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“Dia D” para MP da privatização da Eletrobras no Senado, Ser obtém financiamento de R$ 200 mi, queda do minério e mais

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quarta-feira (16)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque o dia decisivo também para a medida provisória da capitalização da Eletrobras, que está na pauta do Senado. Já a Ser Educacional anunciou que obteve financiamento de R$ 200 milhões com a International Finance Corporation (IFC), do Banco Mundial, para fortalecer a estratégia de crescimento e transformação digital.

Atenção para o movimento das commodities nesta sessão. Os contratos futuros do minério de ferro negociados na China recuaram nesta quarta-feira, diante de um aumento nos embarques de grandes países fornecedores, sendo acompanhados por um declínio nos preços do aço, à medida que operadores se mostram preocupados com potenciais políticas de controle por parte do governo chinês. O noticiário pode impactar a Vale.

Já a operadora de telecomunicações TIM anunciou nesta terça-feira a emissão de R$ 1,6 bilhão em debêntures. Confira os destaques:

Eletrobras (ELET3;ELET6)

Em destaque, o Plenário do Senado vai começar a analisar nesta quarta-feira (16), a partir das 16h (horário de Brasília), a medida provisória que trata da desestatização da Eletrobras (MP 1.031/2021). A MP está perto do fim de seu prazo de validade: se ela não for aprovada pelo Congresso Nacional até a próxima terça-feira (22), perderá seus efeitos. Se o Senado alterar o texto, a medida provisória terá de passar por uma nova votação na Câmara para ser definitivamente aprovada no Congresso.

Se o prazo expirar sem que haja a aprovação, o governo federal não poderá enviar outra MP sobre o mesmo tema neste ano. A MP ainda não tem relatório, a ser apresentado nesta data pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO). Veja mais clicando aqui. 

A expectativa é que Marcos Rogério apresente seu parecer antes da sessão, ampliando as mudanças para atender demandas de senadores. Conforme destaca a XP Política, há pressão para que acate, por exemplo, a exigência de contratação de carboníferas no Sul do país. Sem prazo para negociações, o governo tem sido mais flexível com o relatório e joga o que pode na aprovação do texto.

Leia mais: Os dias decisivos para a aprovação da MP da privatização da Eletrobras (e as mudanças que estão no radar)

“A perspectiva é que a as concessões feitas no relatório e a sinalização da Câmara de que pode acatar as mudanças promovidas pelo Senado sejam suficientes para que a medida provisória seja aprovada no Senado, com tempo suficiente para nova votação dos deputados até a próxima terça-feira”, destaca a XP Política.

De acordo com levantamento feito pela consultoria de relações governamentais Barral M. Jorge, dos 81 senadores, 28 são favoráveis à MP da Eletrobras, 4 são favoráveis com ressalvas, 32 são contrários e 17 estão indefinidos. Para a aprovação do projeto, é necessário que a maioria simples dos senadores que marcarem presença na sessão remota vote “sim”.

Ultrapar (UGPA3) e distribuidoras

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A Ultrapar Participações confirmou que se encontra em negociação exclusiva com a Indorama Ventures PLC para eventual venda de sua subsidiária Oxiteno. No entanto, a companhia ressaltou que não há neste momento contrato ou qualquer
compromisso de compra e venda assinado entre as partes. Demais termos e condições da operação, incluindo o valor, ainda estão em processo de discussão.

“Em consistência com o que vem informando aos seus acionistas e ao mercado de capitais, a Ultrapar está em processo de revisão de seu portfólio de negócios, buscando maior complementariedade e sinergias, com investimentos centrados nas
oportunidades existentes na cadeia downstream de óleo e gás no Brasil, na qual possui forte escala operacional e conta com vantagens competitivas estruturais. A companhia manterá seus acionistas e o mercado informados sobre eventuais
desdobramentos relevantes”, destacou a empresa em fato relevante.

O Valor Econômico informou na véspera que o grupo Ultra tinha acordo de exclusividade para vender a Oxiteno para Indorama. A Indorama estaria disposta a desembolsar até US$ 1,2 bilhão pelos ativos da Oxiteno, que é avaliada em US$ 1 bilhão pelo mercado e tem fábricas no Brasil, América Latina e Estados Unidos, afirmaram ao jornal fontes a par do assunto.

Nesta manhã, o Estadão também informou, também citando fontes, que o Grupo havia fechado esse acordo de exclusividade para a venda de sua unidade química (veja mais aqui).

Ainda no radar do setor, o Bradesco BBI repercutiu dados sobre volumes de combustíveis no Brasil relativos à semana encerrada em 13 de junho, que indicaram redução no ritmo de crescimento dos volumes. Os volumes de combustível cresceram 9,2% na comparação anual, e 0,2% na comparação semanal. Os volumes de etanol subiram 2% na comparação anual; os de gasolina caíram 17%; os de diesel aumentaram 12%; e os da gasolina premium caíram 2%. O volume total desde o início do ano subiu 9,3%, frente ao crescimento de 9,4% na semana passada, na mesma comparação.

A Raízen, joint Venture entre Cosan (CSAN3) e Shell, tem tido desempenho superior, com alta de 16% na semana encerrada em 13 de junho, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os volumes da BR Distribuidora (BRDT3) subiram 8% na mesma comparação; os da Ipiranga, do grupo Ultrapar, 3%; e os de postos sem marcas, 10%.

Ser (SEER3)

A Ser Educacional anunciou que obteve financiamento de R$ 200 milhões com a International Finance Corporation (IFC), do Banco Mundial, para fortalecer a estratégia de crescimento e transformação digital. Segundo a Ser, os recursos serão usados para atualizar as plataformas de ensino à distância e desenvolver produtos para enfrentar a crise provocada pela pandemia de Covid-19.

TIM (TIMS3)

A operadora de telecomunicações TIM anunciou nesta terça-feira a emissão de R$ 1,6 bilhão  em debêntures vinculadas a metas de eficiência no consumo de energia elétrica e na ampliação da cobertura da tecnologia 4G no país.

Engie Brasil Energia (EGIE3

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A Engie Brasil Energia prorrogou em 120 dias prazo de direito de exclusividade concedido à Fram Capital em negociação para a venda do complexo termelétrico a carvão Jorge Lacerda, informou a companhia em fato relevante ao mercado nesta terça-feira. A prorrogação, segundo a Engie, visa a continuação do processo de due diligence para aquisição da totalidade da participação acionária na Diamante Geração de Energia, controlada da companhia que detém a totalidade dos ativos que compõem o complexo. Localizado em Capivari de Baixo (SC), o complexo tem capacidade instalada de 857 MW.

Ambipar (AMBP3)

A Ambipar comunicou a compra da Ecológica Nordeste e da Ecológica Gestão Ambiental; os valores envolvidos não foram divulgados.

Vale (VALE3)

Atenção para o movimento das commodities nesta sessão. Os contratos futuros do minério de ferro negociados na China recuaram nesta quarta-feira, diante de um aumento nos embarques de grandes países fornecedores, sendo acompanhados por um declínio nos preços do aço, à medida que operadores se mostram preocupados com potenciais políticas de controle por parte do governo chinês.

As cargas de minério de ferro provenientes de Austrália e Brasil atingiram 26,14 milhões de toneladas na semana passada, alta de 1,1 milhão de toneladas em relação à semana anterior, segundo dados da consultoria Mysteel.

O contrato mais ativo do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, recuou 1,5%, a 1.198 iuanes (187,26 dólares) por tonelada, no fechamento.

A demanda pela matéria-prima siderúrgica tem sido sustentada pela robusta produção nas usinas, em momento em que o setor obtém boas margens de lucro.

A produção de aço bruto da China atingiu um recorde de 99,45 milhões de toneladas no mês passado, de acordo com dados do Departamento Nacional de Estatísticas.

Ainda no radar da companhia, credores da Samarco entraram na terça com um pedido na Justiça para que seja negada autorização para a mineradora receber um financiamento adicional de R$ 1,2 bilhão de Vale e BHP, sócias da empresa em recuperação judicial, e ainda proíba que a mineradora realize qualquer pagamento à Fundação Renova. Em documento entregue à Justiça na quinta, a Samarco afirmou ser fundamental que tenha acesso ao financiamento no curso da recuperação judicial, a fim de preservar sua atividade empresarial.

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Em sua justificativa, eles argumentam que Vale e BHP deram empréstimos bilionários à mineradora nos últimos anos, “no intuito de que a Samarco fizesse frente sozinha aos aportes à Renova, como se apenas ela fosse responsável pelas obrigações socioambientais”. Ressaltaram ainda que o novo empréstimo junto às sócias, na modalidade DIP, prevê um juros de 9,5% ao ano, enquanto a Vale emite dívida a juros de 3,75% no exterior.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras recebeu oferta da norte-americana Excelerate Energy de arrendamento do Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito da Bahia e instalações associadas, segundo informações publicadas no site da companhia. Na proposta, única a ser recebida pela petroleira estatal, a norte-americana ofereceu o pagamento de cerca de R$ 3 milhões por mês, ou um total de R$ 92,142 milhões em 30 meses.

Ainda no radar da companhia, o conselho de administração autorizou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para a eleição de oito cargos no colegiado que haviam sido preenchidos pelo processo de voto múltiplo na reunião do último dia 12 de abril, informou a companhia na noite de terça-feira.

O movimento ocorre após a efetivação da renúncia do conselheiro Marcelo Gasparino da Silva, representante de minoritários, que anunciou ainda em abril que deixaria o posto para provocar nova eleição, alegando problemas nos procedimentos da assembleia que o elegeu.

Segundo fato relevante divulgado pela estatal, o conselho concedeu prazo de até 45 dias para a publicação do edital de convocação.

CPFL (CPFE3)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na terça aumento de 9,95% na tarifa da RGE Sul Distribuidora de Energia S.A., do grupo CPFL. O reajuste tarifário anual da empresa com sede em São Leopoldo (RS) valerá para cerca de 2,9 milhões de unidades consumidoras.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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