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CVC (CVCB3) dispara e C&A (CEAB3) cai: o que explica os movimentos

Indicador da análise técnica, IFR aponta euforia em um papel e sinaliza possível oportunidade de entrada em outro

Rodrigo Paz

Ativos mencionados na matéria

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A CVC (CVCB3) volta a figurar entre as ações mais “esticadas” do Ibovespa à luz do Índice de Força Relativa (IFR). A leitura mais recente posiciona o indicador em 79,48 pontos, nível clássico de sobrecompra, indicando que, após uma sequência robusta de altas, o papel pode se aproximar de um ajuste técnico. No acumulado de 2025, a companhia registrou alta de 56,52, enquanto, nos últimos 12 meses, sobe 57,50%.

Já a C&A (CEAB3) aparece no extremo oposto, entre os ativos mais “descontados” do índice, com IFR em 30,61 pontos, patamar característico de sobrevenda. Esse cenário pode apontar uma possível assimetria para investidores, embora seja fundamental acompanhar atentamente a dinâmica do papel e os catalisadores capazes de sustentar uma reação mais consistente. Em 2025, a ação acumulou ganho de 70,72%, ao passo que, no horizonte de 12 meses, a valorização chega a 45,43.

IFR: ações da bolsa

O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, avalia a força dos movimentos de preço em uma escala de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam indicar sobrecompra, enquanto valores abaixo de 30 sugerem survenda.

Em termos práticos, isso indica que a CVC pode estar passando por um momento de forte otimismo, ao passo que C&A enfrenta maior pressão vendedora — condição que, por vezes, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.

Também aparecem na lista das ações em região de sobrecompra: Usiminas (USIM5), Embraer (EMBJ3), Vale (VALE3) e Prio (PRIO3).

Do lado oposto, entre os papéis mais pressionados no momento, estão Minerva (BEEF3), Cosan (CSAN3), Assaí (ASAI3) e Taesa (TAEE11), negociando em áreas técnicas consideradas mais frágeis.

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Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica CVC (CVCB3)

A CVC (CVCB3) mantém forte recuperação de curto prazo após encontrar suporte na região de R$ 1,64. Pelo gráfico diário, o ativo negocia acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, confirmando a manutenção do viés altista. Na última sessão, registrou alta expressiva de 7,23%, com fechamento aos R$ 2,52, renovando máximas recentes.

Apesar do cenário positivo, o movimento já está esticado, com afastamento das médias, e o IFR (14) em 79,48 indica sobrecompra, o que pode abrir espaço para correções ou consolidação no curto prazo, embora ainda sem sinais técnicos de reversão.

Para dar continuidade ao fluxo comprador, o ativo precisa superar R$ 2,52, com atenção especial à resistência em R$ 2,68. Já uma correção mais consistente pode ganhar força com a perda de R$ 2,24, especialmente se romper a região de R$ 2,13, onde passa a média de 200 períodos.

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Resistências: R$ 2,52; R$ 2,68; R$ 2,92; R$ 3,20; R$ 3,35; R$ 3,59.
Suportes: R$ 2,24; R$ 2,13; R$ 2,09; R$ 1,91; R$ 1,85; R$ 1,72; R$ 1,64.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica C&A (CEAB3)

A C&A (CEAB3) segue em tendência de baixa no curto prazo desde a máxima em R$ 20,58. Pelo gráfico diário, o ativo negocia abaixo das médias móveis, reforçando a dominância vendedora. Na última sessão, houve leve alta de 1,03%, com fechamento aos R$ 10,79, movimento que, por enquanto, tem caráter mais técnico do que de reversão.

O papel está bastante afastado das médias, e o IFR (14) em 30,61 indica proximidade de sobrevenda, o que pode favorecer repique ou consolidação no curto prazo. Ainda assim, não há sinal técnico claro de reversão, mantendo o viés negativo enquanto permanecer abaixo das resistências.

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Para retomar fluxo altista, será necessário superar R$ 11,00 e, principalmente, a região de R$ 11,99. Já a continuidade da baixa ganha força com a perda de R$ 10,10, abrindo espaço para R$ 9,18 e níveis inferiores.

Resistências: R$ 11,00; R$ 11,99; R$ 12,95; R$ 14,22; R$ 15,33 (MM200); R$ 16,82.
Suportes: R$ 10,10; R$ 9,18; R$ 8,62; R$ 8,06; R$ 7,05; R$ 6,44.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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