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SÃO PAULO – Em setembro, o brasileiro gastou 0,20% a mais para construir, segundo informações do INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado nesta segunda-feira (27).
A variação é 0,02 ponto percentual menor do que a registrada em agosto, quando ficou em 0,22%. Nos últimos 12 meses, o INCC-M, que é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual, tem variação acumulada de 6,94% e, passados nove meses de 2010, a taxa é de 6,40%.
Grupos
No nono mês do ano, o grupo Materiais, Equipamentos e Serviços registrou alta de 0,35%, resultado inferior ao apurado um mês antes, de 0,38%. A maior contribuição para o resultado do grupo veio do subgrupo serviços, que passou de 0,60% para 0,32% no período analisado. O subgrupo materiais e equipamentos, por outro lado, apresentou aceleração em setembro, passando de 0,32% para 0,36%.
No que diz respeito ao grupo Mão de Obra, a variação foi de 0,04% este mês, frente a 0,06% no oitavo mês do ano. Aqui, a maior contribuição para o recuo foi do item especializado (mão de obra especializada), cujo índice ficou em 0,12%, contra 0,19% da medição anterior.
No geral, as maiores influências negativas para o resultado apurado no nono mês de 2010 foram as seguintes: vergalhões e arames de aço carbono (de 0,04% para -0,76%), tinta a base de PVA (de 0,38% para -2,10%), massa corrida para parede – PVA (de -0,49% para -0,87%), tinta a óleo (de 0,08% para -0,97%) e tábua de terceira (de 0,46% para -0,54%).
Por outro lado, as maiores influências positivas foram de tijolo/ telha cerâmica (de 1,02% para 1,52%), condutores elétricos (de 1,91% para 4,06%), tubos e conexões de PVC (de 0,08% para 2,33%) e cimento portland comum (de 0,29% para 0,80%).
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Capitais
Considerando as sete capitais estudadas pela FGV no nono mês de 2010, quatro apresentaram desaceleração, enquanto Brasília, Recife e Porto Alegre aceleraram no período:
| Cidade | Agosto de 2010 (%) | Setembro de 2010 (%) |
| Salvador | 0,13 | 0,05 |
| Brasília | 0,16 | 0,26 |
| Belo Horizonte | 0,44 | 0,19 |
| Recife | -0,04 | 0,14 |
| Rio de Janeiro | 0,40 | 0,29 |
| Porto Alegre | 0,20 | 0,32 |
| São Paulo | 0,20 | 0,18 |