ficaram mais baratos no período.
Em 12 meses, a inflação medida pelo IPCA-15 acumula alta de 5,61%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (5,98%). Na comparação com março de 2011, o recuo apurado é de 0,35 ponto percentual, pois, na época, a inflação era de 0,60%.
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Outros grupos e Regiões
Na contramão do apurado na maior parte dos grupos analisados pelo IBGE, Vestuário (de -0,33% para 0,16%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,53% para 0,54%) e Transportes (de -0,05% para 0,11%) apresentaram movimento contrário no período.
Em Transportes, dos itens que contribuíram para a elevação dos preços no grupo destacam-se as passagens aéreas, que passaram de -8,83% para 1,35%.
Entre os índices regionais, Recife apresentou a taxa mais alta de março, com inflação de 0,82%. De acordo com o IBGE, na cidade o resultado foi influenciado pela variação dos itens empregados domésticos (7,81%), ônibus urbanos (2,04%) e ônibus intermunicipal (6,83%).
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Rio de Janeiro, por outro lado, apresentou o menor resultado do mês, com deflação de 0,06% nos preços. Em São Paulo, a prévia da inflação do terceiro mês do ano foi de 0,15%.