CSN Mineração (CMIN3) tem queda de 92,3% no lucro no 2º trimestre

Menor rentabilidade reflete a queda no preço do minério que foi impactado ao longo do trimestre pelas expectativas de uma redução mais rápida de demanda

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Linha de produção em uma planta de laminação a quente. REUTERS/Aly Song
Linha de produção em uma planta de laminação a quente. REUTERS/Aly Song

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A CSN Mineração (CMIN3) registrou um lucro líquido de R$ 115,8 milhões no segundo trimestre de 2025 (2T25), uma redução de 92,3% na comparação com igual etapa do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado no 2T25 atingiu R$ 1,268,3 bilhão, com uma margem EBITDA Ajustada trimestral de 37,2%,
o que representa uma redução de 4,6 p.p. e 11,5 p.p. quando comparado com o 1T25 e 2T24, respectivamente.

Segundo a empresa, a menor rentabilidade reflete, exclusivamente, a queda no preço do minério que foi impactado ao longo do trimestre pelas expectativas de uma redução mais rápida de demanda por parte da China também associado às disputas tarifárias dos EUA com o mundo.

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Saiba mais:

A receita líquida ajustada da companhia somou R$ 3,41 bilhões no 2T25, estável frente ao trimestre anterior, com maior volume compensando preços mais baixos. Na comparação anual, cresceu 2,5% mesmo com queda de 13% no preço médio, refletindo melhora operacional.

O lucro bruto foi de R$ 1,03 bilhão, queda de 12,4% no trimestre e margem de 30,2%, pressionada pelo recuo dos preços e apreciação cambial.

As despesas com vendas, gerais e administrativas subiram 32,6% frente ao 1T25, para R$ 76,3 milhões, e 46,8% em relação ao 2T24, influenciadas pelo maior volume comercializado.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 750,1 milhões no 2T25, o que representa uma redução e 43,0% frente ao trimestre anterior, dado o menor impacto da variação cambial no caixa aplicado no exterior.