Destinos alternativos: veja quanto custa estudar em locais pouco tradicionais

Alguns países e cidades já foram consagrados tradicionais em intercâmbio, mas existem outras alternativas boas para o bolso!

Flavia Furlan

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SÃO PAULO – Existem destinos que já podem ser considerados tradicionais pelos brasileiros, quando o assunto é estudar no exterior. Como o inglês é a segunda língua mais falada no mundo dos negócios do Brasil, os estudantes e profissionais costumam buscar países que falem o idioma.

“Para aprender o inglês, os destinos mais procurados são Estados Unidos, Inglaterra e Canadá, mas a partir de 2000 e 2001 passaram a ser também a Austrália e Nova Zelândia”, disse a gerente de comunicação da STB (Student Travel Bureau), Cláudia Martins. Dentre os destinos alternativos para aprender a língua, está a Irlanda.

O local é interessante porque, depois de 24 semanas, o visitante poderá ter visto para trabalho. “Além disso, eles são receptivos, falam bem o inglês e o país tem um acesso bom à Europa”. O pacote de julho custa a partir de US$ 2.623 na STB, com curso de quatro semanas, acomodação em casa de família (quarto individual), meia pensão e material escolar. Não inclui passagem aérea.

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Alternativas para aprender o inglês

Outro destino indicado é Malta. “É um país – arquipélago de ilhas – entre a Sicília e o norte da África. É um paraíso com várias fases históricas. A língua oficial é o inglês, porque o último colonizador foi a Inglaterra”. Neste caso, o pacote fica em US$ 2.196, com acomodação, curso de quatro semanas, meia pensão e material escolar, sem passagem aérea.

Outro local indicado para aprender o inglês, mas ainda pouco tradicional, é a África do Sul. Os pacotes da STB partem de US$ 1.909, para um curso de quatro semanas. Inclui acomodação, café-da-manhã e material escolar, sem passagem aérea.

Para quem pensa que buscar um destino alternativo é perder em qualidade está enganado. Em alguns casos, por ter menos brasileiros no país, o visitante acaba aprendendo mais. Além disso, se fechar o pacote em agência, pode ter certeza de que o curso tem um alto grau de qualidade, o que é exigido pelas empresas de intercâmbio.

Governo russo concede incentivo

O inglês ainda é a língua mais procurada, mas as pessoas buscam também um terceiro idioma. A Rússia, por exemplo, foge do que é traçado pelos brasileiros, por causa dos anos de isolamento, mas é uma boa pedida. Fazer faculdade no país pode ser uma boa escolha, tendo em vista que o governo concede incentivos.

De acordo com a Aliança Russa, a vantagem é que o país tem um grande know-how em áreas que o Brasil não domina e um preço acessível. O custo de um curso na Universidade da Amizade dos Povos (RUDN), em Moscou, chega a variar de US$ 3,5 mil a US$ 5 mil ao ano. O mestrado tem valor de US$ 4 mil/ano. A faculdade de idioma tem valor de US$ 3,5 mil.

Os preços incluem o material didático e infra-estrutura. O governo russo ainda concede US$ 90 ao mês para moradia e pagamento de despesas de consumo. No primeiro mês, o estudante paga US$ 230 de seguro médico, mas o governo arca com as próximas mensalidades. Para se manter lá, o brasileiro vai gastar cerca de R$ 600 mensais. Além disso, a partir de 2010, os diplomas serão válidos em toda a União Européia.

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Francês próximo e distante da França

Embora Paris seja o local mais requisitado para aprender o francês, Cláudia informa que um destino bastante interessante é Antibes, que fica na Riviera Francesa. Um curso de duas semanas, que pode incluir temas como vinhos, culinária, arte e estilo de vida, chega a 1.209 euros (julho a agosto), com residência estudantil e quarto individual, sem passagem aérea.

No Canadá, a parte do país de língua oficial francesa também não é tão explorada quanto a inglesa. É possível conhecê-la por US$ 2.150, pacote da Connection Line que inclui acomodação, refeição completa e transporte para atividades. A idade do participante deve ser de 12 a 17 anos e o curso, que inclui conhecer a arte do país, dura três semanas.

“É imprescindível que o estudante ocupe o tempo de ócio com atividades que servirão para completar a troca de experiências e a convivência diária com jovens de outras culturas”, disse a diretora da agência de intercâmbio, Vera Amaral. Ainda é possível fazer o curso de idioma mais atividades em geral (US$ 2.100) ou adicionado de esportes (US$ 2.400). É cobrada taxa administrativa de US$ 80.

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Alemanha e Espanha

“Na Espanha, há uma imensa diversidade entre as cidades do país e, apesar de ser um destino mais comum, existem cidades pouco exploradas”, afirma Cláudia. Para aprender espanhol e flamenco em Sevilha, durante duas semanas, o visitante paga a partir de 835 euros na STB (acomodação, meia pensão e material escolar).

Sobre a Alemanha, a gerente disse que quem procura é, inicialmente, uma pessoa com ascendência ou que trabalha em alguma empresa de origem alemã. O valor de viagem para Berlim é de US$ 2.852,44, com curso de quatro semanas, acomodação com café-da-manhã e material escolar.

Seu bolso

Em relação ao preço do intercâmbio, a gerente explica que é composto pelos custos da própria viagem. “O que faz ser mais barato ou caro não é ser muito ou pouco procurado, mas o valor da moeda local e também o custo de vida local”, disse.

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Exemplo: ir para os EUA não é tão barato, hoje há locais mais acessíveis, mas a demanda é maior lá. “Quando as pessoas vão viajar para fora, têm que levar em conta um sonho”, disse.