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Dólar futuro ganha força com aversão ao risco; mercado vê repique ou reversão?

Busca por segurança impulsiona a moeda americana.

Rodrigo Paz

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A escalada do conflito no Oriente Médio voltou a reforçar o papel do dólar como principal ativo de refúgio global. Em meio às tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, investidores migraram para a moeda americana enquanto ações, ouro e até títulos do Tesouro recuaram. Nesse ambiente de maior aversão ao risco, o dólar registrou forte valorização recente, com o índice Bloomberg Dollar Spot avançando 1,5% na semana, enquanto diversas moedas globais perderam força, evidenciando a busca por segurança em meio às incertezas geopolíticas e ao avanço do petróleo.

No mercado doméstico, o dólar futuro iniciou a semana com movimento de recuperação e encerrou a última sessão aos 5.319 pontos, após reação compradora relevante. Apesar da alta recente, a estrutura técnica ainda reflete predominância de baixa, marcada pela sequência de topos e fundos descendentes observada nas últimas semanas.

No gráfico semanal, o cenário segue cauteloso. Em 2026, o dólar futuro acumula queda de 3,62% e permanece dentro de um canal descendente que define a tendência predominante. O preço trabalha próximo da região das médias de 9 e 21 períodos, faixa que tende a funcionar como ponto decisivo para os próximos movimentos, com a reação recente ainda sendo interpretada como um possível repique dentro de uma tendência de baixa mais ampla.

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Para entender até onde o preço do dólar pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Dólar

No curto prazo, observo que a recuperação recente colocou o contrato novamente acima das médias de 9 e 21 períodos, sinalizando tentativa de retomada do fluxo comprador. O IFR (14) em 59,39, em região neutra, mostra que ainda há espaço para movimentos em ambas as direções, sem caracterizar sobrecompra ou sobrevenda neste momento.

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Para que o dólar ganhe tração na recuperação, será necessário superar as resistências em 5.383,5 e 5.446 pontos. Acima dessa faixa, o ativo pode ampliar o movimento de alta em direção a 5.560, 5.614, 5.669,5 e 5.783,5 pontos.

Por outro lado, caso volte a perder a região de suporte e das médias em 5.270 e 5.212 pontos, o fluxo vendedor tende a ganhar força novamente, abrindo espaço para recuos em 5.121, 5.057,5, 4.955 e 4.905,5 pontos.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, a leitura ainda aponta predominância de baixa, com o ativo negociando dentro de um canal descendente. Apesar da recuperação recente, ainda não houve rompimento consistente dessa estrutura, o que mantém o viés mais cauteloso no médio prazo. O IFR (14) em 45,95, também em região neutra, reforça o cenário de indefinição no curto prazo dentro de uma tendência maior de baixa.

Caso o dólar volte a perder a região de suporte e das médias em 5.121 e 5.057,5 pontos, o fluxo vendedor tende a ganhar tração, abrindo espaço para movimentos em 4.922 e 4.798,5 pontos, com alvos mais longos em 4.697 e 4.613 pontos.

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Por outro lado, para que o ativo sustente uma recuperação mais consistente, será necessário superar e manter negociações acima das resistências em 5.383,5 e 5.614 pontos. Acima dessas regiões, o contrato pode buscar níveis mais elevados em 5.669,5, 5.783,5, 5.899,5 e 6.117,5 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

Guias de análise técnica:

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