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SÃO PAULO – Os analistas consultados pelo diário Shanghai Daily alertam que o setor de construção da China ainda não oferece sinais de melhora, já que alguns indicadores não apresentaram recuperação no primeiro trimestre de 2009.
De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas da China, apesar do recuo nos preços de residências nas 70 maiores cidades pelo quarto mês consecutivo, houve queda na aquisição de terrenos por parte de incorporadoras e construtoras entre janeiro e março, além de uma redução na área de novas casas construídas.
Os preços de residências nas 70 maiores cidades chinesas caíram 1,3% em março, em termos anuais. Apesar da queda, houve avanço de 0,2% na comparação com o mês anterior.
A área de novas residências construídas declinou 16,2% no primeiro trimestre de 2009, em termos anuais, para 201 milhões de metros quadrados, enquanto a área adquirida por incorporadoras e construtoras para novas obras despencou 40% no período em análise, para 47,42 milhões de metros quadrados.
Os analistas acreditam que, apesar dos dados sinalizarem alguns pontos positivos na comparação mensal e anual, ainda é cedo para avaliar o impacto do aumento do crédito, políticas de estímulos e redução de impostos promovidas pelo governo chinês.
O Escritório Nacional de Estatísticas da China ainda revela que vendas de novas casas caíram 1,9% entre janeiro e março, em termos anuais, embora tenham aumentado 0,1% entre fevereiro e o mês passado. Entre o primeiro trimestre de 2009 e igual período do ano anterior, os preços de casas de segunda mão caíram 0,4%, apesar de terem crescido 0,3% entre o segundo e terceiro mês deste ano.
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Balanços positivos
Mesmo com as altas e baixas no setor, as incorporadoras e construtoras da China registraram avanço nos lucros do primeiro trimestre de 2009. A China Vanke, maior empresa do segmento por valor de mercado no gigante asiático, reportou um avanço de 21% nas vendas, para 12,22 bilhões de iuans. Já a Poly Real Estate, segunda maior, viu suas vendas dobrarem para 6,48 bilhões de iuans.
À espera da recuperação
Apesar dos contrastes no setor da construção da China, muitas mineradoras – incluindo a brasileira Vale, maior exportadora de minério de ferro do mundo – aguardam pela recuperação econômica do gigante asiático.
“O enfraquecimento do mercado chinês de imóveis ainda restringe uma recuperação mais significativa da demanda por aço e minério de ferro. Ainda assim, é possível que o crescimento dos empréstimos bancários e os vários incentivos dados pelos governos central e regionais possam gerar uma mudança cíclica no mercado de construção, fortalecendo ainda mais a demanda por matéria-prima”, afirmou a administração da Vale no último balanço divulgado pela companhia, referente ao ano de 2008.
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Dados divulgados no final de semana apontaram que as importações de minério de ferro pela China atingiram maior volume da história no mês passado, 52,08 milhões de toneladas métricas, alta de 11% na comparação com fevereiro e 46% na base anual.