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Transformar as informações do Morning Call em decisões de day trade será o foco da sala “Como usar o Morning Call para suas operações de day trade”, na Casa Clear, no dia 29/10.
A proposta conectará o cenário econômico à leitura dos preços, aos estudos de volatilidade e às decisões de entrada e saída.
Rafael Perretti e Leo Molini estarão juntos, operando o mercado ao vivo e explicando como utilizam essa preparação.
Além disso, os participantes poderão acompanhar como os dois avaliam as oportunidades do pregão e ajustam a leitura conforme os movimentos do mercado.
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Antes da abertura
Para Perretti, filtrar o Morning Call começa pela agenda econômica. Mais do que reunir notícias, a preparação deve identificar momentos em que o comportamento dos preços pode mudar rapidamente.
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“Primeiro o calendário econômico, para entender quais horários podem ter um aumento repentino na volatilidade, para a gente já estar preparado para isso”, explica.
Além dos horários, o analista destaca a conjuntura como referência para avaliar oportunidades e a possibilidade de prolongar uma posição favorável. Essa leitura considera fatores domésticos e externos que podem influenciar o pregão.
“Tanto no cenário Brasil quanto no cenário internacional”, ressalta Perretti.
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Nesse processo, o acompanhamento também inclui as principais ações e o ETF EWZ no exterior. Segundo Perretti, observar essas referências ajuda a compreender a percepção dos investidores estrangeiros sobre o mercado brasileiro.
“A nossa bolsa é altamente dependente do capital estrangeiro”, afirma.
Essa atenção ao ambiente econômico também se explica pelo comportamento de quem movimenta grandes volumes.
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Para Perretti, bancos, fundos e grandes investidores consideram a conjuntura em suas alocações, tornando essa leitura relevante também para o trader.
“O capital que move o mercado está olhando para o cenário macroeconômico e para a conjuntura econômica”, destaca.
Já Molini descreve uma abordagem que traduz fundamentos macroeconômicos para as operações de day trade. Em seu método, essa avaliação se combina ao estudo das relações entre ativos, oferecendo contexto para a análise técnica utilizada no pregão.
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“Nada sobe ou cai sozinho. Está tudo correlacionado, principalmente hoje em dia, que está cheio de algoritmo”, observa.
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Cenário não é certeza
Embora a preparação organize a leitura do dia, Perretti enfatiza que ela não elimina a possibilidade de erro. Assim, o cenário apresentado no Morning Call precisa permanecer subordinado ao comportamento efetivo dos preços quando as negociações começam.
“Todo mundo deve saber que o mercado é soberano, não existe algo 100% certo”, destaca.
Por isso, a utilidade da análise econômica também está em reconhecer quando existe espaço para sustentar uma operação favorável. O objetivo é aproveitar melhor o movimento quando a leitura encontra respaldo no mercado.
“Quando você estiver correto, irá conseguir alongar suas operações e buscar muito mais pontos”, argumenta.
Em contrapartida, quando o mercado contraria a posição, a prioridade passa a ser limitar a perda. Para o analista, compreender o cenário não pode servir de justificativa para adiar a saída de uma operação equivocada.
“Quando você estiver errado, você tem stop curto”, salienta Perretti.
Dessa forma, o Morning Call funciona como ponto de partida para uma leitura que precisa ser reavaliada com o mercado aberto. Isso exige reconhecer quando o comportamento dos preços deixa de sustentar a expectativa construída antes do pregão.
“Não criar viés, mas saber se posicionar quando você acertar para alongar o trade”, defende Perretti.
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Preço, volume e direção
Na metodologia de Molini, a leitura macroeconômica orienta a busca por uma direção para o pregão. A análise técnica entra nesse contexto, enquanto os estudos de volatilidade ajudam a delimitar objetivos para o preço.
“Então, nossa direção tem alvos específicos baseados em estudos de volatilidade”, explica.
Além disso, o mercado de opções ocupa papel relevante em sua interpretação dos contratos futuros. Molini relaciona essa leitura às operações institucionais e aos ajustes de proteção dos participantes, incorporando essas referências aos cálculos utilizados no dia.
“Entendo que o mercado de opções dita a volatilidade dos contratos futuros”, comenta.
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Para avaliar o comportamento dos preços, Molini combina IFR e médias móveis com ferramentas de volume. A abordagem tem como base a leitura conjunta desses elementos para interpretar os movimentos do mercado.
“A gente é da escola do Wyckoff, que faz uma análise de preço e volume”, esclarece.
Além dos indicadores tradicionais, ele utiliza métricas disponíveis nas plataformas atuais para analisar a relação entre a movimentação dos preços e os negócios realizados.
“A gente vai olhando para ferramentas quantitativas dentro da análise técnica, utilizando as ferramentas mais modernas de preço-volume”, acrescenta.
Entre esses recursos, estão o volume por preço, conhecido como Volume Profile, e o delta de volume, ou saldo de agressões. Entretanto, Molini diferencia o entendimento da direção do pregão da análise necessária para escolher a entrada.
“Mas entender a direção do dia para nós é o mais importante”, enfatiza.
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Da preparação à prática
Na Casa Clear, no dia 29/10, Perretti e Molini mostrarão como conectam a preparação às operações ao vivo. A demonstração começará pelas referências que orientam a leitura do pregão.
“A gente vai passar todo o panorama, toda análise de correlações”, adianta Molini.
Entre os exemplos, Molini destaca ativos brasileiros negociados em Nova York, cujas cotações no pré-mercado oferecem referências antes da abertura no Brasil.
Segundo ele, esse acompanhamento ajuda a identificar oportunidades que pretende demonstrar na sala. “Eles dão para nós muitas operações de arbitragem logo no início da manhã”, explica.
Além dessas referências, Molini mostrará as regiões de interesse e os sinais que aguarda antes de operar. A proposta é conectar o planejamento à leitura do mercado aberto, explicando como avalia as confirmações para uma entrada.
“Lá na sala eu vou mostrar as regiões e depois a gente vai aguardar as confirmações para apresentar para todo mundo”, detalha Molini.
Já Perretti destaca o desenvolvimento de uma leitura própria como benefício de acompanhar essa preparação na prática. A experiência permitirá observar como o cenário econômico se relaciona às decisões operacionais apresentadas na sala.
“Ter seu próprio senso crítico para entender um pouco mais sobre cenário econômico, sobre macroeconomia”, comenta Perretti.
Assim, acompanhar os dois na Casa Clear permitirá observar como a preparação orienta as decisões operacionais. Perretti resume essa lógica.
“Boa parte do segredo do mercado se dá nessa questão, em ‘stopar’ curto quando você está errado e conseguir alongar suas operações quando você está num movimento favorável”, ressalta.
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