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O dólar à vista opera com alta ante o real nesta sexta-feira (4), com investidores digerindo a divulgação do relatório de emprego nos EUA (payroll), que veio acima do previsto.
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O relatório de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA divulgou hoje que foram criadas 162 mil vagas de emprego em agosto. Economistas consultados pela Reuters projetavam criação de 56 mil vagas.
Qual foi a cotação do dólar hoje?
Às 12h05, o dólar à vista subia 0,22%, a R$ 5,117 na venda. O dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,39% na B3, aos R$ 5,151.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,116
- Venda: R$ 5,117
O que aconteceu com dólar hoje?
O relatório de empregos não agrícolas mostrou uma recuperação na criação de vagas em agosto, após a forte retração registrada em julho.
No Brasil, parte das atenções segue voltada para a corrida presidencial. Uma nova pesquisa do Datafolha, publicada na noite de quinta-feira, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% das intenções de voto na simulação de segundo turno, contra 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois estão em empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.
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O resultado representa uma diminuição numérica da distância entre Lula e Flávio. No levantamento anterior, eles tinham 47% e 43%, respectivamente.
Nos últimos dias, outras pesquisas mostrando o acirramento da disputa pelo Planalto trouxeram uma visão de baixa para o dólar. De modo geral, Lula tem sido visto com desconfiança por boa parte do mercado, que vê sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias desenvolvidas a Flávio — como a redução numérica da distância para Lula — têm favorecido a queda do dólar ante o real.
No radar também está a crise no Supremo Tribunal Federal. O presidente do STF, Edson Fachin, retirou do inquérito das fake news a análise do pedido de investigação feito pelo ministro Alexandre de Moraes contra o ministro André Mendonça e determinou que o caso tramite em procedimento separado. Fachin deu prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Mendonça se manifestarem sobre o pedido de Moraes.
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(Com Reuters)

