Direto ao ponto: altas podem continuar, mas dependem de emprego nos EUA

Dado mais importante da agenda, que pode sustentar ou não avanço dos índices de ações, são os pedidos de auxílio-desemprego

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SÃO PAULO – Na volta do feriado de Nossa Senhora Aparecida, o Ibovespa mostrou fôlego, ao subir 1,03% e se aproximar dos 72 mil pontos, com forte volume financeiro de R$ 12,53 bilhões, impulsionado por vencimento de opções sobre o índice e de contratos futuros do Ibovespa. O índice acompanhou o clima positivo nos mercados externos, que reagiram à divulgação da ata da última reunião do Fomc (o Copom norte-americano). 

Na véspera, o Federal Reserve declarou que estará pronto “em breve” para anunciar novos estímulos, como a compra de títulos do Tesouro. O banco central norte-americano também discute meios de impulsionar a expectativa de inflação do país. Também a temporada de resultados, com avanço de 23% do lucro do JP Morgan, deu corpo aos ganhos da sessão de quarta-feira (13).

Mercado de trabalho dos EUA em foco
Nesta quinta (14), no entanto, a repercussão com a expectativa de novos estímulos nos Estados Unidos deve se dissipar, dando lugar ao mercado de trabalho norte-americano – um dos pontos problemáticos citados pela autoridade monetária dos EUA. Para Clodoir Vieira, economista-chefe da Souza Barros, os pedidos de auxílio desemprego devem dominar a agenda e contribuir para dar um rumo ao pregão.

A expectativa, de acordo com o site Briefing.com, é de que os requisitos tenham aumentado em 5 mil na semana terminada em 10 de setembro. Ainda assim, Vieira acredita que é possível que o Ibovespa continue em rumo positivo, o que já dura há três sessões, influenciado principalmente pelas ações voltadas para o setor doméstico, como as companhias de construção civil, destaque de alta da véspera.