Análise

De disparada de 7% à queda de 4% das ações: como foram os balanços que agitaram a bolsa nesta quarta-feira

Enquanto Cielo teve forte queda repercutindo resultado fraco, Multiplan e Magalu foram destaques com balanços positivos

Investidor acompanha ações
(Shutterstock)

Em uma sessão de fortes emoções para o Ibovespa – que passou a registrar ganhos na reta final após a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell – algumas ações se destacaram dentro e fora do índice por conta da temporada de balanços.

O grande destaque positivo ficou para as ações do Magazine Luiza (MGLU3), que mais uma vez surpreendeu o mercado com crescimento expressivo do segmento e-commerce. Multiplan (MULT3) foi a terceira maior alta do índice nesta sessão, também com os números bem avaliados pelos investidores. Já o resultado abaixo do esperado afetou os ativos da Cielo (CIEL3), que chegaram a cair 6,17% na mínima do dia, mas fecharam com baixa de 3,65%.

RD (RADL3), Santander Brasil (SANB11), Duratex (DTEX3) também reagiram, em menor grau, aos resultados divulgados entre a noite de ontem e a manhã desta quarta-feira. Confira os desempenhos das ações e as análises de resultados que agitaram o pregão:

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Cielo (CIEL3, R$ 7,65, -3,65%)

A Cielo teve lucro líquido de R$ 358,1 milhões entre julho e setembro, cifra 51,7% inferior à reportada no mesmo período do ano passado. Em IFRS, o lucro atingiu R$ 362,4 milhões, queda 54,3%.

O Ebitda atingiu R$ 724,3 milhões, representando uma queda anual de 37,2%. A receita operacional líquida caiu 5,5%, para R$ 2,8 bilhões.

Para o Itaú BBA, os resultados da Cielo foram fracos, apesar do crescimento de TPV (Total Payments Volume). Além do desempenho modesto das vendas, o analista Marco Calvi escreveu, em relatório, que os custos e despesas totais aumentaram 15% na comparação anual. Segundo ele, junto com o desempenho operacional mais fraco, as receitas de pré-pagamento também caíram, resultado à queda no lucro.

O Morgan Stanley destacou os volumes se saíram bem, com os cortes de preços da empresa e as maiores despesas com vendas diminuíram as perdas de participação de mercado. “Porém, o rendimento da receita contraiu muito neste trimestre, ressaltando a significativa compressão de preços que a empresa teve que aprovar para permanecer competitiva”, destacou em relatório.

A XP Investimentos destaca ainda que, apesar da empresa afirmar que os lucros no curto prazo não são prioridade, e sim ganho de participação de mercado, o lucro líquido veio 20% abaixo das estimativas do mercado.

“O cenário de competição está cada vez mais agressivo e acreditamos que essa seja a nova realidade do setor, com incumbentes e novos entrantes lançando campanhas hostis por participação de mercado. Na nossa visão, este nível de competição, combinado com a resposta da própria Cielo, são os grandes responsáveis pela perda de rentabilidade”, avalia a equipe de análise.

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Além disso, a visão é de que, mesmo se a Cielo continuar a aumentar sua participação de mercado, é improvável que os lucros voltem no curto ou médio prazo. Isso porque os principais alvos das campanhas, Stone e Pagseguro, seguem crescendo em participação de mercado e lucro.

“Sendo assim, reiteramos nossa cautela em relação ao papel e enxergamos risco de queda nas nossas estimativas”, afirma a XP.

Santander Brasil (SANB11, R$ 48,50, -1,66%)

O Santander Brasil obteve um lucro líquido no resultado gerencial de R$ 3,705 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 1,9% sobre o desempenho do segundo trimestre deste ano. Em nove meses, o lucro soma R$ 10,824 bilhões, crescimento de 20,4%.

Já o lucro líquido societário somou R$ 3,608 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 5,8% ante o segundo trimestre. Em nove meses, o lucro atinge R$ 10,433 bilhões – alta de 18,1%.

A carteira de crédito total alcançou R$ 331,601 bilhões ao final de setembro de 2019 com crescimento de 11,1%. “A tendência segue com os segmentos de pessoa física e financiamento ao consumo apresentando desempenho superior ao da carteira de crédito total”, destacou.

A margem financeira bruta alcançou R$ 34,315 bilhões nos nove meses de 2019, crescimento de 4,5% em doze meses e praticamente estável em três meses.

As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias totalizaram R$ 14,021 bilhões em nove meses, alta de 11,7 em doze meses. Em três meses, a receita subiu 1,1%, explicada em parte pelo aumento nas comissões de serviços de conta corrente.

Para o Morgan Stanley, os segmentos de pessoas físicas e de consumidores continuam a superar o crescimento total do empréstimo. Além disso, os spreads de empréstimos ficaram basicamente fixos não mostrando evidências de que as fintechs estejam pressionando spreads ou taxas, algo que os investidores vêm monitorando de perto. “Vemos mais pontos positivos do que negativos neste trimestre”, escreveram Jorge Kuri, Jorge Echevarria e Eugenia Sanchez.

Multiplan (MULT3, R$ 29,23, +3,73%)

A Multiplan registrou um lucro líquido de R$ 121,525 milhões no terceiro trimestre deste ano, desempenho 4,4% superior ao reportado no mesmo período do ano passado. A empresa informou que excluindo a conta de remuneração baseada em ações, o lucro líquido teria aumentado 12,0% chegando a R$ 132,2 milhões.

O Ebitda atingiu R$ 235,072 milhões no terceiro trimestre, alta 3,4%, com margem de 71,5% (- 3,2 p.p.). Segundo informou a empresa, o Ebitda avançou por conta do desempenho operacional dos ativos, sendo parcialmente compensado pelo impacto contábil na remuneração baseada em ações no trimestre. Sem esse efeito, teria subido 7,4%, a R$ 245,7 milhões.

A receita líquida no terceiro trimestre somou R$ 328,598 milhões (+8%). O Fluxo de Caixa Operacional (FFO) somou R$ 183,4 milhões, alta de 5,1%. As vendas mesmas lojas subiram 5,4%, enquanto o aluguel mesmas lojas subiu 10,8% – maior taxa de crescimento desde o terceiro trimestre de 2013. A taxa de ocupação foi de 97,6% no terceiro trimestre, semelhante frente o segundo trimestre, mas pouco inferior há um ano, quando estava em 97,7%.

A Levante Ideias de Investimento avalia que os destaques positivos foram o desempenho das vendas no conceito Mesmas Lojas (Same Store Sales, SSS), que apresentou aumento de 5,4% no trimestre e aluguel nas mesmas lojas (Same Store Rent, SSR) que apresentou aumento de 10,8%, o maior crescimento dos últimos cinco anos. A empresa continua com taxa média de ocupação dos seus shopping centers em elevados 97,6% e continua diminuindo o custo de ocupação dos lojistas.

Segundo a XP, os números reforçam a dominância e a alta qualidade do portfólio da companhia, mantendo uma performance satisfatória mesmo sem grande tração por parte dos indicadores macroeconômicos até o momento. “Apesar disso, acreditamos que os níveis atuais de múltiplos já reflitam esses fatores, e dessa forma mantemos nossa recomendação Neutra para os papéis”, apontam.

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 44,02, +6,97%)

A rede varejista Magazine Luiza registrou lucro líquido ajustado de R$ 136,3 milhões no terceiro trimestre, superando a melhor das projeções compiladas pela Bloomberg, que era de R$ 127 milhões. O resultado representa uma alta de 12,7% sobre o mesmo período de 2018. O valor ajustado considera a diluição das despesas financeiras e pagamento de juros sobre capital próprio.

Entre os destaques do resultado, o Magalu apontou para o forte crescimento das vendas do e-commerce, que subiram 96% no terceiro trimestre, comparado ao crescimento do mercado de 24,7% e representaram 48,3% das vendas totais. No e-commerce tradicional, as vendas evoluíram 66,3%, enquanto o marketplace contribuiu com vendas adicionais de R$ 853,7 milhões, crescendo 300% e representando 26% do e-commerce total.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado fechou o período entre julho e setembro em R$ 300,7 milhões, um avanço de 7,0% sobre o mesmo período de 2018, quando ficou em R$ 121,0 milhões. Segundo a empresa, ajudou na melhor do resultado o elevado crescimento das vendas e o resultado positivo do e-commerce.

A receita líquida, por sua vez, teve alta de 32,5% em um ano, atingindo R$ 4,864 bilhões no terceiro trimestre deste ano. Enquanto isso, as vendas totais do Magalu, incluindo o marketplace, avançou 46,9% no mesmo período, para R$ 6,817 bilhões.

Leia também: Ações do Magazine Luiza saltam 7% após balanço indicar crescimento exponencial da empresa

O Bradesco BBI destacou, em relatório de Richard Cathcart, o resultado do GMV on-line do terceiro trimestre, 4% acima das expectativas da instituição, com a Netshoes contribuindo fortemente. O analista ressalta a alta de 54% do GMV, mas também a expansão de 44% de clientes ativos e dos usuários ativos mensais do aplicativo Magalu, mais do que dobrando para 14 milhões.

“O Ebitda permanece sob pressão no curto prazo, mas os investimentos no curto prazo provavelmente pagarão dividendos no futuro, à medida que o uso da plataforma se expandir”, escreveu, reforçando a recomendação de “Outperform”, mas com um novo preço-alvo para 2020 de R$ 45, ante R$ 43 de antes.

Para o Credit Suisse, a Magalu entregou mais um trimestre acima das expectativas do mercado. “O crescimento está vindo e tudo indica que esse movimento deve continuar bastante forte no futuro próximo”, destacou a instituição, acrescentando que o quarto trimestre marcará o primeiro período em que as vendas online devem passar o GMV das lojas físicas.

“A empresa está avançando rapidamente no aumento de categorias e sellers no market place da Magalu. Outras fontes de crescimento devem vir do Magalu as a Service, maior penetração de lojas físicas e uma solução de pagamentos ainda mais robusta”, escreveram os analistas do Credit Suisse.

Ecorodovias (ECOR3, R$ 13,92, +0,43%)

A Ecorodovias teve lucro líquido de R$ 58,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, um desempenho 36,5% inferior ao reportado no mesmo período do ano passado. Esse resultado exclui provisões dos acordos de leniência e com os ex-executivos colaboradores.

O Ebitda pro-forma somou R$ 515,4 milhões, registrando alta de 15,6%, com margem de 66,3% (-3,7 p.p.). O número exclui também receita e custo de construção e provisão para manutenção nos períodos de 2018 e 2019.

A receita liquida subiu 22%, para R$ 777,2 milhões. O resultado das concessões rodoviárias aumentou 23,1%, enquanto a receita de construção avançou 45,6%.

A contabilização dos referidos acordos foi registrada no terceiro trimestre no montante de R$ 466,8 milhões, sendo R$ 400,0 milhões referente ao acordo de leniência e R$ 66,8 milhões de colaboração de ex-executivos.

De acordo com o Bradesco BBI, o resultado foi em linha com as estimativas, tendo como destaques: i) despesas não recorrentes de R$ 467 milhões devido ao acordo de leniência, 2) tráfego com queda de 0,5% na comparação anual devido à ECO101 (excluindo ECO135 e ECO050); e 3) alavancagem em 3,3 vezes a relação entre dívida líquida e o Ebitda que, combinada com investimento esperado de R$ 1,8 bilhão reduzem a capacidade da companhia de expandir seu portfólio em rodovias.

Duratex (DTEX3, R$ 13,20, +0,76%)

A Duratex teve lucro de R$ 27,715 milhões no terceiro trimestre, um desempenho 92,6% inferior ao reportado no mesmo intervalo do ano passado. O lucro recorrente somou R$ 30,472 milhões, representando uma queda de 50,5%.

O Ebitda ajustado e recorrente atingiu R$ 237,913 milhões, uma alta de 13,5%. Já a margem Ebitda atingiu 18,18%, ante 16,41% de um ano antes. A receita líquida consolidada recuou 13,5%, para R$ 1,308 bilhão.

De acordo com o Bradesco BBI, o balanço foi em linha com as estimativas, com quatro destaques: 1) Ebitda de painéis de madeira estáveis, mas com alta em 230 pontos-base na margem Ebitda, para 19%, 2) melhora em Deca com Ebitda, com alta de 16% na base de comparação anual e margens pra cima em 17%, 3) geração de caixa de R$ 150 milhões, no maior nível desde 2013 e 4) alavancagem acima de 2,5 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda devido a incorporação da Cecrisa. Os analistas mantêm recomendação outperform para os ativos, vendo o papel com um valuation atrativo.

Já o Morgan Stanley apontou que os números ficaram um pouco abaixo das projeções do banco, mas em linha com o consenso de mercado, enquanto os números da Deca foram fortes mais uma vez.

RD (RADL3, R$ 109,30, -0,09%)

A Raia Drogasil reportou um lucro líquido ajustado de R$ 135,587 milhões no terceiro trimestre, alta de 12,5% em relação ao resultado do mesmo período do ano passado. O lucro sem ajustes somou R$ 129,687 milhões, aumento de 9,7%.

O Ebitda atingiu R$ 519,5 milhões, crescimento de 21,0% e margem de 10,9%, estável na comparação anual. A receita bruta somou R$ 4,771 bilhões, incremento de 21,0%.

O crescimento de vendas nas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) acelerou para 11,9%, enquanto o crescimento das lojas maduras atingiu 7,7%, um crescimento real de 4,8% e uma melhora significativa em relação aos trimestres anteriores

Para o Brasil Plural, os resultados mostram que a companhia já atingiu um ponto de virada, com a estratégia assertiva dos últimos trimestre dando frutos e proporcionando ganhos de alavancagem operacional em um ritmo mais rápido.

Embora a margem bruta tenha apresentado uma queda, a RD conseguiu compensar essa pressão com ganhos de alavancagem operacional, apresentando um crescimento geral do SSS de 11,9%, com maturidade da loja vendas crescendo 7,7%, destacou o Brasil Plural

“Considerando sua margem Ebitda estável nos últimos trimestres, a conclusão de novos CDs, os maiores ganhos de sinergia com a Onofre e sua integração digital e investimentos contínuos em TI, acreditamos que a RD possui uma forte vantagem sobre seus concorrentes, abrindo caminho para liderar confortavelmente os transformação do setor de varejo farmacêutico”, escrevemra Felipe Reboredo e Eduardo Nishio.

O Bradesco BBI ainda apontou que a companhia apresentou resultados melhores do que o esperado em termos de receita bruta e Ebitda, impulsionados principalmente devido ao crescimento forte em suas lojas maduras. “Para continuar a ganhar participação de mercado (de 13,3% atualmente), a companhia tem mantido uma estratégia agressiva com medicamentos genéricos, o que pressiona sua margem bruta, mas compensada pela diluição de despesas”, avalia a equipe de analistas.

Contudo, apesar de enxergar potencial de revisão para cima nas estimativas para a companhia, o Bradesco BBI mantém recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para os ativos, destacando que é a empresa mais cara dentro da cobertura do banco para o setor de saúde.

Gerdau (GGBR4, R$ 13,38, +2,06%)

A Gerdau apresentou um lucro líquido consolidado de R$ 289 milhões no terceiro trimestre, representando uma queda de 63,5% em relação ao resultado reportado no mesmo intervalo do ano passado. Em termos ajustados, o lucro teria recuado 59,1%, para R$ 408 milhões.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,457 bilhão, queda de 27,6%, com margem de 14,7% (-1p.p.). “O lucro líquido ajustado teve queda, em linha com o comportamento do EBITDA no período, também suavizada por efeitos de itens não recorrentes no período”, afirmou a empresa.

O Ebitda registrou queda semelhante ao lucro bruto e à margem bruta (que recuou a 9,9% ante 14,5% de um ano antes), “mitigada ao expurgar os efeitos não recorrentes da reforma do Alto-forno 1 da usina de Ouro BrancoMG, líquido de reversão/provisões tributárias no período”.

A receita líquida recuou 22,6%, para R$ 9,931 bilhões. Já a produção de aço recuou 31,1%, em razão, principalmente, do menor volume de produção na América do Norte, devido aos desinvestimentos de grande parte das operações de vergalhão nos Estados Unidos.

Para o Itaú BBA, os resultados da Gerdau vieram em linha, com destaque ao fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês), positivo em R$ 1,9 bilhão, apoiado pela liberação de R$ 1,1 bilhão em capital de giro. Em termos de Ebitda, o resultado veio em linha, impacto por despesas extraordinárias de R$ 238 milhões relacionadas à manutenção. O analista Daniel Sasson ressaltou ainda a melhora no Brasil do volume por conta do segmento de ações longos, mas que foram registradas margens ligeiramente mais baixas nos EUA.

Já a XP Investimentos aponta que os números foram piores do que o esperado, sendo os principais detratores os resultados mais fracos tanto nas operações do Brasil quanto dos EUA, enquanto o segmento de aços especiais reportou números em linha com as expectativas.

 

Smiles (SMLS3, R$ 37,48, +2,40%)

A Smiles apresentou lucro líquido de R$ 149,5 milhões no terceiro trimestre deste ano, significando queda de de 29,5%. Desconsiderando efeitos extraordinários registrados há um ano, o lucro teria recuado 2,5%.

O Ebitda somou R$ 205,8 milhões, queda de 11%, com uma margem de 73,7% (queda de 14,1 pontos porcentuais). A receita líquida somou R$ 279,3 milhões (+6,1%) e o faturamento bruto total R$ 633,7 milhões (+7,7%).

O Bradesco BBI aponta que as despesas gerais e administrativas caíram 25%, pois a companhia não desembolsou novas despesas para um orientador legal referente a de listagem de GOL, o que explica superação das expectativas para o Ebitda.

A companhia também apresentou sua margem de redenção caindo para 38.4% (versus 42,5% e 41,6% nas bases anual e trimestral, respectivamente), abaixo do alvo de 40%, Porém, aponta a equipe de análise do banco,  apesar do ambiente competitivo mais forte, a empresa conseguiu entregar crescimento de receita devido a um modelo de preços dinâmicos.

 

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