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Dólar, ações e cripto em queda: veja o que esperar dos ativos para os próximos dias

Bitcoin e bolsas dos EUA iniciam correção após sequência de recordes

Rodrigo Paz

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Em meio a um cenário de maior aversão ao risco nos mercados globais, o Ibovespa segue pressionado e amplia perdas após renovar sua máxima histórica em julho. Com investidores atentos ao fluxo vendedor e aos movimentos técnicos, o dólar futuro lateraliza próximo ao suporte, enquanto Nasdaq e S&P 500 iniciam correções após altas expressivas.

Já o Bitcoin, que também havia renovado recorde, dá sinais de enfraquecimento no curto prazo. Confira, a seguir, a leitura técnica dos principais ativos no radar dos investidores.

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Análise técnica do Ibovespa

O Ibovespa segue pressionado no curto prazo após renovar sua máxima histórica nos 141.563 pontos. Desde então, o índice entrou em trajetória de baixa, operando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que indica enfraquecimento da tendência compradora. O cenário atual sugere cautela, com o IFR em 38,36, próximo da zona de sobrevenda — patamar que, por si só, pode abrir espaço para um repique técnico.

Apesar dessa possibilidade de alívio, o fluxo vendedor ainda predomina. Para retomar a tendência de alta, o índice precisa romper a região das médias, entre 133.475 e 135.270 pontos. Acima disso, os próximos alvos estão em 140.380, o topo histórico em 141.563, e, se houver novo fôlego comprador, as projeções se estendem até 141.960/143.425 e 145.000 pontos.

Por outro lado, caso o movimento de queda continue, o primeiro suporte relevante está em 131.550 pontos. A perda desse patamar pode levar o índice até 130.835, 130.160 (média de 200 períodos), com alvos mais distantes em 127.680 e 122.530 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica do Dólar

O dólar futuro mantém sua tendência de baixa iniciada no fim de 2024, após testar a resistência nos 6.656,5 pontos. Em 2025, acumula queda de 14,08%. A última sessão reforçou esse viés, com recuo de 1,21%, fechando aos 5.581 pontos e negociando abaixo das médias móveis.

Após atingir a mínima do ano em 5.479,5 pontos, o ativo tentou uma recuperação até a região de 5.701,5, mas desde então apresenta comportamento mais lateralizado. Para retomar o movimento de alta, será necessário romper a faixa entre 5.675,5 e 5.701,5 pontos, mirando 5.765, 5.857, 5.920 e 5.980 pontos.

Caso o ativo perca a zona de suporte entre 5.563,5 e 5.478,5 pontos, o fluxo de queda pode se intensificar, com alvos projetados em 5.410, 5.351,5, e, em extensão, 5.284/5.250 pontos.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira a análise dos minicontratos:

Análise técnica da Nasdaq

A Nasdaq registrou forte recuperação após tocar a mínima do ano em 16.542 pontos, renovando máximas recentes e acumulando alta de 2,38% em julho e 8,33% no ano, cotada a 22.763 pontos. Porém, a última semana marcou início de uma correção, com o ativo agora abaixo das médias móveis no gráfico diário.

Para retomar a tendência de alta, será necessário romper os 22.672 e a máxima histórica em 23.589 pontos. Acima disso, os alvos projetados são 23.755/24.000 e 24.215 pontos.

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Caso o movimento de baixa ganhe força, a perda da faixa entre 22.675 e 22.222 pontos pode levar o ativo a buscar 22.041, 21.472, e, em um cenário mais negativo, 20.775/20.292 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica do S&P 500

O S&P 500 também passou por forte valorização desde a mínima do ano em 4.835 pontos, superando o topo anterior e fechando julho com alta de 2,17%, acumulando +6,06% em 2025, cotado a 6.238 pontos. No entanto, o índice também iniciou uma correção e agora opera abaixo das médias móveis.

Para retomar o movimento de alta, será preciso romper 6.297 e a máxima histórica em 6.427 pontos, mirando 6.483, 6.560 e 6.600 pontos.

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Do lado negativo, atenção à perda da região de suporte entre 6.201 e 6.147 pontos. Caso confirmada, os próximos níveis a serem testados estão em 6.059, 5.943, e, mais abaixo, 5.843/5.767 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise do Bitcoin

O Bitcoin registrou uma forte alta desde a mínima do ano em US$ 74.508, renovando a máxima histórica em US$ 123.218. No entanto, desde então, entrou em movimento corretivo e atualmente negocia abaixo das médias móveis, o que pede atenção ao possível aprofundamento da queda. Ainda assim, acumula alta de 8,04% em julho e 22% no ano.

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Para retomar a tendência de alta, será necessário superar as resistências em US$ 116.000, US$ 119.955 e o topo anterior em US$ 123.218. Acima disso, os alvos projetados são US$ 123.800, US$ 125.090 e US$ 126.685.

Se a correção continuar, o primeiro suporte crítico está entre US$ 111.980 e US$ 107.430. A perda dessa faixa pode levar o ativo até US$ 105.100, US$ 100.000, com alvos mais longos em US$ 97.895 e US$ 92.800.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

IFR (14) – Ibovespa

O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção. Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

Guias de análise técnica:

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.