Conteúdo editorial apoiado por

Além das linhas: Robert Machado mostrará como usar Fibonacci na Casa Clear

Robert Machado estará na Casa Clear em 27/10 para explicar, na prática, por que tocar um nível de Fibonacci não basta para justificar uma operação

•

Publicidade

Usar Fibonacci no day trade exige mais do que esperar o preço tocar uma linha do gráfico. Essa será a discussão da Casa Clear no dia 27/10, na sala com o tema “Fibonacci, para que, por que e quando utilizar”, com operações ao vivo.

Robert Machado estará à frente da sala e mostrará como combina as marcações da ferramenta com a reação do preço antes de decidir uma operação.

Assim, os traders presentes poderão acompanhar, com o mercado aberto, como ele identifica regiões de interesse e adapta sua leitura aos movimentos do pregão.

Cadastre-se e viva de perto a experiência da Casa Clear 2026 em meio à volatilidade eleitoral

Fibonacci não determina a entrada

Para Machado, o ponto de partida será compreender o que a ferramenta acrescenta à análise técnica.

Seu uso ajuda a localizar áreas que merecem atenção, mas a decisão depende do comportamento do mercado. “Fibonacci não dá uma entrada por si só”, diz.

Continua depois da publicidade

Nesse sentido, as marcações servirão como referências para detectar a atuação de compradores e vendedores, sem antecipar uma resposta definitiva sobre a direção do movimento.

“Fibonacci ajuda o trader a identificar regiões do gráfico onde o preço pode encontrar maior interesse comprador ou vendedor”, explica.

Na análise das retrações, o analista destaca dois percentuais que utiliza como referências para examinar os recuos do preço. Ainda assim, essas marcações precisam ser interpretadas dentro da leitura do movimento.

Continua depois da publicidade

“Na prática, os níveis de 38,2% e 61,8% são referências importantes para analisar possíveis regiões de retração”, explica.

Além das retrações, a ferramenta também entra na avaliação de até onde um movimento poderá avançar. Machado apresenta esse uso como uma projeção de objetivos possíveis, sem tratar o patamar como destino garantido.

“Já nas projeções, o 161,8% é um dos níveis mais utilizados para estabelecer possíveis objetivos de preço”, acrescenta.

Continua depois da publicidade

Leia também: Casa Clear reúne traders para operar ao vivo em meio à volatilidade das eleições

O preço precisa confirmar

Entretanto, identificar um percentual no gráfico não resolve a análise. Em um pregão mais volátil, Machado chama atenção para a interpretação automática das marcações, que pode levar o operador a atribuir importância a um simples toque.

“O principal erro é acreditar que o preço tocar em um nível de Fibonacci significa, automaticamente, que existe um suporte ou uma resistência”, alerta.

Continua depois da publicidade

Por isso, a avaliação passa pelo que acontece quando o mercado alcança a área observada. A reação dos participantes será decisiva para entender se a referência encontra respaldo no movimento.

“Em um mercado volátil, precisamos observar a reação do preço naquela região”, destaca.

Para fazer essa distinção, o analista procura evidências de que a correção esteja perdendo força, além de alterações na atuação dos participantes. O objetivo é avaliar a resposta efetiva à marcação.

“Procuro sinais de exaustão do movimento corretivo e mudanças no comportamento dos participantes para avaliar se aquela região realmente está sendo respeitada”, detalha.

Dessa forma, a ferramenta permanece como parte da análise, enquanto o comportamento do mercado orienta a interpretação da região. Essa combinação ajuda a evitar que uma coincidência seja tomada como justificativa suficiente para operar.

“Fibonacci aponta a região; o preço mostra se aquela região realmente importa”, resume.

Leia também: Operar ou ficar de fora? Pam e Kyn abordarão a volatilidade pós-eleição na Casa Clear

A decisão ao vivo

Na Casa Clear, no dia 27/10, essa distinção entre marcar uma região e decidir uma operação será apresentada com o mercado aberto. O foco estará no raciocínio que antecede a execução.

“O principal aprendizado será acompanhar como uma decisão operacional é construída em tempo real, e não apenas observar o resultado de uma operação”, afirma.

Para isso, Machado conectará o traçado da ferramenta à observação do pregão, permitindo acompanhar as etapas da análise.

“Vou mostrar como identifico uma região de interesse, como utilizo Fibonacci para projetar possíveis retrações e expansões e, principalmente, como observo a reação do preço antes de tomar uma decisão”, adianta.

Além disso, a demonstração permitirá observar como novos movimentos alteram a interpretação do gráfico. Essa será uma das diferenças em relação ao estudo de exemplos já concluídos.

“A grande diferença está justamente no mercado aberto: o aluno não vai estudar um gráfico parado; ele vai acompanhar o mercado acontecendo e entender como a leitura é adaptada a cada novo movimento”, ressalta.

Ao mesmo tempo, a participação presencial abrirá espaço para perguntas sobre a leitura apresentada e para a troca entre operadores. A proposta será aproximar os conceitos das dúvidas que surgem enquanto o mercado se movimenta.

“Os participantes poderão tirar dúvidas durante o pregão e trocar experiências com outros traders que estarão vivendo a mesma experiência presencialmente”, diz.

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. 

Autor avatar
Bruno Nadai
Mercados | Economia | Onde Investir