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Dívida da Petrobras sobe R$ 100 bi com dólar; veja mais 11 notícias no radar

Confira abaixo os principais destaques corporativos desta quarta-feira

Visão aérea da plataforma P-52 da Petrobras na Bacia de Campos. 28 de novembro de 2007. REUTERS/Bruno Domingos

SÃO PAULO – O noticiário corporativo aparece mais morno nesta quarta-feira (23), com a Petrobras (PETR3; PETR4) seguindo no holofote do mercado. A disparada do dólar, que atingiu na terça-feira, 22, a maior cotação do Plano Real, agravou ainda mais a situação financeira da estatal.

Desde de junho, a estatal já contabilizou uma alta de cerca de R$ 100 bilhões nas dívidas em moeda estrangeira. Diante do novo patamar do dólar, o endividamento da petroleira pode atingir R$ 513 bilhões ao final de setembro, cifra equivalente a 9,4% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2014. As estimativas foram feitas pela consultoria Economática, a pedido do Estado, e considera a cotação de R$ 4,04 para a moeda americana. Ontem, diante das incertezas sobre os rumos da política econômica brasileira, o dólar comercial fechou a R$ 4,05.

Além disso, uma matéria do Valor aponta que a Operação Lava Jato mira negócios mantidos pela Petrobras em 10 países: Paraguai, Uruguai, Argentina, Equador, Chile, Colômbia, Bolívia, Japão, Estados Unidos e Namíbia. 

Santander
O banco Santander Brasil (SANB11) divulgou nesta quarta-feira projeções de indicadores para 2018, as quais incluem previsão de rentabilidade sobre patrimônio (ROE) de 15,6%, ante 12,8% no primeiro semestre de 2015. 

Em fato relevante, o banco também projetou que terá índice de eficiência de 44,5% em 2018, ante 50% nos seis primeiros meses deste ano. O índice de inadimplência deve ficar aproximadamente em linha com seus pares em 2018, ante 3,2% no primeiro semestre de 2015, informou o banco.

Vale
A mineradora Vale (VALE3; VALE5) cortará o custo de produção do minério de ferro para menos de US$ 13 a tonelada até 2018 ante cerca de US$ 16 atualmente, disse um executivo nesta quarta-feira, tornando a brasileira a produtora com menor custo do mundo. 

“A Vale está progredindo para atingir o menor custo caixa de produção da indústria e será competitiva em qualquer cenário de preços”, disse Claudio Alves, diretor global de marketing e vendas da Vale, em evento do setor. A redução de custo ocorrerá após a conclusão do projeto de expansão de 90 milhões de toneladas conhecido como S11D na Amazônia, disse Alves.

Telefônica Brasil
O conselho de administração da Telefônica Brasil (VIVT4) aprovou na terça-feira a simplificação de sua estrutura societária após a aquisição da operação de banda larga GVT. Segundo fato relevante, a companhia concluiu a aquisição das ações da GVTPar e da GVT, tornando-se controladora indireta dos provedores POP Internet e Innweb. 

Arteris
A empresa de concessões de rodovias Arteris (ARTR3) informou que laudo de avaliação de suas ações elaborado pelo banco BNP Paribas apontou valor por papel no intervalo entre R$ 8,74 e R$ 9,55, segundo fato relevante divulgado na noite de terça-feira. A avaliação ocorre no âmbito da oferta pública de aquisição de ações (OPA) de sua controladora, Participes en Brasil, para a retirada da Arteris do segmento Novo Mercado da BM&FBovespa. A companhia informou no fim de abril que a controladora pretendia realizar a OPA, com preço por ação de R$ 10,15.

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CCR
A Autoban, do grupo CCR (CCRO3), protocolou na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pedido de interrupção de análise de oferta de debêntures pelo prazo de até 60 dias úteis, a contar a data de aprovação de pedido pela autarquia. A companhia informou que todos os pedidos de reserva realizados pelos investidores de varejo serão cancelados. Se eventualmente retomada a oferta, será aberto novo prazo para pedidos de reserva, o qual será devidamente informado aos investidores, disse a empresa. 

General Shopping
A Moody’s rebaixou o rating corporativo da General Shopping (GSHP3) para “B2”, com perspectiva negativa. A revisão reflete a posição de liquidez pressionada da companhia, diante da recém estratégia de capital da administração, que inclui um adiamento no pagamento de juros de 12% dos bônus perpétuos subordinados denominados em dólares, uma oferta pública de aquisição para porção de 10% de seus bônus perpétuos sem garantia denominados em dólares para investidor fora do Brasil, uma emissão de ações para investidores no Brasil e, por fim, uma potencial venda de ativos no futuro.

Valid
A empresa de tecnologia de meios de pagamento Valid (VLID3) informou que seu Conselho de Administração aprovou aumento de capital da companhia com preço por ação de R$ 44 reais, de acordo com fato relevante publicado na noite de terça-feira.

A Valid fará oferta pública de distribuição primária de 9 milhões de ações ordinárias, com esforços restritos de colocação. O aumento de capital foi aprovado pelo Conselho no montante de R$ 396 milhões, para R$ 756 milhões.

JHSF
A JHSF (JHSF3) contratou linha de crédito de R$ 288,7 milhões até 2021.

Weg
O conselho de administração da Weg (WEGE3) autoriza pré-pagamento de exportação de até US$ 75 milhões. 

Inepar
A Inepar (INEP4) convocou assembleia geral extraordinária para votar conversão de ações preferenciais em ordinárias. 

Renar Maçãs
A Renar Maçãs (RNAR3) propõe Marcos Kassardjian como seu presidente do conselho de administração.   

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(Com Reuters)

 

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