Depois de anúncio de reajuste, Petrobras garante abastecimento de gás

De acordo com a diretora de Gás e Energia, o que não há é volume suficiente para atender a consumo excedente ao acordado

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Depois de reduzir o fornecimento a três distribuidoras do principal eixo comercial brasileiro – São Paulo e Rio de Janeiro – e de anunciar o reajuste de até 25% na tarifa do gás natural nos próximos dois anos, a Petrobras informou que não existe crise de falta do produto e que os abastecimentos contratados estão garantidos. As declarações foram feitas pela diretora de Gás e Energia da entidade, Graça Foster.

“O que não podemos é fornecer, eventualmente, acima do que está nos contratos”, afirmou. Conforme a Agência Brasil, existem condições de atender ao volume de gás contratado pelas distribuidoras e aos despachos previstos no termo de ajustamento de conduta assinado com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para a geração de energia elétrica, em caso da necessidade de despacho das usinas térmicas.

A polêmica

O assunto veio à tona depois da Petrobras reduzir em 17% o volume do produto fornecido a três grandes distribuidoras do Rio de Janeiro e São Paulo. O motivo alegado é que as termelétricas necessitavam de uma dose extra de gás para garantir sua produção.

A Justiça fluminense concedeu liminar às distribuidoras CEG e CEG-Rio, garantindo o abastecimento normal. Em São Paulo, a Comgás conseguiu adequar o fornecimento a seus clientes, modificando o combustível vendido a grandes consumidores.

Usos do combustível

O gás natural é um combustível utilizado tanto em residências quanto em indústrias e veículos. Metade do que o Brasil utiliza vem da Bolívia e a tendência é que seu consumo aumente na mesma proporção que o crescimento da atividade econômica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, se houver a necessidade de racionamento, os primeiros atendidos serão as termelétricas. Em segundo lugar, vêm as indústrias e, por último, postos de combustível.

Além disso, como forma de conter o uso do gás em autos, o governo desaconselhou motoristas a converterem seus veículos para a tecnologia.

Indústria do GNV

Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo, do primeiro trimestre de 2006 ao terceiro trimestre deste ano, aumentou de 1,117 milhão para 1,476 milhão a frota de autos movidos a GNV no País. O Rio de Janeiro é o estado com maior número de carros com a tecnologia, somando 42% na distribuição. São Paulo vem em segundo lugar, com 25%.

Até setembro último, o número de conversões havia sido de pouco mais de 151 mil, queda de quase 25% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando foram quase 200 mil unidades. E esse número deve baixar mais nos próximos meses. O serviço custa, em média, R$ 3 mil.

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