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SÃO PAULO – De janeiro de 1998 a maio de 2007, a tarifa de energia elétrica, que hoje custa em média R$ 308 por megawatt/hora, sem impostos, quase triplicou, marcando o terceiro maior encarecimento dos produtos essenciais. Apenas para se ter uma idéia, a inflação oficial acumulada do período, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 89%, cerca de cem pontos percentuais a menos do que o da conta de luz.
Os dados são da Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), que possui cadastradas 89% das companhias do setor. O maior aumento, de quase cinco vezes (371,3%), foi verificado no botijão de gás, cujo recipiente de 13 quilos é vendido atualmente por cerca de R$ 30. A gasolina, com preço médio por volta de R$ 2,50, teve valorização de 207,4% no período.
Encarecimentos
O menor encarecimento ficou com o bilhete de Metrô, com alta de 95%. A telefonia fixa pesou 118,4% a mais o bolso do consumidor. Veja:
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| Evolução de preços | |
| Item | Alta acumulada |
| Gás de botijão | 371,3% |
| Gasolina | 207,4% |
| Energia elétrica | 180,6% |
| Ônibus urbano | 173,1% |
| Taxa de água e esgoto | 147,9% |
| Ônibus intermunicipal | 141,2% |
| Plano de saúde | 118,6% |
| Telefone fixo | 118,4% |
| Metrô | 95% |
Fonte: Abradee
De 1998 a 2007
Componentes
Conforme a Abradee, o principal componente da tarifa de energia, os impostos, com 30% da composição do preço, foi o segundo que mais aumentou ao setor no período: 287,9%. Os encargos, que representam 8,5%, tiveram alta de 546,4%. Veja:
| Conta de energia | ||
| Item | Peso na tarifa | Alta acumulada* |
| Tributos | 30,1% | 287,9% |
| Geração e transmissão | 36% (sendo 29,5% para o primeiro e 6,5% para o segundo) | 218,9% |
| Distribuição | 25,4% | 135,6% |
| Encargos | 8,5% | 546,4% |
Fonte: Abradee
* De 1998 a 2007