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Decisão do Fed e Powell no radar; PEC dos precatórios, IBC-Br e mais assuntos que vão movimentar o mercado hoje

Investidores ainda ficam de olho no noticiário corporativo nacional, com desestatização da Eletrobras na pauta do TCU; dados da China também repercutem

Por  Equipe InfoMoney -

Os mercados mundiais operam mistos na manhã desta quarta-feira (15), à espera do Federal Open Market Committee (Fomc), às 16h (horário de Brasília), para definição da política monetária dos Estados Unidos.

O Fomc deve manter a taxa entre 0% e 0,25%, mas o comunicado que segue a decisão e a fala de Jerome Powell, chairman do Fed, devem mover as expectativas sobre taxas de juros.

A expectativa do mercado recai sobre uma eventual aceleração na retirada de estímulos pelo banco central americano. A projeção é que o Fed dobre o ritmo da redução de compra de ativos em US$ 30 bilhões.

Além do discurso do presidente da instituição, são aguardadas as projeções dos dirigentes para a trajetória dos juros de referência no país.

Ainda nos EUA, um projeto de lei para aumentar o teto da dívida americana em US$ 2,5 trilhões foi enviado ao presidente Joe Biden para sua assinatura, após ser aprovado pelos legisladores.

Por aqui, a Câmara dos Deputados aprovou ontem (14) o texto principal da nova PEC dos Precatórios, que inclui os trechos que estavam pendentes de consenso entre as duas Casas do Congresso e que não puderam ser promulgados na semana passada.

Na agenda econômica doméstica, o Banco Central divulga o IBC-Br de outubro (9h). Confira os destaques: 

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em leve alta nesta manhã de quarta-feira (15), com investidores se preparando para a decisão do Fed.

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O Federal Reserve está lutando contra os níveis mais altos de inflação em 39 anos e o Fed deve anunciar uma aceleração da redução do programa de compra de títulos, que foi implementado durante a pandemia para sustentar a economia.

Isso pavimenta o caminho para uma mudança drástica de política que abrirá caminho para um primeiro aumento das taxas de juros no próximo ano.

Destaque também para a divulgação das vendas no varejo de novembro, às 10h30, a Refinitiv projeta alta de 0,70%.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,06%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,04%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,02%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam mistos, com os mercados chineses caindo enquanto os investidores digeriam os principais dados econômicos chineses. 

A Produção Industrial da China subiu 3,8% em novembro, acima das estimativas da Refinitiv. Também saíram as vendas no varejo do mês passado, que avançaram 3,9%. A Refinitiv esperava aumento de 4,6% nas vendas. Os números sugerem uma desaceleração do crescimento em meio a uma desaceleração do mercado imobiliário e às interrupções impostas pela Covid.

Além disso, o governo americano está considerando a imposição de sanções mais duras à Semiconductor Manufacturing International, maior fabricante de chips da China.

Confira o desempenho: 

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  • Nikkei (Japão), +0,10% (fechado)
  • Shanghai SE (China), -0,38% (fechado)
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -0,91% (fechado)
  • Kospi (Coreia do Sul), +0,05% (fechado)

Europa

Os mercados europeus operam majoritariamente em alta, com os investidores se concentrando na decisão do Fed.

Na agenda econômica da região, o Índice de Preços ao Consumidor do Reino Unido subiu 5,1% nos 12 meses até novembro, ante 4,2% em outubro, a alta mais acentuada em uma década e mais do que o dobro da meta do Banco da Inglaterra.

Confira o desempenho: 

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,19%
  • Dax (Alemanha), +0,31%
  • CAC 40 (França), +0,72%
  • FTSE MIB (Itália), +0,67%

Commodities

Os preços do petróleo recuam nesta quarta-feira, após a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) afirmar que a demanda por petróleo deve ser menor do que o projetado anteriormente no próximo ano, atingida pela nova variante ômicron.

Confira o desempenho: 

  • Petróleo WTI, -0,85%, a US$ 70,13, o barril
  • Petróleo Brent, -0,45%, a US$ 73,37, o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 2,04%, a 649,00 iuanes, o equivalente a US$ 101,97

Bitcoin

  • Bitcoin, +2,49% a US$ 48.646,16 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda conta com IBC-Br e IGP-10

Além do Fomc, atenção para os dados do IBC-Br de outubro, considerado a prévia do PIB do Banco Central, com os economistas da Refinitiv projetando queda de 0,2% na comparação mensal.

Do lado da inflação, hoje será publicado ainda o IGP-10 de dezembro. 

Brasil

8h: IGP-10 de dezembro divulgado pela FGV, que caiu menos que o esperado. O IGP-10 caiu 0,14% em dezembro sobre novembro, ante projeção Refinitiv de queda de 0,5% na base mensal
9h: IBC-Br de outubro, com projeção Refinitiv de queda de 0,2% na base mensal

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EUA

10h30: Dados de vendas no varejo de novembro, com consenso Refinitiv de alta de 0,8%
10h30: Dados de preços de importados de novembro
12h30: Estoques de petróleo (AIE) Semanal, com expectativa de queda de 2,082 milhões de barris
16h: Decisão de política monetária do Fed
16h30: fala de Jerome Powell, chairman do Fed

Guedes articula teto para reajuste do funcionalismo público

Com a pressão do presidente Jair Bolsonaro para o reajuste do funcionalismo, a equipe econômica agora tenta minimizar danos. Contrário a um reajuste linear, que chegou a ser cogitado pelo presidente em mais de uma ocasião, a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, negociou e avançou ontem (14) em reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO) um limite máximo a ser destinado a aumentos salariais. 

Além disso, time de Guedes considera menos danosa a ideia de concentrar os aumentos em alguns grupos, como as forças de segurança.

Economia assegura recursos para Censo de 2022

O Ministério da Economia garantiu ao IBGE que não faltarão recursos para o Censo em 2022. A verba necessária, de R$ 2,3 bilhões, foi parcialmente cortada em relatório recente da Câmara, o que colocou em xeque a pesquisa pelo terceiro ano seguido. 

O Censo deveria ter sido realizado em 2020, mas deixou de ser feito por causa da pandemia. Nas discussões orçamentárias para 2021, os recursos foram cortados e o País ficou novamente sem os números. Agora, a promessa é que a pesquisa não deixará de ser feita.

3. Covid

O Parlamento britânico aprovou novas restrições para combater a disseminação de Covid gerada pela variante Ômicron. O episódio, no entanto, ilustra o pior momento do premier Boris Johnson desde sua eleição em 2019: cerca de 100 parlamentares de seu partido se posicionaram contra as medidas propostas. 

Foram três votações separadas: a obrigação do uso de máscaras na maioria dos ambientes fechados, o uso de passaportes sanitários em eventos de massa e a obrigatoridade da vacinação de profissionais de saúde na linha de frente do combate à pandemia. Todas foram aprovadas, mas a votação dos passaportes sanitários foi a que teve maior rejeição (269 a favor e 126 contra).

Nos EUA, a Casa Branca solicitou pílulas da Pfizer contra covid para 10 milhões de americanos. Ontem (14), a farmacêutica divulgou novo estudo confirmando o sucesso de seu antiviral. 

Conforme estudo, o medicamento reduziu o risco de internação e morte por covid-19 em 89%.

Enquanto isso, descobertas laboratoriais iniciais indicaram que a vacina Sinovac da China – uma das mais amplamente usadas no mundo – não fornece anticorpos suficientes para neutralizar a variante do vírus Ômicron. Cerca de 2,3 bilhões de doses da vacina foram administradas, principalmente na China.

Brasil

No Brasil, a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 151, queda de 34% em comparação com o patamar de 14 dias antes, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h. 

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 5.427, o que representa queda de 38% em relação ao patamar de 14 dias antes. 

Chegou a 139.989.809 de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 65,63% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 160.204.836 pessoas, o que representa 75,10% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 21.301.596 pessoas, ou 9,99% da população.

4. Câmara aprova texto-base da PEC dos Precatórios

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, ontem (14), em primeiro turno, por 327 votos a 147 e uma abstenção, o texto-base da PEC dos Precatórios no mesmo teor que veio do Senado Federal.

A proposta abre espaço fiscal superior a R$ 100 bilhões no Orçamento de 2022, a partir da limitação do pagamento de precatórios – que são dívidas da União reconhecidas pelo Poder Judiciário e sem possibilidade de recurso – e de uma mudança na metodologia de cálculo da regra do teto de gastos.

Os deputados agora analisam os destaques apresentados pelas bancadas ao texto – ou seja, sugestões de modificação à versão aprovada. Depois disso, a PEC ainda precisa ser votada em segundo turno antes de seguir para promulgação. Caso haja novas alterações em relação ao que foi aprovado pelos senadores, ela retorna para a outra casa legislativa.

Pela regra, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal precisam aprovar a mesma versão de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para que ela possa passar a valer. Por isso, apenas entraram em vigor as regras em comum aprovadas pelas duas casas legislativas.

TCU 

Ainda em Brasília, o senador Antonio Anastasia (PSD-MG) foi escolhido ontem (14) para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). Anastasia teve 52 votos e venceu os senadores Kátia Abreu (Progressistas-TO), que ficou com 19 e Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), com 7. É a primeira vez desde 2008 que a vaga é objeto de disputa.

O posto é normalmente definido por consenso, após acordo entre os parlamentares. A votação representa uma vitória para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que articulou para que o conterrâneo e colega de partido assumisse a cadeira no TCU. A indicação para a cadeira do TCU ainda precisa ser votada pela Câmara, mas a etapa é considerada mera formalidade.

5. Radar Corporativo

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A privatização da Eletrobras (ELET3;ELET6) voltou a entrar na pauta do Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo com documento divulgado na última sexta-feira (10) pelo Tribunal, a desestatização da estatal será analisada em sessão extraordinária hoje (15), às 10 horas.

A privatização seria analisada na última quarta-feira (8), mas o relator, Aroldo Cedraz, tirou o processo de pauta.

Localiza (RENT3

A Localiza (RENT3) aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor bruto de R$ 97,15 milhões, equivalente a R$ 0,129163564 por ação.

Farão jus aos proventos os acionistas constantes da posição acionária da companhia em 17 de dezembro. O pagamento ocorrerá no dia 11 de fevereiro de 2022.

Ainda no radar, o Tribunal do Cade deve chegar a uma decisão sobre a proposta de incorporação da Unidas (LCAM3) pela Localiza

WEG (WEGE3

A WEG (WEGE3) aprovou o pagamento de JCP no valor total de R$ 134,27 milhões, correspondente a R$ 0,032 por ação.

O pagamento será destinado aos titulares de ações em 17 de dezembro. O pagamento de JCP ocorrerá em 16 de março de 2022.

Vibra (VBBR3)

A Vibra aprovou o pagamento de JCP no valor de R$ 148,5 milhões ou R$ 0,13148245401 por ação, no dia 23 de dezembro de 2021.

(Com Estadão, Bloomberg e Agência Brasil)

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