Por Dentro dos Resultados

Cury (CURY3): Pedimos para Caixa aumento dos financiamentos para até 100% do valor do imóvel

Ronaldo Cury participou de live do InfoMoney e falou sobre estratégias que a construtora adotou para mitigar a inflação e reduzir custos

Por  Renan Crema -

A partir de 2018, a construtora Cury (CURY3) começou a buscar mercado nas faixas mais altas de programas habitacionais, o que permitiu, agora em 2021, repassar uma margem maior dos recentes aumentos nos custos por conta da alta sucessiva na inflação.

“Apesar de todas as dificuldades trazidas pela inflação de material de construção civil, principalmente, conseguimos manter nossas margens. Mantivemos nossa margem líquida em 17%”, afirmou o diretor de relações com investidores da companhia, Ronaldo Cury, em live do InfoMoney.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do quarto trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Outra estratégia para reduzir os impactos da alta nos preços dos insumos foi a estocagem. No entanto, a empresa não passou imune a estouros nos custos de algumas obras, mas, segundo o DRI, menor do que o que ocorreu no setor por conta de proteções que possui.

Segundo ele, o “dragão da inflação” foi combatido com preços mais altos. E a estratégia para 2022 segue a mesma. “Vamos aumentando preços e mantendo boa velocidade de vendas”, disse. “Ainda temos espaço para novos aumentos.”

A Cury focou sua atuação áreas centrais e metropolitanas de estados como São Paulo e Rio de Janeiro e, conforme o executivo, não deve procurar outras praças porque ainda há espaço para crescer onde atua.

A respeito de outros riscos para a empresa, como o ano eleitoral, tipicamente mais fraco para as construtoras, Cury revelou que a estratégia é acelerar ao máximo os lançamentos previstos para o 1º e o 2º trimestres, para sentir como o mercado estará no segundo semestre.

A preocupação maior é não queimar um projeto bom num momento ruim. O grande desafio, reforçou ele, continua sendo a inflação, ainda levando em conta um possível surgimento de uma nova onda de Covid-19 e o conflito entre Rússia e Ucrânia.

M&A e dividendos

“A gente não vê [M&A] com bons olhos, preferimos comprar bons terrenos do que outras empresas. O que valeria se fossemos comprar seria landbank (banco de terrenos), mas a empresa em si, para nós não agrega”, disse Cury, que também explicou que a construtora tem em seu banco de terrenos áreas na cidade de Santo André, no ABC Paulista, em municípios da região Metropolitana de São e Niterói, no Rio de Janeiro.

Em relação à política de remuneração ao acionista, o DRI da Cury apontou que a proposta, que ainda está para votação, é distribuir R$ 200 milhões. “Seguimos com a diretriz de ser um asset light [ou seja, uma empresa com poucos ativos], gerar caixa e distribuir resultados”.

O diretor falou ainda que seria muito bom se a Caixa aumentasse o percentual de financiamento imobiliário para até 100% do valor do imóvel, revelou como a empresa trata a questão do pró-soluto e se houve aumento na inadimplência e explicou as estratégias ESG adotadas pela construtora. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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