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SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,27% em setembro. A taxa representa uma queda de 0,03 ponto percentual em relação a agosto, quando foi registrado índice de 0,30%. Por estrato de renda, as famílias de maior poder aquisitivo, pertencentes ao estrato 3, tiveram a única queda de preços no mês passado, já que o indicador dessa classe ficou em 0,27%, contra 0,35% no mês anterior.
As informações, divulgadas nesta segunda-feira (5), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Por renda
Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou a maior alta, de 0,07 ponto percentual, passando de 0,24% em agosto para 0,31% em setembro.
Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), o ICV ficou em 0,26% em setembro, contra 0,24% um mês antes – alta de 0,02 ponto percentual.
Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida caiu 0,08 p.p. em um mês.
De modo geral, os itens dos grupos Recreação, Habitação e Alimentação influenciaram as altas verificadas nos estratos 1 e 2, enquanto os grupos Despesas Pessoais, Vestuário e Equipamentos Domésticos pressionaram o índice desses grupos para baixo.
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Com relação à queda dos preços para o estrato de maior renda, Equipamentos Domésticos e Vestuário foram os grupos que mais influenciaram. Pressionaram o índice desse segmento de renda para cima os grupos Recreação, Alimentação e Transporte.
Principais variações
No mês passado, as principais contribuições para o índice geral vieram dos grupos Habitação (0,39%), Transporte (0,50%) e Alimentação (0,51%), que atingiram todos os estratos em setembro, embora com impactos diferentes.
Também contribuíram para a elevação do ICV os grupos Recreação (0,95%), Despesas Diversas (0,31%) e Educação e Leitura (0,07%).
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Por outro lado, contribuíram para conter o custo de vida as quedas nos preços dos segmentos de Vestuário (-0,46%), Despesas Pessoais (-0,18%), Equipamento Doméstico (-0,55%) e Saúde (-0,16%).
Acumulado
Nos últimos 12 meses – entre outubro de 2008 e setembro de 2009 -, o ICV acumula alta de 3,89%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a maior taxa apurada foi a das famílias de maior poder aquisitivo (4,22%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 3,42%, enquanto para aquelas com menor poder aquisitivo a alta foi de 3,52%.
De modo geral, os aumentos verificados em 12 meses devem-se, especialmente, às elevações apuradas nos grupos Despesas Pessoais (11,38%), Educação e Leitura (7,55%), Habitação (5,47%) e Saúde (4,05%).