Crise de bancos dos EUA se agrava e FDIC pode pedir empréstimo ao Tesouro

Órgão diz que lista de instituições problemáticas cresceu 30% no segundo trimestre, atingindo o total de 117 firmas

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SÃO PAULO – O FDIC (Federal Deposit Insurance Corp), órgão que regula os bancos de varejo dos EUA, informou que sua lista de instituições financeiras problemáticas saltou 30%, passando de 90 firmas no primeiro quarto para 117 no segundo, maior patamar desde meados de 2003.

As informações foram divulgadas no relatório trimestral do órgão na última terça-feira (26), que reportou um lucro líquido de US$ 4,96 bilhões das financiadoras asseguradas – uma queda expressiva de 87% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Para os que pensam que o pior já passou, as perspectivas não são animadoras. A presidente do FDIC, Sheila Bair, afirmou que “mais bancos virão para a lista enquanto os problemas do crédito se agravam”.

Ajuda necessária?

Neste ano, as instituições financeiras que declararam falência já somam nove, sendo uma das principais o IndyMac. No dia 11 de julho, o FDIC realizou uma intervenção na firma, uma das maiores instituições de financiamentos de hipotecas dos EUA, após preocupações sobre a saúde financeira do banco levarem a uma retirada de depósitos de mais de US$ 1,3 bilhão, o que prejudicou sua posição de liquidez.

O problema é que, como haviam previsto os mais pessimistas, com todas as intervenções que têm sido feitas, existe a possibilidade do FDIC precisar de um empréstimo.

Em entrevista ao periódico norte-americano The Wall Street Journal, Bair afirmou que não descartaria a possibilidade de que em algum ponto o órgão precise recorrer a linhas de crédito do Tesouro, “para capital de giro e não para cobrir nossas perdas”. Cabe lembrar que a última vez que o FDIC pediu empréstimos ao Tesouro foi no início da década de 1990, após a quebra de centenas de bancos.

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No entanto, esse cenário não é esperado no curto prazo. Por enquanto, as medidas anunciadas são a cobrança de maiores prêmios de bancos que entram em práticas de alto risco, além do órgão considerar um plano de elevar as taxas que as instituições pagam pelo financiamento, a partir de outubro.