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SÃO PAULO – Com o mercado financeiro em crise, muita gente procura formas alternativas de investir o dinheiro. Uma destas soluções pode ser a compra de um terreno em loteamentos, mas é preciso ter muita atenção para que o seu dinheiro não desapareça.
“Terreno é investimento seguro, valoriza com o tempo e com o aumento da ocupação, além de funcionar como garantia. Entretanto, é fundamental comprar bem”, explica o diretor da empresa Scopel, especializada em loteamentos, Eduardo Scopel.
Se você está pensando em apostar nesta forma de investimento para aumentar o seu patrimônio, o primeiro passo é verificar se a empresa com a qual está negociando tem um histórico de empreendimentos legais e de sucesso. Para isso, basta pedir referências de loteamentos anteriores e ir visitá-los.
Informe-se
Antes de fechar o negócio, busque o máximo de informações possíveis. Confira no Registro de Imóveis se o loteamento foi registrado, se as licenças estão em dia e os projetos, aprovados.
Além disso, pesquise nos órgãos ambientais e de serviços públicos (água e luz) sobre a situação do empreendimento. Consulte a Aelo (Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano), que confere um “Selo de Regularidade de Aprovação” às obras regulares, e visite o Creci (Conselho regional de Corretores de Imóveis) para saber da idoneidade da empresa corretora.
Não tenha preguiça e visite o local. Observe como está sendo executada a infra-estrutura de ruas, guias, iluminação, entre outros itens. E não se esqueça de verificar se os lotes estão devidamente demarcados no local.
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Negócio fechado
Calma. Antes de concluir a transação, veja quem financia o parcelamento e que tipo de documentação é exigida. De acordo com a Scopel, loteamentos irregulares não se preocupam muito com o futuro de seus recebimentos.
Não se esqueça de tirar todas as suas dúvidas antes de assinar o contrato. Pergunte todos os detalhes, como, por exemplo, se será um loteamento aberto ou fechado, quando os serviços essenciais estarão instalados e quem irá administrá-los.
Na hora de pagar, dê a entrada ou sinal com cheque nominal à empresa e, após o negócio ser fechado, exija um recibo de sinal e um contrato que descreva de forma detalhada o empreendimento.