Deutsche Bank recomenda compra para ações do setor bancário

Banco alemão mantém visão positiva para os papéis do Itaú Unibanco, Banco do Brasil, BTG Pactual e Bradesco, nesta ordem
Caixa eletrônico
Caixa eletrônico

Publicidade

SÃO PAULO – O Deutsche Bank recomenda que os investidores não vendam as ações do setor bancário durante o atual rali, reforçando a recomendação de compra das ações do Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3), BTG Pactual (BBTG11) e Bradesco (BBDC4), pela ordem de preferência.

Em relatório elaborado nesta segunda-feira (20), a instituição prevê que os lucros das instituições aumentem no próximo ano em comparação aos resultados deste. Os analistas Mario Pierry, Marcelo Cintra e Tito Labarta escreveram em relatório que um pior cenário para os lucros dos bancos já foi embutido no preço dos papéis.

Os analistas acrescentam que ações do setor bancário devem se recuperar alinhadas ao revigoramento da economia doméstica, movimento iniciado neste semestre. “Os bancos, apesar de que deverão operar com menores taxas de juros, terão em contrapartida um aumento do foco em eficiência e redução de despesas de provisão.”

A equipe de análise ressaltou que o setor registrou um rali nos últimos dois meses, apresentando alta de 22% ante elevação de 14% do Ibovespa no mesmo período.

Segundo eles, a pressão compradora desses papéis teve como ímpeto os bons números relatados nos balanços do segundo trimestre.

Para o Santander (SANB11), contudo, a recomendação é de “manutenção”, por conta do resultado do intervalo de abril a junho, que relatou incremento de provisões acima do aguardado pelo trio do banco.

Continua depois da publicidade

Preços-alvos
De olho no cenário para o ano que vem, o Deutsche Bank aumentou os preços-alvo dos seguintes bancos: Banco do Brasil, de R$ 32 para R$ 35, Itaú Unibanco, de R$ 35 para R$ 44, Bradesco, de R$ 33 para R$ 40 e Santander Brasil, de R$ 17 para R$ 18. Isso representa, na ordem, um potencial teórico de apreciação de 48,24%, 26,95%, 15,00% e 9,16%, respectivamente. Para o BTG Pactual, os analistas não alteraram o preço-alvo de R$ 35, o que representa um pontecial de valorização de 11,11%.