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As ações da Casas Bahia (BHIA3) tiveram forte desvalorização nesta quinta-feira (14), após a varejista reportar prejuízo bilionário apesar de apresentar melhorias operacionais no trimestre. Os papéis fecharam com recuo de 9,31%, cotados a R$ 1,85.
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O Goldman Sachs avalia que a varejista apresentou resultados operacionais melhores do que o esperado no trimestre, embora o prejuízo líquido tenha aumentado no período.
Segundo o banco, a receita líquida ficou 2% acima das projeções da instituição, impulsionada principalmente pelo forte desempenho do canal online, cujo GMV (volume bruto de mercadorias) avançou 15% na comparação anual.
Apesar da maior participação das vendas 1P (estoque próprio) no mix do canal digital, a margem bruta avançou cerca de 10 pontos-base em relação ao primeiro trimestre de 2025, refletindo esforços da companhia para priorizar categorias com maior retorno. A relação entre despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) e receita também apresentou leve melhora, beneficiada pela alavancagem operacional.
Com isso, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) veio ligeiramente acima das estimativas do Goldman Sachs e do consenso.
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Por outro lado, o Goldman Sachs destacou que o resultado líquido foi pressionado por despesas financeiras acima do esperado, mesmo considerando o ambiente de juros mais elevados. Além disso, a companhia teve impacto negativo relacionado ao imposto de renda, já que optou por não reconhecer ativos fiscais diferidos no trimestre diante do cenário macroeconômico desafiador.
O Goldman Sachs chamou atenção para a qualidade da carteira de crédito da varejista. A inadimplência acima de 90 dias subiu levemente, para 8,8%, mas os atrasos iniciais apresentaram deterioração mais relevante, com os chamados early-stage NPLs avançando cerca de 200 pontos-base em um ano, para 20,3%, indicador que o banco considera importante monitorar nos próximos trimestres.
O Goldman Sachs reitera recomendação de venda, com preço-alvo de R$ 3.
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Para XP Investimentos, a Casas Bahia apresentou resultados operacionais positivos no primeiro trimestre, com receitas e EBITDA acima das estimativas, embora o resultado final tenha permanecido pressionado por elevadas despesas financeiras, com algumas melhorias sequenciais, e pela ausência de reconhecimento de impostos diferidos.
As vendas diretas (1P) continuaram sendo o destaque após a parceria com a MELI, compensando o fraco desempenho em vendas diretas (B&M) e em vendas indiretas (3P), o que, juntamente com a melhoria do lucro bruto (MG), resultou em um EBITDA ajustado 5% acima do esperado.
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A XP manteve recomendação neutra, aguardando mais evidências de que a nova estrutura de capital se traduzirá em recuperação do resultado final, enquanto o cenário macroeconômico permanece pressionado.
O Morgan Stanley, por sua vez, afirmou que vê de forma positiva as iniciativas de reestruturação da dívida e as medidas operacionais adotadas pela companhia, mas avalia que ainda são necessários avanços adicionais para dar maior visibilidade ao caminho de geração de lucro líquido positivo.
O banco manteve recomendação de venda e preço-alvo de R$ 2,75.
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