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SÃO PAULO – O custo elevado foi o motivo mais apontado para a falta de computadores nos domicílios brasileiros. O item, que recebeu 75% das menções, registrou mais que o dobro do segundo colocado, a falta de interesse, com 34% das citações.
Os dados fazem parte da quarta edição da pesquisa TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) Domicílios, realizada pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) e divulgada na quinta-feira (26).
De acordo com o estudo, somente 25% dos lares brasileiros possuem computador, sendo que, ao analisar separadamente campo e cidade, os índices ficam em 8% e 28%, respectivamente.
Outros motivos relacionados, pelos 21.520 entrevistados ouvidos pelo NIC.br, para os brasileiros não terem um computador em casa foram falta de habilidade para utilizar a máquina (29%), ter acesso ao aparelho em outro lugar (11%) e acreditar que o custo-benefício não vale a pena (9%).
Internet
A pesquisa apurou ainda que o número de domicílios urbanos com notebooks, entre 2007 e 2008, cresceu de 1% para 3%. Na opinião do analista de Informações da Cetic.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação), Juliano Cappi, os números apontam para uma tendência das pessoas de considerarem o requisito da mobilidade como um fator relevante ao adquirir o primeiro computador.
No que diz respeito ao uso da internet, o levantamento verificou que 38% dos entrevistados da zona urbana afirmaram ter usado a rede nos três meses anteriores ao estudo, sendo que, entre os jovens de 16 a 24 anos, o percentual é de 67%.
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As regiões Norte e Nordeste apresentaram os menores índices de uso, ambas com 30%. Como nas edições anteriores, as lan houses continuam sendo o principal local de acesso à internet pelos brasileiros, com 48% das menções. Em segundo lugar, ficaram as residências (42%) e, em seguida, a casa de outras pessoas e o trabalho, com 22% e 21%, nesta ordem.
Dentre os motivos pelos quais as pessoas nunca utilizaram a internet, a falta de habilidade com o computador e com a própria rede foi apontada por 61% dos participantes, seguida pela falta de interesse ou de necessidade, citada por 44%.