Custo da construção da FGV desacelera para 0,22% em agosto

Variação é 0,40 ponto percentual menor do que a registrada no mês de julho, quando ficou em 0,62%, calcula fundação

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SÃO PAULO – Em agosto, o brasileiro gastou 0,22% a mais para construir, segundo informações do INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado nesta quinta-feira (26).

A variação é 0,40 ponto percentual menor do que a registrada em julho, quando ficou em 0,62%. Nos últimos 12 meses, o INCC-M, que é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual, tem variação acumulada de 6,80% e, passados oito meses de 2010, a taxa é de 6,18%.

Grupos
No oitavo mês do ano, o grupo Materiais, Equipamentos e Serviços registrou alta de 0,38%, resultado inferior ao apurado um mês antes, de 0,48%. A maior contribuição para o resultado do grupo veio do subgrupo materiais e equipamentos, que passou de 0,53% para 0,32% no período analisado. O subgrupo serviços, por outro lado, apresentou aceleração em agosto, passando de 0,27% para 0,60%.

No que diz respeito ao grupo Mão de Obra, a variação foi de 0,06% este mês, frente a 0,77% no sétimo mês do ano. Aqui, a maior contribuição para o recuo foi do item especializado, cujo índice ficou em 0,19%.

No geral, as maiores influências negativas para o resultado apurado no oitavo mês de 2010 foram as seguintes: tubos e conexões de ferro e aço (de -0,39% para -0,51%), materiais para instalações hidráulicas (de 0,16% para -0,25%), placas cerâmicas para revestimento (de -0,01% para -0,62%), massa corrida para parede – PVA (de 0,68% para -0,49%) e refeição pronta no local de trabalho (de 0,69% para -0,10%).

Por outro lado, as maiores influências positivas foram de projetos (de 0,36% para 1,49%), elevador (de 0,44% para 0,90%), tijolo/ telha cerâmica (de 1,45% para 1,02%), massa de concreto (de 0,87% para 0,59%) e condutores elétricos (de -0,07% para 1,91%).

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Capitais
Considerando as sete capitais estudadas pela FGV, no oitavo mês de 2010, cinco apresentaram desaceleração, enquanto Belo Horizonte e Rio de Janeiro aceleraram no período:

Cidade Julho de 2010 (%) Agosto de 2010 (%)
Salvador 0,18 0,13
Brasília 1,64 0,16
Belo Horizonte 0,08 0,44
Recife 0,39 -0,04
Rio de Janeiro 0,25 0,40
Porto Alegre 2,26 0,20
São Paulo 0,29 0,20