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SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo apresentou variação de 0,60% em novembro, índice 0,07 ponto percentual maior do que o verificado em outubro (0,53%).
Os dados, divulgados nesta quinta-feira (3), fazem parte de levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
No acumulado dos últimos 12 meses – entre dezembro de 2008 e novembro de 2009 -, o índice avançou 4,07%. Já no acumulado deste ano, o ICV registra variação positiva de 3,97%.
Segmentos
De acordo com o Dieese, as grandes pressões inflacionárias em novembro partiram dos grupos Transportes (1,01%), Saúde (0,84%), Alimentação (0,62%) e Habitação (0,58%). Os grupos Equipamento Doméstico e Despesas Pessoais, por outro lado, registraram variação negativa no período, de 0,18% e 0,16%, na ordem.
De acordo com o Dieese, o aumento dos preços dos combustíveis estimulou a alta do setor de Transportes, puxando, consequentemente, a alta do ICV. No período, o álcool registrou elevação de 7,07% e a gasolina, de 0,76%.
No grupo Alimentação, a elevação foi determinada pelo subgrupo In Natura e semielaborados que registrou aumento de 1,22%, seguido da alimentação fora do domicílio, cujo aumento foi de 0,34%. Já em Habitação, a alta foi estimulada, principalmente, pelo subgrupo operação do domicílio (0,97%).
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Em Saúde, a alta deve-se ao comportamento dos preços da assistência médica (1,03%).
Destaques em 12 meses e no ano
Em 12 meses, os destaques ficaram com Despesas Pessoais (10,85%), Educação e Leitura (7,70%) e Habitação (5,96%). Os grupos Alimentação (2,72%) e Transportes (2,99%) também registraram aumentos, porém, abaixo da média geral.
Já as taxas negativas foram detectadas nos grupos Vestuário (-1,68%) e Equipamento Doméstico (-0,69%).
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Em Despesas Pessoais, as maiores influências foram dos produtos de fumo e acessórios, que tiveram alta de 21,60%, principalmente por conta da alta do cigarro (22%).
No acumulado do ano até novembro, as maiores altas foram registradas no grupo Despesas Pessoais (10,76%), com destaque para o subgrupo fumo e acessórios (21,60%). Educação e Leitura e Habitação também apresentaram altas, de 7,66% e 5,85%, respectivamente. As variações negativas foram registradas nos grupos Vestuário (-2,26%) e Equipamento Doméstico (-0,74%).